quarta-feira, 2 de setembro de 2020

A Verdadeira Pandemia

A Verdadeira Pandemia

Como será o mundo depois desta epidemia? Por Meraldo Zisman

O jornais não cansam de dizer que estamos vivendo uma pandemia. Que surgiu um novo vírus que denominam de Covid-19 que anda a infectar e matar zilhões de pessoas pelo globo, e desgraçar vidas, profissões, sonhos e famílias diuturnamente. Sem falar nas enormes dificuldades que está criando na Economia, nas relações diplomáticas e entre casais, famílias e vizinhos. Ainda podemos notar o avanço de tecnologias 'docilmente' invasivas do tipo "o olho que tudo vê" para nosso "maior conforto e segurança". Porém, observando as sociedades atuais, ditas modernas, e digo modernas apenas cronologicamente, pois moralmente são e estão equivocadas, frustradas, sem rumo e cada vez mais canibais.

Já são décadas que os índices de todo tipo de violência não cessam de subir. Não faz muito tempo que mortes por "bala perdida" não existiam notícias, hoje elas são corriqueiras, quase diárias, fora que os linchamentos também estão aumentando. É notório que assaltos, latrocínios, estupros, pedofilia, tudo está aumentando e ninguém enxerga uma saída.

Para que mais pandemia que as drogas? Cada vez mais drogas, cada vez mais variedades de drogas, cada vez mais apreensões de carregamento, cargas cada vez mais volumosas, "mulas" inimagináveis, presídios cada vez mais lotados, casos de overdoses crescendo, etc. Chegando ao ponto que pela falta de qualquer perspectivas de melhoria ou de soluções, aventam com ares de pseudo sabedoria que o melhor é a liberação! O exemplo abaixo demonstra o absurdo dessa idéia.

Temos também as bebedeiras, os males do cigarro e de outras drogas "aprovadas" por agências governamentais totalmente irresponsáveis e descompromissadas com a saúde, o bem estar de pessoas e famílias que perdem seus entes queridos para bêbados ao volante ou brigas e cânceres tabagísticos. E tudo promovido por empresas, shows, artistas e Imprensa. Ou seja, drogas comprovadamente prejudiciais são mostradas e promovidas como mero entretenimento, lazer, status de "boa vida".

Temos as avalanches de imigração de estranhos, e não apenas "estrangeiros", que nada têm em comum com os povos anfitriões, com sua cultura, valores morais e jurídicos, religião, historiografia de conquistas, lutas e formação do país e instituições. Situação que vem causando enormes desconfortos sociais e profissionais, prejuízos econômicos e previdenciários, e já em muitos lugares, surgindo verdadeira guerra civil.

Depois de 75 anos do falso fim da "boa guerra" - não sei como chacinar mais de 60 ou 80 milhões de pessoas pode ser chamado assim -, as guerras continuam acontecendo. São décadas de guerras de todo tipo: étnicas, religiosas, econômicas, e principalmente e mais perigosa, para a implementação da Nova Ordem Mundial do Anticristo que terá por capital mundial a cidade de Jerusalém. Por isso tanto assanhamento por parte de certos grupos, pessoas e entidades, cientes ou não do verdadeiro objetivo final, para que cada vez mais governos reconheçam Jerusalém como capital unilateral e a reconstrução do Templo de Salomão.

Aborto: mais de 55 milhões por ano de pequeninhos seres humanos indefesos assassinados no mundo. Ao Covid-19 são creditados questionáveis 860.000 mortos (3-4%) até a presente data de um total de infectados de 25 milhões e 17 milhões de recuperados. No aborto, todos (100%) os 'infectados' morrem.

Mas enfim, nessa 'pequena' relação de desgraças, onde está a verdadeira pandemia? No aborto. Não. Está na falta de caráter, na ausência de bom senso e de coragem, na falta de amor a si e ao(s) próximo(s), na alienação, no falso testemunho, no cinismo, no hedonismo, na egolatria, no materialismo. "Valores" cada vez mais praticados e sempre tão veemente combatidos pela Igreja, pelo Senhor Jesus Cristo. Cristo Jesus que, além dos tradicionais inimigos seculares e espirituais, agora surge outro saído do fossário, o Neo-Paganismo.

Muitíssimo mais poderia ser escrito, mas diante do 'pouco' e sucintamente exposto, é fácil perceber e comprovar que já vivemos um longo tempo de pandemia, não uma, mas várias. De que vivemos uma era de pandemias muito piores e mais profundas do que narram os jornalistas sobre o Covid-19. Pandemias com as quais temos poucas opções e caráter adequados para nos defender, de proteger aqueles que amamos. Ou mudamos com coragem, ou seremos gado de vez. A contra gosto de muito, não encontraremos as mudanças sólidas e profundas, os verdadeiros valores e saídas corretas em nada que for secular, "democrático" ou anticristão.

Deus Vult! Viva Cristo Rei!


Se tivessem continuado nesse Santo Espírito Cristão de fraternidade e amor, a Grande Guerra teria outro rumo e seus provocadores também. Por isso tanto atacam o Cristianismo, a Igreja e o Senhor Jesus.


A verdadeira pandemia é a ausência de amor a Deus e ao Seu Filho Jesus.

Abraços

domingo, 30 de agosto de 2020

Antigentilismo ou antisemitismo, quem veio primeiro?

O autor do presente artigo disserta sobre o surgimento do antissemitismo, alegando que a ótica vulgata para entendimento da questão está inverdade. Leiamos.

Antigentilismo causa antisemitismo
Por Taxi



A primeira bala de ódio foi disparada pelos judeus.

Há cerca de três mil anos, os antigos seguidores de Moisés no deserto, que viveram na Babilônia, acumularam e compilaram seu folclore oral de 600 anos, antes de registrá-lo cuidadosamente em pergaminhos e placas. Esta coleção de escritos judeus antigos é comumente conhecida como Talmud Babilônico. E este mesmo Talmud, de acordo com a história judaica, não apenas representa a fonte primária da teologia e da lei judaica, também continua a ser a peça central da vida cultural judaica. Os escritores babilônios judeus do Talmud na época realmente galvanizaram, trabalharam e escreveram: concordando unanimemente sobre o conteúdo de todos os seus capítulos. Todos eles assinaram sua declaração de missão religiosa, que notavelmente também incluía a declaração de guerra eterna contra todos os gentios. Este decreto tribal genocida encontrado no Talmud é o primeiro caso registrado de antigentilismo judeu. Aconteceu vários milênios antes mesmo de o conceito de antissemitismo ser inventado. Na verdade, os judeus antigos haviam escrito esta declaração histórica e sombria dos Antigentios por escrito cerca de dois mil anos antes dos pogroms e perseguições religiosas aos judeus já foram registrados. Na verdade, atualmente sabemos das inclinações genocidas dos judeus de seus próprios antigos escritos talmúdicos: bastante bem escondidos dos olhos dos gentios por milhares de anos até o advento da internet revelar claramente as más intenções dos judeus para com todos os gentios.

Esta guerra judaica longa e silenciosa contra os gentios continua a persistir cerca de quatro mil anos depois; exceto hoje em dia, esta guerra 'eterna' contra os gentios é aberta e profundamente maliciosa e niilista: já causou a destruição de muitas nações gentias modernas, bem como a morte de centenas de milhões de gentios inocentes desde o final do século XIX. Aqui, estou contando as vítimas de ambas as Guerras Mundiais, a Revolução Russa, bem como as guerras devastadoras do passado e do presente no Oriente Médio - várias guerras selvagens cujos arquitetos revelaram a clara impressão digital judaica.

Quando o conteúdo e o calendário do Talmud Judaico são considerados sobriamente, não se pode deixar de concluir que o Antigentilismo se manifestou antes do Antissemitismo, portanto, o Antigentilismo é na verdade a própria fonte do Antissemitismo. Além disso, podemos até dizer que, na maioria das vezes, o anti-semitismo é uma reação ao anti-gentilismo dissimulado e aberto.

Sim, o antigentilismo é a fonte e causa primordial do antissemitismo.

É simples assim.

E é surpreendente que nem uma única peça da literatura acadêmica sobre o assunto possa ser encontrada na internet. Surpreendente também que alguns dicionários nem mesmo listam 'Antigentilismo' como uma frase ou palavra - e alguns que o fazem, na verdade dão a definição errada.

No entanto, isso por si só não é surpreendente: considerando que os judeus são mestres na obscura arte do engano e da distração em massa; considerando também que eles possuem ou administram Ministérios de Educação Ocidentais, Mídia Principal, Cultura Identitária, Censura da Internet, etc.

Desde a Segunda Guerra Mundial, e tudo graças à implacável propaganda de Hollywood e MSM, ostensivamente, os judeus modernos são vistos como vítima e herói. (Uma contradição em termos, não?!). Os judeus têm nos dito incessantemente que o antissemitismo é o “ódio irracional aos judeus”. Pelo menos essa foi sua definição e ponto de discussão durante e após a Segunda Guerra Mundial. Cerca de setenta anos após o chamado Holocausto Alemão e a criação do estado genocida de Israel, esta velha definição agora se transformou no fascista: “crítica a Israel é o Novo Antissemitismo”. Isso significa que nem mesmo a “propriedade” judaica pode ser criticada, e cada governo judeu é sagrado. Bem aqui, caro leitor, é a sua definição clássica de 'liberdade de expressão zero' para todos os gentios, não apenas para a minoria 'supremacista branca'. Aqui, podemos ver claramente que, com cada definição judaica atualizada de 'antissemitismo', grupos maiores de gentios sofrem uma censura mais severa e um destino social mais sombrio.

