quarta-feira, 2 de outubro de 2013

A Siria no plano judaico


Por que a Síria? Pode ser que uma das respostas seja a que o autor Norberto Ceresoles apresenta em seu livro La falsificación de la realidad (sobre o poder judaico na Argentina e no mundo), que estou lendo atualmente. Destaquei um trecho e traduzi. Os grifos são meus:

“O assassinato do senhor [Yitzhak] Rabin e as investigações sobre ele que se realizaram e ainda se realizam, foram revelando uma trama incrivelmente complexa. Os setores judaicos que podem ser definidos como fundamentalistas não só conspiraram – com prolongada antecedência o assassinato propriamente dito – contra a concepção original do “Plano de Paz” (“paz por territórios”): estão assim mesmo estruturando uma força – ideológica e física – em escala internacional, com o objetivo de desatar uma guerra “definitiva”, uma guerra de extermínio que terá como cenário principal o Oriente Médio (Síria em primeiro lugar) e “zonas contíguas” da Ásia Central (Irã). Essa “guerra definitiva” é uma “solução final” para exterminar e/ou transferir a população palestina e árabe do Eretz Israel (Grande Israel, o território de Israel, com fronteiras definidas – “desde o Nilo até o Eufrates” – a partir de relatos bíblicos considerados “sagrados” pelos fundamentalistas judeus) e assim lograr uma pureza étnica que o nacional-judaísmo considera imprescindível para a realização de seu Plano Messiânico.



A partir dessa guerra, o lobby judaico (norte)americano pretende alcançar um espaço econômico ampliado – no Oriente Médio e Ásia Central – segundo objetivos globalizadores. Tentaram alcançar sob o governo social-sionista, que pretendeu transformar o Estado de Israel – via “plano de paz”- no cérebro tecnológico e financeiro de um espaço árabe-muçulmano totalmente domesticado, por meios “pacíficos” (políticos e diplomáticos). Esse projeto social-sionista já não é viável porque a sociedade israelense – incluindo os setores mais poderosos da diáspora judaica – não é uma sociedade ocidental normal, como ingenuamente pensou o próprio Ocidente até muito pouco tempo atrás. Em seu interior se produziu uma mutação profunda que terá alcances estratégicos transcendentes que afetarão a totalidade do “mundo ocidental”.



Essa Guerra já está pré-desenhada a partir de numerosos ensaios sobre o terreno. O extermínio e a expulsão de grandes massas populacionais de árabes e de muçulmanos será um elemento constitutivo essencial no novo conflito que se está desenhando. Haverá assim mesmo uma forte repressão no interior da sociedade israelense, na direção de eliminar do mapa político e físico todas as versões do “liberalismo laico judeu”.”

Traduzido do livro La falsificación de la realidad, de Norberto Ceresoles, 1998. P. 187. Pode ser lido em http://vho.org/aaargh/espa/ceres/NCfalsificacion0.html

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Dica : pesquise Norberto Ceresoles 
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"Estão os sionistas loucos? De momento parece que estão perdendo a batalha de Síria. Mas os judeus sempre acreditaram que, sob a proteção do seu deus, Jehová, a vitória é para os ousados e que o fim justifica os meios: a mentira permanente, a guerra, a estafa, o genocídio, a manipulação mediática, o que quer que seja. Tudo vale a pena para fazer realidade esse Grande Israel que abarcará desde o Tigris à península Arábica, toda a Síria, meio Iraque, toda a Jordânia, parte do Kuwait que lhe dará saída ao Golfo Pérsico e uma parte do Egito que chega até o Cairo. Quer dizer, todo o cenário bíblico precorrido pelo povo de Israel, desde a morada de Adão e Eva ao Êxodo do Egito cruzando o Mar Vermelho e terminando em Jerusalém. Tudo isto é produto duma alienação mental colectiva ou algo perfeitamente possível?"

Fonte : http://sionismo.net/historia/historia-geral/guerra-contra-o-terrorismo-geoestrategia-da-nova-ordem-mundial-sionista/

Acaso alguém fará algum trabalho na faculdade ou colégio referente ao assunto ? Está aí material bem interessante.

Abraços