Sejamos claros aqui que as armas modernas usadas pelos judeus contra as sociedades gentias são numerosas e a arma mais poderosa que eles possuem é a chamada "narrativa do Holocausto". Judeus seculares de elite e rabínicos usam o Holocausto como uma serra elétrica para silenciar e censurar os gentios. Eles também usam a narrativa do Holocausto para fazer uma lavagem cerebral em gentios desavisados, bem como nos próprios judeus. A lavagem cerebral do Holocausto é, sem dúvida, a poção mental mais poderosa que os judeus já inventaram. Além disso, é a lavagem cerebral do Holocausto que realmente transforma o esfregaço 'antissemita' em arma. Sem a lavagem cerebral narrativa do Holocausto, a mancha antissemita seria totalmente sem sentido e ineficaz.

          
"O Holocausto é uma histórica de ficção de sucesso." - Rabino Moshe Arieh Friedman

Aqui, alguém naturalmente se pergunta: por que os judeus são tão entusiastas da censura tirânica quando se trata de seus assuntos tribais? Por que os judeus estão sempre na ofensiva quando se trata da liberdade de expressão dos gentios? O que eles estão tentando esconder? Que verdades e histórias sombrias eles estão consistentemente tentando enterrar e obscurecer dos olhos dos gentios? Alguns diriam que as inconsistências da lucrativa narrativa do Holocausto explicam esse comportamento anti-social dos judeus para com os gentios inquiridores. Claro, isso é verdade - e eu chamo isso de síndrome da 'guarda do bezerro de ouro'. Mas também digo que é mais profundo do que isso. Eu digo que os judeus da elite temem que, uma vez que as fraudes na narrativa do Holocausto judaico tenham sido expostas e se tornem universalmente virais, a próxima grande revelação, ou melhor, a mãe de todos os alvos da luz solar será o conteúdo e calendário do Talmud judaico.

Em outras palavras, os judeus temem os gentios em massa descobrirem que a primeira bala de ódio está na verdade embutida e fossilizada no Talmude judaico.

Os judeus temem profundamente os gentios por desvendar a verdadeira identidade do dono da primeira bala de ódio na guerra entre gentios e judeus.

Eles temem absoluta e totalmente a descoberta de seu antigentilismo patológico e profundamente arraigado.

Claro, eles conseguiram suprimir a discussão e o debate sobre o 'Antigentio' por mais de quatro mil anos - eles até conseguiram suprimir secretamente até mesmo a mera 'menção' da frase 'Antigentilismo'. Então, não é hora agora, antes que a censura judaica fique ainda mais sufocante, de colocar direta e abertamente esse tópico crucial na mesa para que todos examinem? Não é hora de começar a perguntar aos judeus por que eles dispararam o primeiro tiro? Digo isso claramente aqui: cabe a todos os gentios agora contrariar o esfregaço 'anti-semita' viral com o 'anti-gentio' viral. Posso assegurar-lhe (por experiência) que os judeus se tornam gagos estupefatos quando um gentio traz à tona o tópico do antigentilismo judaico. Isso ocorre porque, como todos sabemos, não existe nenhum hasbará no léxico judaico que possa explicar o ódio duradouro que os judeus sentem pelos gentios há milênios.

É hora de 'tagarelar' sobre o Antigentilismo em massa.

É hora de os judeus enfrentarem sua 'criptonita'.

Fonte: https://platosguns.com/2018/08/29/anti-gentilism-causes-antisemitism/

Algumas leituras complementares:

"Como o Talmud foi descoberto":
https://desatracado.blogspot.com/2014/03/como-o-talmud-foi-descoberto.html

"Netanyahu promete que o livro anticristão do Talmud será a lei constitucional em Israel":
https://desatracado.blogspot.com/2016/06/talmud-sera-lei-em-israel.html

"Judeus quebram tabu ao denunciar casos de pedofilia. Os seguidores da 'Torá' têm como regra não acusar legalmente alguém da mesma crença e resolver os casos em um tribunal rabínico":
https://veja.abril.com.br/brasil/judeus-quebram-tabu-ao-denunciar-casos-de-pedofilia/

 "(1/2) Doutrina talmúdica: Jesus é feiticeiro":
https://desatracado.blogspot.com.br/2013/11/12-doutrina-talmudica-jesus-e-feiticeiro.html

"(2/2) Doutrina talmúdica: não-judeus não são humanos":
https://desatracado.blogspot.com.br/2013/11/22-doutrina-talmudica-nao-judeus-nao.html

"Talmud, onde a pedofilia é a LEI":
https://www.palestinow.com/talmud-where-pedophilia-is-the-law/

"O Talmud tem razão?":
http://fab29-palavralivre.blogspot.com/2015/02/o-talmud-tem-razao.html

"A Cabala judaica e o sexo promíscuo":
https://desatracado.blogspot.com/2014/03/a-cabala-judaica-e-o-sexo-promiscuo.html

"Nova Ordem Mundial desvendada":
https://desatracado.blogspot.com/2020/04/nova-ordem-mundial-desvendada.html

"Cultura judaico-cristã em comum?!":
https://desatracado.blogspot.com.br/2016/02/cultura-judaico-crista-em-comum.html

"A pseudo tradição judaico-cristã":
https://desatracado.blogspot.com.br/2014/05/a-pseudo-tradicao-judaico-crista.html

"A impossibilidade judaico-cristã":
https://desatracado.blogspot.com.br/2014/06/a-impossibilidade-judaico-crista.html

"PEDOFILIA: O segredo sujo do Talmud" pelo Rev. Ted Pike:
https://desatracado.blogspot.com/2014/11/pedofilia-e-talmud.html

"Ora, as obras da carne são manifestas: imoralidade sexual, impureza e libertinagem; idolatria e feitiçaria; ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções e inveja; embriaguez, orgias e coisas semelhantes. Eu os advirto, como antes já os adverti: Aqueles que praticam essas coisas não herdarão o Reino de Deus." 
Gálatas 5:19

Abraços

domingo, 23 de agosto de 2020

Leni Riefenstahl, ímpar e eterna

Em Memória de Leni Riefenstahl
(22 de agosto de 1902 a 8 de setembro de 2003)

    Helene Bertha Amalie "Leni" Riefenstahl | The Amazing Everything Wiki |  Fandom

Helene Bertha Amalie “Leni” Riefenstahl nasceu neste dia em Berlim em 1902. Ela morreu em Pöcking, Baviera, em 8 de setembro de 2003, logo após seu 101º aniversário. Ela era uma dançarina, atriz, fotógrafa e diretora de cinema altamente talentosa.

Até mesmo seus críticos mais teimosos admitem que Leni Riefenstahl é a maior cineasta de todos os tempos e/ou a maior documentarista de todos os tempos. Mas isso é um elogio fraco, uma vez que ambos os campos são bastante pequenos.

Na verdade, Riefenstahl é uma das maiores cineastas da história, ponto final, por seu forte senso estético e inúmeras inovações técnicas, que explicam sua imensa e duradoura influência.

Além disso, seu status como diretora repousa em uma obra muito pequena: dois filmes, “Das Blaue Licht” (A Luz Azul, 1934) e “Tiefland” (Planície, concluído em 1944, lançado em 1954), e dois documentários: “Triumph des Willens” (Triunfo da Vontade, 1934) e “Olympia” (1938), lançado em duas partes: “Fest der Völker” (Festival das Nações) e “Fest der Schönheit” (Festival da Beleza).

   Leni Riefenstahl's Olympia 2. Teil: Fest der Schönheit Part Two: Festival  of Beauty (1938) in 2020 | Leni riefenstahl, Olympische spiele, Olympia

Além disso, Riefenstahl fez três outros documentários. “Der Sieg des Glaubens” (Vitória da Fé, 1933, com 64 minutos) foi um documentário do Comício de Nuremberg de 1933 do Partido Nacional-Socialista Alemão, que foi retirado após o expurgo de 1934 de Ernst Röhm, que apareceu com destaque no filme. Os outros dois documentários eram relativamente curtos: “Tag der Freiheit: Unsere Wehrmacht” (Dia da Liberdade: Nossas Forças Armadas, 1935, 28 minutos) e “Impressionen Unter Wasser” (Impressões Subaquáticas, 2002, 45 minutos — saudado por um gênio como “o protetor de tela mais bonito do mundo”). Esses documentários, entretanto, raramente foram vistos e tiveram pouca influência na reputação de Riefestahl.

O documentário “Impressionen Unter Wasser” foi baseado na vida marinha e filmado principalmente em torno de Papua Nova Guiné, e é uma coleção de imagens dirigida por Riefenstahl entre os anos 1970 e 2000. Outros locais incluem imagens feitas nas Ilhas Maldivas, nas Seychelles, Quênia, Tanzânia, Indonésia, no Mar Vermelho, nas Ilhas Cocos (Pacífico) e no Mar do Caribe (Cuba). Riefenstahl rejeitou as alegações de que o filme foi um retorno: “Impressionen Unter Wasser certamente não é um 'retorno'. Eu sempre fui ativa e continuo sendo. Meu filme mostra a beleza do mundo subaquático. Espero que toque a consciência do espectador, pois ilustra exatamente o que o mundo perderá quando nada é feito para impedir a destruição de nossos oceanos. Certa vez, disse que sou muito fascinada pelo belo e pelo vivo. Busco harmonia e, debaixo d'água, acabei encontrando-a.” 
https://en.wikipedia.org/wiki/Impressionen_unter_Wasser
Segundo contam, Leni Riefenstahl tirou a licença de mergulho aos 70 anos (falsificando o passaporte, porque ninguém mais queria que ela fizesse o exame). E, 30 anos depois, com muita experiência em mergulho e 100 anos de experiência de vida, ela nos fez essas lindas gravações: 


O fato de a estatura de Riefenstahl como cineasta repousar em apenas quatro filmes não foi devido à falta de esforço de sua parte. Após a Segunda Guerra Mundial, Riefenstahl tentou várias vezes lançar novos projetos de filmes, todos os quais deram em nada, por um motivo ou outro. Mas não há dúvida de que uma artista com o talento de Leni Riefenstahl teria feito dezenas de filmes nos 58 anos que viveu após a Segunda Guerra Mundial, se não tivesse sido o diretor favorito de Adolf Hitler e se a indústria do cinema ocidental e a mídia em geral não o tivessem foi dominado por judeus. O estrangulamento de um talento tão grande é um dos crimes artísticos do século XX.

É um lembrete de que a hegemonia cultural judaica é mantida não apenas promovendo artistas decadentes, independentemente de seu talento, mas suprimindo artistas saudáveis, independentemente de seu talento. É também um lembrete de que todos os outros valores da coalizão de esquerda —  feminismo, direitos dos homossexuais, ambientalismo, etc. — estão sempre subordinados quando entram em conflito com a agenda judaica predominante de degradar e destruir os povos brancos, especialmente aqueles ligados em qualquer caminho com seus defensores mais autoconscientes e militantes até agora.

Se você deseja começar a explorar a vida e obra de Leni Riefenstahl, recomendo que comece com suas próprias obras:

“Triumph des Willens” (com “Tag der Freiheit! – Unsere Wehrmacht”)
“Olympia”
“Der Sieg des Glaubens”
“Das Blaue Licht”
“Tiefland”
“Leni Riefenstahl: A Memoir” (autobiografia fascinante e muitas vezes dissimulada, que geralmente é corrigida pelas biografias listadas abaixo)
“Leni Riefenstahl: Africa” (fotos)

Riefenstahl também atua nos seguintes filmes clássicos dirigidos por Arnold Fanck:

- “Der heilige Berg”, 1926 (A Velha Montanha)
“Die weiße Hölle vom Piz Palü”, 1929 (O Inferno Branco de Pitz Palu)
“Sturm über dem Montblac”, 1930 (Tempestade sobre o Mont Blanc)
“S.O.S. Eisberg”, 1933 (S.O.S. Iceberg)

A Velha Montanha (“Der heilige Berg”) é um filme de montanha alemão de 1926 dirigido por Arnold Fanck e estrelado por Leni Riefenstahl, Luis Trenker e Frida Richard. Foi a primeira aparição da futua cineasta Riefenstahl como atriz. Escrito por Arnold Fanck e Hans Schneeberger, o filme é sobre uma dançarina que conhece e se apaixona por um engenheiro em sua cabana nas montanhas. Depois que ela dá seu lenço para um de seus amigos, o amigo apaixonado acredita erroneamente que ela o ama. Quando o engenheiro a vê confortando inocentemente seu amigo, ele acredita erroneamente que ela o está traindo.
https://en.wikipedia.org/wiki/The_Holy_Mountain_(1926_film)


O Inferno Branco de Pitz Palu (“Die weiße Hölle vom Piz Palü”) é um filme mudo alemão de montanhismo de 1929, co-dirigido por Arnold Fanck e Georg Wilhelm Pabst e estrelado por Leni Riefenstahl, Gustav Diessl, Ernst Petersen e o ás do vôo da Primeira Guerra Mundial Ernst Udet. Escrito por Arnold Fanck e Ladislaus Vajda, o filme é sobre um homem que perde sua esposa em uma avalanche enquanto escala a montanha Piz Palü, e passa os próximos anos procurando o corpo dela sozinho. Quatro anos depois, ele conhece um jovem casal que concorda em acompanhá-lo em sua próxima escalada. Foi filmado em locações na cordilheira Bernina em Graubünden, Suíça.
https://en.wikipedia.org/wiki/The_White_Hell_of_Pitz_Palu_(1929_film)


Tempestade sobre o Mont Blanc (Sturm über dem Montblac”, 1930) é um filme alemão de 1930 escrito e dirigido por Arnold Fancke estrelado por Leni Riefenstahl, Sepp Riste e Ernst Udet. O filme faz parte do gênero cinematográfico alemão "montanhismo", popularizado por Fanck. A história gira em torno de um homem que trabalha sozinho na estação meteorológica de Mont Blanc, coletando dados. Seu único contato com o mundo abaixo é através de sinais de código Morse. Ele é acompanhado por uma amiga, que o ajuda a sobreviver a uma terrível tempestade na montanha. Ernst Udet é apresentado como um piloto que está envolvido em um perigoso resgate na montanha.
https://en.wikipedia.org/wiki/St%C3%BCrme_%C3%BCber_dem_Mont_Blanc


S.O.S. Eisberg (“S.O.S. Eisberg”, versão colorizada) é uma co-produção germano-americana de 1933. O drama é dirigido por Arnold Fanck e estrelado por Gustav Diessl, Leni Riefenstahl, Sepp Rist, Gibson Gowland, Rod La Rocque e Ernst Udet. O filme foi escrito por Tom Reed baseado na história de Arnold Fanck e Friedrich Wolf. S.O.S. Eisberg segue o relato da malfadada expedição polar do famoso explorador Alfred Lothar Wegener na vida real em 1929-30. Dois membros desta expedição malfadada de Wegener serviram como consultores técnicos da Universal.
https://en.wikipedia.org/wiki/S.O.S._Eisberg


Não perca as extensas análises de Derek Hawthorne de cada filme relacionadas abaixo.

Riefenstahl também aparece extensivamente no documentário de 1994 de Ray Müller, “The Wonderful, Horrible Life of Leni Riefenstahl”(*). O diretor inclui filmagens espontâneas, filmadas quando Riefenstahl não achava que estava sendo filmada. A intenção dele era fazer com que ela ficasse mal, mas na verdade ela sai 100 vezes mais que o diretor Müller. É necessário vigiar, apesar do inevitável moer do machado.

Também recomendo os seguintes artigos neste site:

- Jonathan Bowden, “Hans-Jürgen Syberberg: o herdeiro de Leni Riefenstahl?” (podcast e transcrição, artigo curto)
https://www.counter-currents.com/2013/04/hans-jurgen-syberberg-leni-riefenstahls-heir/
https://www.counter-currents.com/2011/07/hans-jurgen-syberberg/
- P.J. Collins, “Leni Riefenstahl na Memória Moderna”
https://www.counter-currents.com/2019/08/leni-riefenstahl-in-modern-memory/
- Jef Costello, “Gênio Insincero: Um Tiributo a Leni Riefenstahl”
https://www.counter-currents.com/2011/08/disingenuous-genius-a-tribute-to-leni-riefenstahl/
- Andrew Hamilton, “Filme Perdido de Leni Riefenstahl: Vitória da Fé (1933)”
https://www.counter-currents.com/2013/06/leni-riefenstahls-lost-film-victory-of-faith-1933/
- Derek Hawthorne, “A Velha Montana”
https://www.counter-currents.com/tag/the-holy-mountain-essay/ (não encontrado)
- Derek Hawthorne, “O Inferno Branco de Pitz Palu”
https://www.counter-currents.com/tag/pitz-palu-essay/ (não encontrado)
- Derek Hawthorne, “Tempestade sobre o Mont Blanc”
https://www.counter-currents.com/tag/mont-blanc-essay/
- Derek Hawthorne, “S.O.S. Iceberg”
https://www.counter-currents.com/2011/10/s-o-s-iceberg/
- Greg Johnson, “Rammstein's 'Stripped' and 'Links 2-3-4' Videos”
https://www.counter-currents.com/2011/12/rammsteins-stripped-and-links-2-3-4-videos/
- Thomas Goodrich, “Boa Guerra ... Melhor Paz”
https://www.counter-currents.com/2015/04/good-war-better-peace/

Por fim, desejo recomendar vários livros sobre Riefenstahl:

- “Leni Riefenstahl: Five Lives. A Biography in Pictures” (um magnífico livro de imagens de mesa de centro)
- Steven Bach, “Leni: The Life and Work of Leni Riefenstahl” (uma biografia tendenciosa, mas informativa de um judeu americano)
- David B. Hinton, “The Films of Leni Riefenstahl”  (informativo e principalmente justo)
- Rainer Rother, “Leni Riefenstahl: The Seduction of Genius”  (informativo, mas tendencioso, útil como crítica de sua autobiografia)
- Jürgen Trimborn, “Leni Riefenstahl: A Life” (uma biografia informativa, mas tendenciosa, de um alemão que odeia a si mesmo)

(*) "A Vida Maravilhosa e Horrível de Leni Riefenstahl"
Luis Trenker (Ator), Ray Muller (Ator, Diretor) Formato: DVD
https://www.amazon.com.br/Wonderful-Horrible-Life-Leni-Riefenstahl/dp/B00000INUB

Fonte: https://www.counter-currents.com/2013/08/erinnerung-an-leni-riefenstahl/

Abraços

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Um imperialista anticristão

                     

33º presidente americano e maçon grau 33, Harry Truman foi o maior responsável moral e político pelo lançamento das bombas atómicas sobre Hiroxima e Nagasaki, a 6 e a 9 de Agosto de 1945, reduzindo a pó aquelas que, tradicionalmente, são consideradas as duas cidades mais católicas do Japão, em grande parte pela influência histórica portuguesa. (1)

Co-fundador da ONU (1945) e impulsionador da criação dos Estados Unidos da Europa (2), também se deve a Harry Truman a execução do Plano Marshall (1948) e a fundação da NATO (1949), que deixaram a Europa Ocidental em dependência económica e militar dos EUA.

Inimigo da religião católica (3), Harry Truman também contribuiu para a implementação (4) do moderno Estado de Israel (1948). É pois, sem dúvida, uma figura política chave na nova ordem mundial nascida do pós-guerra em 1945 (5).

(1) "Nagasaki":
https://accao-integral.blogspot.com/2019/08/nagasaki.html
(2) "Harry Truman e os Estados Unidos da Europa":
https://accao-integral.blogspot.com/2016/06/harry-truman-e-os-estados-unidos-da.html
(3) "CARTA DO PRESIDENTE TRUMAN AO PAPA PACELLI ( PIO XII )":
http://skocky-alcyone.blogspot.com/2010/05/carta-do-presidente-truman-ao-papa.html
(4) "Bento XV sobre a situação na Palestina":
https://accao-integral.blogspot.com/2018/05/bento-xv-sobre-situacao-na-palestina.html
(5) "Portugal e o pós-Segunda Guerra Mundial":
https://accao-integral.blogspot.com/2020/04/portugal-e-o-pos-segunda-guerra-mundial.html

Fonte: https://accao-integral.blogspot.com/2020/08/harry-truman.html
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Hiroshima: “Ainda bem que os bons venceram a guerra, não?”
Escrito por Alberto Martin
6 de agosto de 2020

Hoje faz aniversário um dos eventos mais trágicos e destrutivos da história da humanidade, uma das maiores hecatombes já empreendidas por mãos humanas: o bombardeio nuclear de Hiroshima, um alvo civil, militarmente irrelevante. Ao contrário do que diz a historiografia ocidental, sua finalidade não era fazer o Japão se render. Na verdade, o governo japonês já havia decidido pela rendição antes do ataque. O objetivo era assustar a URSS, que havia recém declarado guerra ao Japão, e ameaçava tomar o arquipélago.



Setenta e seis anos atrás, os Estados Unidos cometeram crimes de guerra contra os japoneses em uma escala inimaginável na história da humanidade.

É quase impossível falar em público sem ser submetido a um coro de objeções tediosamente bem ensaiadas e mal compreendidas aprendidas nas salas de aula, nos filmes de Hollywood e na cultura atual dos gurus da mídia. A forma comum dessas respostas é que, longe de serem atos de assassinatos em massa patrocinados pelo Estado, os bombardeios atômicos de Hiroshima e Nagasaki foram missões humanitárias destinadas principalmente a salvar vidas: se não fosse o massacre instantâneo de cerca de 220 mil pessoas (uma estimativa conservadora), principalmente civis, a guerra teria sido desnecessariamente prolongada. Foi muito melhor, supondo que os números projetados de baixas, que desde pelo menos 1947 foram rotineiramente estimados em alta após o fato, matariam algumas centenas de milhares de civis em vez de arriscar um número igual ou maior de soldados americanos e japoneses sendo mortos. Principalmente americanos e britânicos.

Se esta razão estivesse por trás dos atentados, teria sido uma surpresa para o Presidente Harry Truman (judeu e maçom) e para o povo americano na época. Nada poderia ser mais sombriamente esclarecedor do que as palavras com as quais Truman deu a notícia de Hiroshima ao povo americano, com um discurso digno de um vilão de Guerra nas Estrelas, no qual deixou claro que considerava o ataque, e sua sequência, uma missão de vingança e falava com entusiasmo da “maravilha” que ele havia desencadeado sobre os japoneses e do “feito de cérebros científicos” que o havia tornado possível:

“Há 16 horas, um avião americano lançou uma bomba em Hiroshima, uma importante base do exército japonês. Aquela bomba tinha mais de 20 mil toneladas de T.N.T. Ela tinha mais de 2 mil vezes a potência de explosão do ‘Grand Slam’ britânico, que é a maior bomba já usada na história da guerra.

Os japoneses começaram a guerra a partir do ar em Pearl Harbor. Foi-lhes devolvido muitas vezes. E o fim ainda não chegou. Com esta bomba acrescentamos agora uma nova e revolucionária onda de destruição para complementar o poder crescente de nossas forças armadas. Em sua forma atual, estas bombas estão agora em plena produção e estão se desenvolvendo de formas ainda mais poderosas.

É uma bomba atômica. É um aproveitamento do poder básico do universo. A força da qual o sol tira seu poder foi desencadeada contra aqueles que trouxeram a guerra ao Extremo Oriente”.

Harry S. Truman – Trigésimo terceiro presidente dos Estados Unidos de 1945 a 1953.

Japão na 2ª Guerra Mundial, bombas nucleares e o reerguimento | Otanix Amino
Imagens de um teste da "maravilha feita por cérebros científicos” de judeus maçom democratas.

Mas a verdade é que não importa qual tenha sido a motivação. O ataque indiscriminado a civis em guerra é sempre ruim; foi ruim quando a Real Força Aérea, em meio a quase nenhum protesto, exceto de um único bispo anglicano, bombardeou Dresden com selvageria. Foi indescritivelmente blasfemo e desumanamente maligno durante o Estupro de Nanking (se você pode ler o livro de Iris Chang sem vomitar, seu estômago é mais forte que o meu).

Uma coisa é tomar uma ação militar com pleno conhecimento do fato de que os inocentes podem ser prejudicados na busca de um fim justo (por exemplo, atacar uma base militar onde pode haver funcionários civis); isto está de acordo com um princípio que filósofos e teólogos chamam de “efeito duplo”: outra coisa é fazer do dano aos inocentes o fim em si mesmo.

Outra objeção relacionada é um ad hominem cansado que procura impedir que qualquer um que estivesse vivo e fardado no momento dos ataques emita uma opinião. O historiador Paul Fussell disse algo assim em “Graças a Deus pela Bomba Atômica”, um famoso ensaio publicado em A Nova República em 1981. Ele criticou John Kenneth Galbraith e outros que sugeriram que os bombardeios não eram nem moralmente justificáveis nem militarmente importante. Fussell aponta que “o que está em jogo em um ataque de infantaria é tão completamente impensável para aqueles sem a experiência de um, ou vários, ou muitos, mesmo que tenham uma imaginação muito ampla… a experiência é crucial.”

Como todos os argumentos deste tipo, o de Fussell está morto ao chegar. Se é o caso de pessoas que nunca combateram em um ataque de infantaria na Segunda Guerra Mundial se absterem de ter opiniões sobre a moralidade do armamento atômico, então ninguém nas ordens sagradas, nem as mulheres nem as pessoas com deficiências físicas estão autorizadas a ter opiniões sobre essas importantes questões morais. Além disso, pode-se perguntar, quem é Paul Fussell ou qualquer outra pessoa que nunca viu a pele arrancada de rostos humanos, suas características se transformarem em couro, suas vozes reduzidas a rosnados baixos, carregando com cotos carbonizados os restos negros de um bebê, para se pronunciar sobre a moralidade de Hiroshima?

Como vemos, a crueldade e a amoralidade dos Aliados não conhecem limites. E segue sem conhecer. Tal como muitos não conhecem “as mãos que movem tudo”.

Ainda bem que “os bons” venceram a guerra, certo?

Fonte: http://novaresistencia.org/2020/08/06/hiroshima-ainda-bem-que-os-bons-venceram-a-guerra-nao/
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Vídeo mostra todas as 2.153 explosões nucleares desde 1945

Foi há 70 anos, lá em 1945, que os Estados Unidos detonaram Trinity, a primeira bomba nuclear da história. O teste realizado no Novo México se converteu, um mês depois, em uma das passagens mais trágicas do século 20: o lançamento destas bombas em Hiroshima e Nagasaki, no Japão.

Desde então, foram 2.153 explosões nucleares ao redor do mundo, como é possível conferir em Trinity, vídeo criado pelo coletivo Orbital Mechanics.

O mapa permite que a gente visualize a data, localização e força de cada uma das detonações, categorizadas por cores: vermelho corresponde às explosões atmosféricas, enquanto as amarelas são as submarinas e as azuis as subterrâneas.

E caso você esteja se perguntando, é claro que o país que mais explodiu bombas nucleares no mundo foram os Estados Unidos, com 1030, seguidos pela Rússia, com 715, e Reino Unido, com 45.

Trinity from Orbital Mechanics on Vimeo.

Fonte: http://www.gobetago.com.br/2015/09/18/video-mostra-todas-as-2-153-explosoes-nucleares-desde-1945/

Harry Truman, o "augusto" genocida, foi o presidente que inaugurou a era da desgraça da Humanidade, que criou, junto a seus pares, a real possibilidade da destruição da Humanidade e de toda a vida na Terra. 

Abraços

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

De Abraão aos Senhores de Engenho (2/3)

A participação judaica no comércio de escravos



A insurreição contra a escravidão teve seu principal marco histórico não com a Lei Áurea, instituída hipocritamente (sic) pela princesa da casa monárquica brasileira, mas sim pela morte do primeiro negro a liderar uma revolta da população negra, Zumbi de Palmares.

Este Holocausto Negro iniciou-se com a vinda dos negros da África, que foram vendidos e negociados como mercadorias descartáveis, para o cultivo da terra, escravizados, espancados, marcados a ferro em brasa, assassinados, vítimas de açoite e outros atos de violência.

Os navios negreiros trouxeram pelo menos 13 milhões de pessoas da África para as Américas, na maior deportação da história mundial. Seu martírio começou no ano 1492, ano da chegada (e não descoberta) de Cristóvão Colombo às Américas. Neste final do século XV, a Espanha vivia uma época de grande prosperidade comercial e também de grande conturbação social. No mesmo ano de 1492, os reis católicos da Espanha, Isabel e Fernando, davam aos judeus a escolha entre a conversão, a morte ou o exílio.

Segundo J. P. Ney, em seu artigo “O comércio escravo”, “com Colombo viajaram 5 judeus-marranos (Luis de Torres, Marco Bernal, Alonzo de la Calle, Gabriel Sanchez e Rodrigo Triana). Estes acompanhantes convenceram Colombo a trazer 500 índios como escravos na viagem de retorno a Espanha. Com isso iniciou-se o drama”.

Ainda segundo este autor, o transporte dos negros como escravos para as Américas começou em 1520. Durante as décadas seguintes, o número de caçados e deportados chegou à cifra anual de até 50.000 pessoas, o que não deixou de ser um dos mais rentáveis negócios daquela época, talvez comparável aos rendimentos fáceis obtidos através da especulação nas bolsas de valores dos dias atuais.



“Escravidão: crime do milênio”

No estudo de Ney, surpreende a relação que este faz entre a procura desenfreada pelo lucro e o fato de que, conforme publicou a revista Der Spiegel em 1998, “O comércio de escravos estava nas mãos de judeus”.

“Não existe mais dúvidas de que o povo judeu foi o que cometeu este crime: eles tinham o monopólio, eles conservavam as condições comerciais, eles possuíam os navios, e era deles o lucro. Aqui não há mais nada a provar. Tudo é conhecido. O último navio de escravos, o navio ORION, pertencia à companhia de navegação judaica Blumenberg, de Hamburgo.”

Parece ser injusto culpar aqui todo um povo pelo ato de alguns de seus membros. Mesmo apesar do fato de alguns judeus terem sido protagonistas do genocídio contra os negros africanos – NR.

            

A relação secreta entre negros e judeus

Em 1991, a comunidade religiosa norte-americana composta de cidadãos negros, The Nation of Islam, publicou um estudo sobre a atuação judaica no tráfico negreiro (1). A obra levou o título de "The Secret Relationship Between Blacks and Jews" e aparenta ser bem fundamentada e documentada. Os autores do estudo deixam bem claro logo no início:

“As informações aqui contidas foram obtidas principalmente de obras judaicas. Foi dada bastante importância na obtenção das provas apresentadas somente a partir de autoridades judaicas de renome, cujas obras apareçam em revistas de história especializadas ou publicadas pelas principais editoras judaicas.”

O especialista negro norte-americano em tráfico escravo, Dr. Tony Martin (1), examinou o livro e o tornou leitura obrigatória em seus cursos.

Na introdução do livro pode-se ler:

“No fundo dos inacessíveis contornos da historiografia judaica, encontra-se provas incontestáveis de que os mais importantes “bandeirantes” judeus ultrapassavam em dimensão bem maior do que outros grupos étnicos ou religiosos da história, o uso dos escravos africanos capturados, e que eles participavam em todos os aspectos do comércio internacional de escravos.”

Como este tema gira em torno de um assunto delicado para a preservação da imagem da comunidade judaica no ocidente, o livro tem sofrido constantes ataques. Incrivelmente, tais ataques irracionais somente iluminam com mais destaque a hipocrisia da dupla moral acerca das pesquisas sobre o miserável comércio de escravos. Para pesquisadores judeus, como Bernard Lewis, é social e moralmente aceitável que livros sejam editados onde a atuação de árabes no comércio negreiro seja apresentada, e é também igualmente razoável social e moralmente que se mostre o comprometimento de europeus no comércio de escravos. Porém, é totalmente “falso, maldoso e imoral” para um pesquisador não-judeu trazer à tona a participação judaica no comércio de escravos negros.

A participação judaica no tráfico de escravos africanos foi abordada pelo historiador brasileiro Gustavo Barroso em sua obra “A História Secreta do Brasil” de 1990, Editora Revisão (2). No capítulo que trata sobre “O empório do açúcar”(volume 1, cap.  II pág. 5) Barroso escreve “O açúcar começou a criar para o judaísmo negócio novo e lucrativo: o tráfico dos negros”.

Talvez a consciência da sociedade brasileira e ocidental irá um dia promover reparações aos cidadãos negros descendentes daqueles que foram injustiçados por tamanha crueldade. Ações para isso já estão sendo levadas a cabo por políticos como, por exemplo, a vereadora do PT, Claudete Alves. Uma vez ciente da problemática envolvendo a comunidade negra brasileira, a vereadora petista poderia procurar mover uma ação reparatória junto às grandes casas bancárias judaicas nas Citys de Londres e Nova Iorque (Israel também), que muito se beneficiaram dos lucros obtidos por seus pares no comércio de escravos africanos.

Versão resumida: http://malcomxrevolution.wordpress.com/2010/08/05/a-escravidao-no-brasil-pelos-brancos-judeos/

Fonte: https://agendaglobal21.wordpress.com/2011/06/20/a-participacao-judaica-no-comercio-de-escravos/

(1) Debate sobre o livro "The Secret Relationship Between Blacks and Jews":
https://archive.org/details/TheSecretRelationshipBetweenBlacksAndJewsVol.2HIGH

(2) Para baixar grátis a rara coleção de 6 livros de "História Secreta do Brasil" de renomado pesquisador brasileiro Gustavo Barroso. Obras raras, imperdíveis com narrativas que nunca se aprenderá em nenhuma sala de aula ou faculdade. Devido a sua peculiaridade, sugere-se salvá-los.
https://desatracado.blogspot.com/2014/06/livros-raros-de-gustavo-barroso.html
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Como a escravidão ergueu Wall Street, o distrito financeiro de Nova York
Zoe Thomas, repórter de negócios da BBC News em Nova York
7 setembro 2019

Este mês marca 400 anos desde que os africanos escravizados foram levados pela primeira vez ao que hoje são os Estados Unidos da América. A escravidão foi abolida oficialmente no país em 1865, mas os historiadores dizem que o legado da escravidão não pode ser separado de seu impacto econômico.

A apenas duas ruas do local atual da Bolsa de Nova York, homens, mulheres e crianças foram comprados e vendidos.

"Isso não é história negra", diz Damaris Obi, que lidera a turnê. "Esta não é a cidade de Nova York ou a história americana. Esta é a história do mundo."

É também uma história econômica.

Stacey Toussaint, chefe da Inside Out Tours, que administra o tour Escravidão e Ferrovias Subterrâneas de Nova York, diz que as pessoas costumam se surpreender com a importância da escravidão para a cidade de Nova York.

"Eles não percebem que as pessoas escravizadas construíram o muro ao qual a rua Wall Street deve seu nome", diz ela. "Wall", em inglês, quer dizer muro ou parede.

Segundo algumas estimativas, Nova York recebeu 40% da receita de algodão dos EUA por meio do dinheiro que suas empresas financeiras, empresas de transporte e seguradoras obtiveram. E as plantações de algodão contavam com mão-de-obra escrava.
(...)
A escravidão prosperou sob o domínio colonial. Os colonos britânicos e holandeses (sumiram com os monopolistas! É assim que se manipula a História) contavam com escravos para ajudar a estabelecer fazendas e construir as novas vilas e cidades que acabariam se tornando os Estados Unidos.

Os escravizados foram levados para trabalhar nas plantações de algodão, açúcar e tabaco. As colheitas que cultivavam eram enviadas para a Europa ou para as colônias do norte, onde eram transformadas em produtos usados também ​​para financiar viagens à África para obter mais escravos que depois eram traficados de volta para a América.

Essa rota de negociação triangular era lucrativa para os investidores.

Para arrecadar dinheiro, muitos futuros proprietários de plantações voltavam-se para o mercado de capitais em Londres - vendendo dívidas que eram usadas para comprar barcos, mercadorias e eventualmente pessoas.

Mais tarde, no século 19, os bancos dos EUA e os Estados do sul (quem realmente eram os donos desses bancos?) venderiam títulos que ajudaram a financiar a expansão de plantações onde trabalhavam escravos.

Para equilibrar o risco de trazer à força seres humanos da África para a América, apólices de seguro foram adquiridas.

Essas políticas protegiam contra o risco de um barco afundar e os riscos de perder escravos uma vez que chegassem à América.
(...)
Os bancos americanos (exemplo de fake news) aceitavam seus depósitos e contavam as pessoas escravizadas como ativos ao avaliar a riqueza de uma pessoa.

Nos últimos anos, os bancos americanos (de novo) pediram desculpas publicamente pelo papel que desempenharam na escravidão.

Em 2005, o JP Morgan Chase, atualmente o maior banco dos EUA, admitiu que duas de suas subsidiárias - Citizen's Bank e Canal Bank na Louisiana - aceitavam pessoas escravizadas como garantia para empréstimos. Se os proprietários das plantações deixassem de pagar os empréstimos, os bancos tomariam posse desses escravos.

O JP Morgan não estava sozinho. Os antecessores que compunham o Citibank, Bank of America e Wells Fargo estão entre uma série de empresas financeiras americanas conhecidas que se beneficiaram do comércio de escravos.

"A escravidão era um fato extremamente importante da economia americana", explica Sven Beckert, professor de História Americana da Universidade de Harvard em Laird Bell.

Desenho de mercado de escravos em Nova York, 1730
Mercado de escravos em Nova York, 1730.

O professor Beckert destaca que, embora cidades como Boston nunca tenham desempenhado um papel importante no comércio de escravos, elas se beneficiaram das conexões com as economias escravagistas. Os comerciantes da Nova Inglaterra ganhavam dinheiro vendendo madeira e gelo para o sul e o Caribe. Por sua vez, os comerciantes do norte compravam algodão cru e açúcar.

As fábricas de tecidos da Nova Inglaterra desempenharam um papel fundamental na revolução industrial dos EUA, mas seu suprimento de algodão veio do sul dependente de escravos.

Marcas como Brooks Brothers, a mais velha confecção de roupas masculinas nos EUA, transformaram o algodão do sul em moda de alta qualidade. A Domino's Sugar, que já foi a maior refinadora de açúcar dos EUA, processou cana-de-açúcar cultivada por escravos.
(...)
Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/internacional-49558733

Por conhecer fatos como esses e pelo corriqueiro hábito de mudarem de nome que entendemos porque de repente os judeus sumiram da História da Humanidade no período bíblico e só aparecendo novamente na 2ª Guerra Mundial. 

Quem vive da mentira, teme a verdade e a chama de discurso de ódio. 

Veja também: 

"De Abraão aos Senhores de Engenho (2/3)":
https://desatracado.blogspot.com/2020/07/de-abraao-aos-senhores-de-engenho-13.html

"As polacas, a história da vergonha dos judeus":
https://desatracado.blogspot.com/2013/11/as-polacas-historia-da-vergonha-dos.html

"As polacas, vergonhoso passado judeu":
https://desatracado.blogspot.com/2013/10/as-polacas-vergonhoso-passado-judeu.html

"A vida sexual secreta dos judeus":
https://desatracado.blogspot.com/2013/11/a-vida-sexual-secreta-dos-judeus.html

"Prostituídas pela máfia judaica":
https://desatracado.blogspot.com/2014/06/prostituidas-pela-mafia-judaica.html

"0 termo cafetão deriva de caftan, o longo casaco usado por judeus":
https://desatracado.blogspot.com/2014/09/0-termo-cafetao-deriva-de-caftan-o.html

Abraços

sexta-feira, 31 de julho de 2020

De Abraão aos Senhores de Engenho (1/3)

Magnatas do Tráfico Negreiro

  Magnatas do Tráfico Negreiro
Para economia de espaço os negros eram transportados sentados.

Abstraindo-se a elevada porcentagem de navios em poder dos homens da nação hebréia, seria impossível no tráfico (negreiro).

De meados do século XVII em diante os grandes veleiros da época passaram a alojar homens, mulheres e crianças em distintos patamares. Assim, na seção inferior do navio, ficavam os moleques, os rapazes e os machos adultos; no repartimento intermediário, as mulheres, e no superior, em divisões apartadas, as grávidas e as crianças menores. Os espaços restantes, anexos aos costados da proa e da popa, eram reservados exclusivamente para as sentinelas e para as utilidades, respectivamente. Guardas, em todos os casos, vigiavam durante a noite impondo a disciplina.

Sabe-se, igualmente, que os cativos viajavam assentados em filas paralelas, de uma à outra extremidade de cada cobertura. Ao se deitarem para dormir, curvavam-se para trás, depondo a cabeça sobre o colo dos que os seguiam imediatamente. É a isso, portanto, que certos missivistas aludem ao afirmarem que os negros navegavam amontoados uns por cima dos outros.

Os esforços no sentido de obter “peças de escravos”, selecioná-las por estatura, idade, sexo e vigor, marcá-las com o ferrete e mantê-las com saúde até aos embarques via Novo Mundo. Na marcação das “peças”, como se tratasse de animais ou de simples objetos, untavam-lhe primeiro com sebo o local a receber o ferrete, geralmente no braço, no estômago e mesmo no rosto. Para marranos e cristãos-novos o ato poderia comparar-se ao dos antigos hebreus, os quais furavam uma das orelhas ao escravo e nela punham minúscula argola de metal como prova de senhorio.

O que interessava (para os judeus) era o montante de “produtos” (negros) carregados… Nada menos que três naus conduziram cada uma acima de 1.000 cabeças. Só a de nome Na. Sra. do Popolo levou 1.079. Mas as desvantagens também se fizeram sentir, porque o veículo (navio) ficou mais pesado, menos controlável, menos obediente ao leme, mais sujeito aos vendavais e mais atingível pelos corsários. Nestas ocasiões imprevisíveis, o recurso consistia em atirar ao oceano valiosas porções do carregamento (dos escravos).

Somente João Soeiro empregava no tráfico legal, como no sub-reptício, mais de 30 navios transportadores.

Introdução

Quando, há alguns anos, cursávamos História da América, na Faculdade de Filosofia Ciências e Letras, da Universidade de São Paulo, veio-nos à mente a idéia de que o tráfico negreiro deveria andar nas mãos de judeus portugueses, graças a certas evidências que possuíamos. O assunto talvez comportasse uma tese de doutoramento, conforme desejávamos, e para a qual nos incentivou o mestre da disciplina acima, professor Rosendo Sampaio Garcia.

Iniciamos, então, na qualidade de aluno ainda, as primeiras leituras e as pesquisas em demanda do nosso objetivo. Eis porém que, ao nos defrontarmos com determinado documento originário do Conselho das Índias, mas baseado em denúncias remetidas ao rei da Espanha, tivemos que abrir um hiato a fim de buscar luzes acerca do problema sugerido pelo texto. Dizia este que os sertanistas de São Paulo quando se apossavam dos índios paraguaios, aldeados nas “reduções” jesuíticas, lhes punham nomes do Antigo Testamento. O que, noutras palavras, significava que muitos dentre os preadores seriam da estirpe judaica, e que, além do escravismo africano, havia uma segunda corrente alimentada por cativos indígenas, e conduzida por aqueles bandeirantes.

Sendo, pois, assim, como identificar tais Indivíduos?

A tarefa se afigurava gigantesca! As barreiras pareciam inamovíveis à luz do condicionamento gerado por preconceitos e por fatores de natureza político-religiosa.

Os velhos cronistas nada informavam e nem as genealogias. As leis da Igreja se opunham ao ingresso dos neo-conversos nas Ordens espirituais e à recepção de comendas honoríficas. O mesmo se passava quanto aos cargos públicos, exigindo-se que tanto estes como aqueles fossem portadores da legítima seiva ariana.

Por sua vez, homens ilustres, a exemplo de Taunay, admitiam que, se houve cristãos-novos e marranos na capitania de São Vicente, o montante seria bem inferior relativamente a Pernambuco e à Bahia. Mas, uma coisa era a teoria, e outra, a realidade objetiva, segundo comprovamos depois.


  Abraão - Wikiwand
Gênesis 13:2 afirma que o patriarca Abraão (saudado no Judaísmo como o primeiro hebreu e o pai do povo judeu) era muito rico, possuindo rebanhos de gado, prata e ouro (*). E Gênesis 14:14 afirma que ele possuía mais de 318 escravos. Uma escrava famosa foi Agar que se encontrava sob o total domínio de Sara, a ponto de Abraão ter dito: “Eis que a tua escrava está em teu poder, usa dela como te aprouver” (Gn 16:6).
(*) Abraão vende a sua esposa Sara como escrava sexual no Egipto, e fica rico com isso: https://bibliapontoporponto.wordpress.com/2016/01/18/abraao-vende-a-sua-esposa-sara-como-escrava-sexual-no-egipto-e-fica-rico-com-isso/

Fomos tão longe no sentido de esclarecer o problema relativo aos sertanistas de São Paulo, que, afinal, resultou uma tese assaz diferente daquela pré concebida ao iniciarmos os estudos. E, assim, surgiu a nossa primeira obra intitulada “Cristãos-Novos, Jesuítas e Inquisição”.

Anos depois veio a lume a segunda, com o objetivo de lhe dar continuidade sob a epígrafe de “Os Cristãos-Novos: Povoamento e Conquista do Solo Brasileiro (1530-1680)”, ambas publicados pela Livraria Pioneira Editora, em co-edição com a EDUSP. Uma terceira, denominada “Os Cristãos-Novos e o Comercio no Atlântico Meridional” (idem, em co-edição com INL/MEC), abrangendo a mesma fase histórica, realçou ainda mais o quadro há tanto imaginado. O tempo decorreu, mas, por detrás do novo tema, que agora se enfoca, tínhamos realizado três extenuantes viagens a Portugal à procura de documentos alusivos à questão em apreço.

Por conseguinte, somente depois disso nos foi possível regressar ao ponto de partida. No Interregno a nossa visão acerca dos judeus sefardins se ampliou consideravelmente. Granjeamos uma experiência sobremodo valiosa. A documentação que obtivemos com vistas ao tráfico negreiro nos permite, assim, oferecer aos estudiosos novas perspectivas quanto à matéria.

Com grande surpresa chegamos à conclusão de que os judeus ibéricos foram os principais detentores do comércio negreiro, e mais: que um clã, ligado por interesses econômicos, quando não também por laços sangüíneos, o explorou largamente. De modo que, afora isso, o tráfico seria quase impossível, assim como a colonização do Brasil e da América Espanhola, por falta de outros mercadores habilitados, carência de embarcações, escassez de povoadores brancos e de obreiros que se sujeitassem a trabalhos servis, a exemplo dos exigidos pela indústria açucareira e pelo entabulamento das jazidas mineralógicas.

O escravismo constituiu-se, pois, em fator de suma importância para a economia ibero-americana, porquanto canalizou recursos para os cofres de Portugal e da Espanha; imprimiu vida às minas do México e do Peru: incrementou e manteve durante século e meio, pelo menos, a monocultura canavieira do Brasil; animou a imigração para o Novo Mundo em virtude das alvissareiras condições que ia propiciando. Ouro, prata, açúcar, plantas tintoriais, marfim, e outras espécies, influíram eficazmente desde essa ocasião no comércio mundial. O Atlântico Sul se agigantou.

Nossa preocupação concentrou-se nos dois primeiros séculos dos tempos modernos, mas, de maneira particular, no XVII, em que o assunto é pouco ventilado ainda hoje. Quase nada se escreveu, por exemplo, acerca da transferência dos direitos peculiares à Coroa lusitana para as mãos dos escravistas (judeus) e nem sobre a forma pela qual o tráfico era conduzido, limitando-se os autores a narrar o que se passava entre a África e a América. Muitos jamais trouxeram a lume o fato de que a política monopolista do Governo também abrangia o setor negreiro desde as fontes de suprimento até às áreas de importação.

É preciso, outrossim, levar em conta, que o escravismo assumiu diferentes aspectos no decorrer dos anos. Foi um até fins da Idade Média, mas depois, os descobrimentos marítimos e a conseqüente ocupação de novas terras, nas margens opostas do Atlântico Sul, deram-lhe outro caráter. Nem a modalidade que vigiu no XVII se pode equiparar à predominante no século anterior, ou do subseqüente, quando o ouro do Brasil ponderou na economia européia. Monocultura canavieira, exploração mineralógica, cultivo de cafezais, cada qual teve o seu regime peculiar.

Se, porém, quisermos encontrar a estrutura funcional do tráfico negreiro em sua totalidade, devemos buscá-la no século XVI, ao término das últimas décadas. A partir daí ela pouco se inovou quanto ao duplo objetivo de atender ao Brasil e às Índias de Castela. Eis por que, para compreender razoavelmente o fluxo escravista no período alusivo às Minas Gerais, no século XVIII, mister se faz ligá-lo às fases antecedentes. O mesmo, contudo, não se passou quanto s possessões de Castela, visto que os portugueses haviam sido ultrapassados pelos fornecedores ingleses, holandeses e franceses.

No caso das Índias Ocidentais e Rio da Prata verifica-se que o tráfico guarda certa semelhança com o destinado ao Brasil durante a união das duas Coroas ibéricas (1580-1640), dadas as afinidades políticas entre ambas, à contigüidade geográfica e aos respectivos interesses econômicos. Mas as diferenças também existiram, conforme viremos a demonstrar trazendo à cena os contratos afro-brasileiros e os “asientos” afro-indianos. A documentação sobre esta matéria é abundante, o que, todavia, de par com o escopo da presente obra, nos obriga a usá-la apenas de maneira parcial.

Quanto à América portuguesa não é menos farta a messe de textos, sobretudo manuscritos, os quais ainda jazem mal-explorados. Os escritores têm-se preocupado mais com os dois últimos séculos da escravidão, olvidando, talvez, que os anteriores são bastante significativos para a História, para a Sociologia, para a Economia e para a Ciência Política, e deveras necessários à boa compreensão do assunto.

Em nosso estudo demos preferência às fontes originais, e em especial àquelas ainda mal conhecidas, a exemplo dos contratos de arrendamento, os quais, via de regra, incluíam outros monopólios de menor importância conforme as áreas abrangidas. É o caso relativo aos estanques do ferro, do marfim e da urzela.

Nessa trama toda, como não poderia deixar de ser, foi notável o papel desempenhado pelos hebreus portugueses. Afeitos às atividades econômicas na Ibéria medieval, integraram-se também nos empreendimentos de ultramar, sem excluir o tráfico de escravos, a produção e o comércio do açúcar, a cobrança dos dízimos e das taxas alfandegárias, e assim por diante.

Tivemos, por conseguinte, de efetuar o levantamento nominal dos principais traficantes e de estabelecer-lhes a identificação sangüínea, isto é, se arianos ou semitas, cristãos da velha etnia ou judeus sefardins. E, para tanto, recorremos aos arquivos do Santo Ofício, às chancelarias reais, aos documentos alusivos as Companhias de Comércio, às fontes de origem colonial, e, por fim, às genealogias, procurando deslindar os laços familiares, esgalhados não raro em direitura França, à Itália, aos Países-Baixos, à Inglaterra, à Africa e aos demais continentes. Tal relacionamento explicaria o seu predomínio nos intercâmbios comerciais da Península com o exterior, e isso os colocava a cavaleiro no tráfico de escravos graças às mercadorias que recebiam de fora e que destinavam aos escambos onde fosse aconselhável. Como ninguém, os judeus ibéricos dispunham de créditos lá fora, só possíveis a reduzido número de negociantes da velha etnia cristã.

Longe de nós a pretensão de originalidade no tratamento dispensado ao tema proposto. Queremos apenas esclarecer melhor certos aspectos da matéria em apreço e também mostrar alguns pontos olvidados até agora. Chamamos a atenção especialmente para a maneira controvertida acerca do procedimento para com os escravos a bordo; o problema dos transportes entre a África, Brasil e Índias de Castela; a questão dos lucros auferidos pelos traficantes negreiros. Além de outros considerandos.

Agora, conheçamos bem de perto os grandes escravistas do tráfico negreiro nos seus primórdios.

As Raízes do Monopolismo Escravista

O sistema de monopólios adotado pela Coroa Portuguesa nasceu com a primeira monarquia e se aprofundou nas seguintes. Era óbvio que assim fosse, em virtude dos bens e dos direitos inerentes à mesma desde a fundação da Nacionalidade, e acrescidos de outros no decurso dos anos por despojos de guerra, por compra, por confiscos e pela incorporação de herdades sem descendentes. Neles estavam compreendidos, além de imóveis, os portos, os rios, os minérios, as salinas, as estradas e certos produtos ainda que originários de áreas alheias à Coroa. E daí a faculdade de explorá-los a seu talante, diretamente ou não. Podia, também, cobrar as portagens (alfândegas e portos secos), as alcavalas, as sisas, as dízimas e outros impostos e taxas. Tais rendas constituíam as fontes de receita.

De par com esse processo, o Príncipe governante tornou-se “ipso-facto” o agente e defensor da “república”, cabendo-lhe o dever de administrá-la com acerto em beneficio do povo. Coletores de tributos e regulamentos surgem em consonância. A máquina fazendária se complica à medida que o Governo por último abraça o mercantilismo. D. Manuel foi o exemplo do soberano-mercador. No seu reinado o Código Afonsino é adaptado às condições vigentes na época (1514; 1521), e, de igual modo, vêm a público em 1516 o Regimento e as Ordenações da Fazenda, todos com vistas aos interesses da Coroa.

Esta última, todavia, passou gradativamente a ceder a terceiros, por determinado tempo, e mediante uma remuneração, certas áreas e funções inerentes ao patrimônio régio. O pagamento, total ou parcial, efetuava-se, via de regra, em espécie, mas, a partir do século XIII, também na forma de pecúnia, graças ao desenvolvimento do meio circulante, de par com o dos negócios.

Perfilam, então, no rol dos arrendatários, enfiteutas, foristas ou aprazadores, indivíduos da estirpe judaica relacionados com a florescente classe da burguesia. Eles não se atêm à simples atividade mercantil, mas adotam outros tipos de transações, como a usura, a arrecadação de impostos, o meneio de bens imóveis, e assim por diante. Enquanto isso, os demais habitantes, entregues à agricultura, ao artesanato e a trabalhos marítimos, desprezam o ramo dos negócios; aliás, em sintonia com a Igreja, a qual levantava barreiras às composições lucrativas.

É notória a ascendência comercial e financeira dos hebreus sefardins nos reinados de D. Sancho II (1223-1247) e seguintes, até ao de Afonso V (1438-1481), quando gozam de certa liberdade, têm a proteção dos monarcas e inclusive atingem posições de destaque junto aos mesmos. E, se acaso, os súdítos cristãos erguerem queixas, fruto de ciúmes, antes que de incompatibilidades étnicas ou religiosas, os reis geralmente se fazem de surdos e não as ouvem.

Assim, pois, o clero, a fidalguia e a Coroa utilizam os serviços dos referidos hebreus, confiando-lhes a administração dos bens, arrendando-lhes propriedades e direitos, socorrendo-se de seus ofícios, tomando empréstimos e efetuando outras transações.

Uma evidência acha-se precisamente no Código Afonsino, livro II, titº 68, através do qual se vê que eles costumavam arrendar para si as dízimas, as ofertas e esmolas das igrejas, conventos e capelas, recolhendo-as, inclusive, no horário das rezas. Logo mais, e eis que também adentram o comércio ultramarino. Por volta de 1472, junto com mercadores genoveses, monopolizam o açúcar da Madeira. É comum encontrá-los, outrossim, associados com estrangeiros da estirpe dos Afaitati, dos Di Nigro e de tantos mais.

Ao tempo de el-rei D. João II (1481-1495), quando a expansão marítima toma vulto, o quadro é bem sintomático. Ao redor do Trono postulam médicos ilustres, matemáticos, cosmógrafos e contratadores. Na verdade, as Cortes de Évora, em 1490, procuraram atalhar o que julgavam ser um mal, ou seja, a ocupação dos judeus nos cargos públicos e nos arrendamentos. E não era para menos, pois até há pouco detinham também sob o seu controle as rendas dos mestrados das Ordens Honoríficas, coisa por demais estranha, visto o caráter religioso peculiar às mesmas. Desatendeu o monarca à exigência, alegando inexistirem melhores rendeiros. Entretanto, nos anos futuros revelou-se avesso para com os dessa progênie, ao contrário do sucessor, D. Manuel, o qual lhes foi bastante simpático, a ponto de o apelidarem “El-rei judeu”.

Entrementes o Atlântico Sul cai sob o domínio de Portugal. Por direito de descobrimento e de conquista, assegurado por bulas papais e pelo Tratado de Tordesilhas, o oceano e as terras circunjacentes pertencem à Coroa. E, assim, pode servir-se deles como quiser, explorando-os por si ou por intermediários devidamente autorizados. Recorre, então, a contratos, pela maneira como vinha procedendo noutros casos até aí. Nunca, porém, abre mão da soberania sobre os mesmos. Mantém o exclusivismo. Monopólios, estancos, impostos e taxas são fontes de renda que o Tesouro Real explora.

Por que os Arrendamentos?

Não seria preferível que o Estado explorasse diretamente os seus próprios recursos, ao invés de cedê-los a terceiros e ainda com a desvantagem de perder somas consideráveis a favor dos contratadores?

Cremos que as circunstâncias prevalecentes no Reino, sobretudo nos tempos modernos, não permitiam outra solução aos governantes portugueses.

O patrimônio físico e os respectivos direitos eram muitos e de natureza variadíssima, mas o País não dispunha de gente bastante para atender à administração em geral, caso tivesse que utilizar apenas cristãos arianos, pois estes careciam de condições para o exercício de certas atividades, a exemplo das estritamente comerciais. A grande maioria do povo era constituída por analfabetos e sem experiência do trato mercantil. Empregá-los equivaleria a aumentar o ônus ainda mais, a reduzir a produção e, conseqüentemente, também os lucros. Lembre-se que a base econômica estribara-se durante séculos no amanho do solo.

Outro fator ponderável derivava das crises intermitentes com que o Erário se debatia. O Estado, por seu espírito mercantilista, sujeitara-se às contingências do mercado internacional, e isso pesava na balança. Mas, além de tudo, os gastos com o Império, manutenção e funcionalismo, absorviam considerável soma da receita. As tenças e os juros abocanhavam o restante. E os imprevistos? Os vedores da Fazenda viviam embaraçados. O desequilíbrio nos orçamentos anuais era cada vez maior. E, então, à falta de numerário, lançavam-se fintas, pediam-se donativos e empréstimos, ao passo que os arrendamentos continuavam sempre na ordem do dia, sob a forma de monopólios ou de simples privilégios.

Este negócio convinha à Coroa por diversas razões. Primeiro porque os bens e os direitos deixavam de ser estáticos e se tornavam dinâmicos, geradores de receita e de trabalho. Segundo, porque movimentavam o comércio e ofereciam recursos à Fazenda. Em terceiro lugar, porque a Coroa, embora tivesse que efetuar gastos com a manutenção de feitorias, no caso da África, ou com a administração oficial no Brasil, os dispêndios eram mínimos, relativamente ao que devia receber dos contratos. Noutras palavras, explorava o patrimônio com o desembolso de parcas quantias. Os créditos prefixados a favor da Coroa revertiam aos cofres públicos em prestações ou de uma vez. O sistema também lhe facultava conservar a supremacia original, fiscalizar a execução dos contratos e manter a autoridade sobre os territórios dominados.

No caso das possessões ultramarinas, servia de instrumento para suprir os colonos daqueles artigos que lhes eram indispensáveis, pois o contratador ocupava-se necessariamente da mercancia. Sucedia, ainda, por seu intermédio, o pagamento de 1% para as chamadas “obras pias”, tais como igrejas, capelas, conventos, manutenção de órfãos, etc., em cera, dinheiro, ou por outra forma.

O arrendatário, por sua vez, beneficiava-se de uma série de vantagens, dentre a quais a de representar a Coroa no negócio em apreço e de usufruir a proteção da mesma enquanto vigisse o acordo.

O monopólio é dele em termos de “fideicomisso”. Pertence-lhe temporariamente, podendo explorá-lo e tirar lucros vantajosos. Não precisa temer concorrentes. Outros interessados no ramo terão que aceitar as condições que impuser, segundo as demandas do mercado.

O privilegiado deve, contudo, oferecer os seus próprios bens em garantia, assim como os de fiadores idôneos. Se falhar nos pagamentos à Fazenda, todos sofrerão penhora ou também o encarceramento, a começar pelo contratador.

Indivíduos da estirpe hebréia prosseguiram em escala ascendente após a Idade Média a monopolizar os tratos da Coroa. Os descobrimentos marítimos apanharam-nos já envolvidos no mercantilismo e, então, aproveitaram-se das oportunidades que se entreabriram. Os novos arrendamentos lhe aguçaram a ambição, mais do que os antigos.

Houve ainda ao tempo do Venturoso tentativas no sentido de abolir tal sistema, de modo a que tudo corresse em benefício exclusivo da Fazenda.

Inexistindo, porém, as desejadas condições, voltou-se atrás no ano de 1516, e aos cristãos-novos se facultou o privilégio que vinham usufruindo.

E mais: D. Manuel fez o possível para retê-los no País, visto considerá-los úteis à nação.

Os Arrendamentos no Século XVI

De fato, já no início do reinado manuelino os hebreus detinham uma boa soma de contratos. Entre estes, os das alfândegas, o do suprimento de cereais, os das sisas do pescado e os da madeira. A figura central a destacar-se na ocasião, tem por alvo o rico mercador João Rodrigues Mascarenhas, traficante de negros e cobrador de diversos impostos. É tempo de crise! Faltam comestíveis e os preços gritam alto. O povo se revolta, desconhecendo as causas intrincadas do problema. O clamor se alastra! Lisboa, foco do trato comercial, é atingida gravemente. Centenas perecem no conflito, e um deles é o referido Mascarenhas.

Mas, não obstante, D. Manuel entrega o arrendamento de Santa Cruz (Brasil) a um consórcio de cristãos-novos encabeçado por Fernão de Noronha, diversos dos quais também exploram no momento o tráfico negreiro.

Esse mesmo soberano, a fim de proporcionar recursos ao Erário e levar adiante os negócios em que o Estado se achava metido, introduziu em 1500 os malfadados “padrões de juros”, que nada mais eram do que empréstimos de particulares a Coroa. Aliás, outros governos se utilizavam de semelhante alvedrio. Sucede, todavia, que, segundo o critério manuelino, os juros, quando não também a dívida total, deviam ser amortizados ou pagos em definitivo através do produto das rendas já estabelecidas. O expediente virou costume dali por diante. D. João III, o cardeal-rei, D. Sebastião e os sucessores seguiram-lhe, todos, nas pegadas.

O Que Isso Significa?

Que, simplesmente, parte da receita deixava de ingressar nos debilitados cofres da fazenda. O gravame financeiro se desenvolve à medida que os juros ficam acumulados e novos “padrões” são oferecidos ao público, ou melhor, a burgueses da etnia hebréia. O Estado transformara-se em cliente obrigatório dos sefardins portugueses.

Assim, pelo visto, D. João III (1521-1557) herdou um ônus pesado demais, que as riquezas da índia não conseguiam superar. Os compromissos, aliás, aumentaram porque as colônias também requeriam atenções, o Brasil notadamente, cobiçado pelos franceses. Por sua vez, as letras de câmbio, a juros, recobram impulso a partir de 1522 em virtude de transações com o exterior, e quem manobra ambas as coisas são os sefardins coadjuvados por colegas residentes nos Países-Baixos, Alemanha, França, Espanha, Itália e outras partes. A dívida flutuante como, de igual modo, a consolidada, crescem.

De 1545 a 1551 a nação sofre os impactos da crise internacional. Surgem novas fontes de receita, mas desprezam-se outras. No entanto, a instituição do Santo Ofício em Portugal (1534), por obra de D. João III, constrangera numerosos judeus a emigrar, de sorte que o mesmo rei lamentava depois as dificuldades em achar contratadores para as rendas da Coroa.

Era chegada a vez de os corretores de Lisboa e os das praças comerciais redobrarem os esforços. A classe existia desde, pelo menos, Afonso III (1248-1279).

Desfrutam eles do reconhecimento e da proteção do Governo. Na qualidade de profissionais servem de intermediários nos negócios civis, como também nos da Coroa. Assim, oferecem mercadorias a particulares, fretam navios, legalizam papéis nas repartições, ajustam acordos ou discutem os contratos de arrendamento com as partes interessadas. Recebem uma porcentagem pelo que realizam. Os seus atos, contudo, norteiam-se por Regulamento próprio, reestruturado em 1500 por el-rei. Entre as prescrições exigidas a cada postulante estavam a leitura e o saber contas, de modo que, no geral, o oficio caia em mãos de hebreus, sempre mais dedicados às letras e aos números.

Apesar de vigiados pela Santa Inquisição, os da estirpe continuavam atuantes. O alto negócio da pimenta os atrai. João Carlos Afaitati, juntamente com os Di Nigro e os irmãos Diogo Mendes (em Antuérpia) e Francisco Mendes (em Lisboa), além de outros aliados, monopolizam a especiaria. Anos mais tarde, novo grupo, encabeçado por Tomás Ximenes (1592-1596), lidera as transações. É o tempo em que repontam os nomes de Hector Mendes e de Jorge Roiz Solis.

São, todos eles, burgueses ricos e bem relacionados, o que os torna em condições de conduzir esse trato, aliás dos mais complexos.

Entretanto, o Erário ia-se debilitando passo a passo. Só os juros a pagar, em 1544, somavam 1.946.000 cruzados, sendo remota a possibilidade de liqüidá-los pelos meios normais. Os recursos extraordinários, sim, esses se iam perpetuando. Os cristãos-novos prosseguiam à frente dos mesmos e a dominar os contratos, incluindo os das Ilhas Adjacentes. Em 1558 o alusivo às rendas dos Açores estava em poder de Miguel Gomes Bravo, membro de uma família que se projetou nos negócios de Portugal a partir de então.

D. Sebastião e o Cardeal-rei não foram mais felizes que os anteriores.

Ao contrário: a depressão financeira se acentuou durante o governo de ambos. O primeiro esvaziou os cofres públicos e os de particulares para a campanha em África. O segundo precisou arcar com as dívidas já acumuladas, além de se preocupar com os prisioneiros de Alcácer Quibir. A venda de títulos oficiais, quer antigos como novos, tornou-se o recurso ordinário da Fazenda. As obrigações do Tesouro perderam o valor em ate 45%. Quem dispunha de pecúnia, tirou bons lucros da situação.

Ninguém, contudo, igualou os Filipes quanto ao recolhimento de verbas por meios extraordinários. Eles indultaram burgueses ricos, a troco dos “padrões” que lhes tomaram, conforme sucedeu a Jorge Fernandes d’Elvas e associados, praticantes de negócios ilícitos. A custa de vultosas quantias os Habsburgos madrilenos obtiveram o perdão dos chefes da Igreja para os judeus condenados pelo Santo Ofício. Venderam prodigamente títulos da Fazenda com validade hereditária. Aos da etnia hebréia permitiram, de igual modo, o monopólio quase absoluto dos contratos portugueses.

No referente aos “padrões”, o domínio pertence a sefardins do porte de Antônio Fernandes d’Elvas, o velho, aparentado com os Gomes d’Elvas, com os Coronel e os Ximenes. Quando faleceu, os créditos passaram aos descendentes, incluindo o genro Tomás Ximenes, mais poderoso, aliás, do que ele.

No rol dos possuidores de títulos da Fazenda Real na época, contam-se Heitor Mendes de Brito, Jorge Roiz Solis, Luís Gomes Angel, Francisco Lagarto, Diogo Roiz de Lisboa, João Soeiro, Duarte Dias Henriques, André Rodrigues de Estremós, os Castro do Rio, e tantos mais. O Erário, por conseguinte, dependia substancialmente deles, diversos dos quais andavam identificados com o tráfico negreiro.

A Situação no Século XVII

O quadro impressiona, outrossim, quanto aos demais arrendamentos da Coroa no alvorecer do século XVII. Por exemplo, as alfândegas, compreendendo os portos marítimos e os secos, já vinham sendo explorados por judeus desde a Idade Média. As mercadorias pagavam taxas à entrada e à saída. Com os descobrimentos, o comércio se expandiu, facultando maiores negócios. Apesar das isenções e das fraudes, os contratadores obtinham bons lucros, parte dos quais iam beneficiar a Fazenda Real. As rendas marítimas andavam pela casa dos 186.500$000 réis nos anos de 1.602 – 1.603, conjuntamente. Eram as maiores do Reino e se achavam a cargo de Manuel Gomes da Costa, Jorge Roiz Solis e Pero de Boeça. Em 1605, este concorreu sozinho à de Lisboa, tendo sido antes o agente do consórcio no Algarve.

Manuel Gomes da Costa deveria reembolsar através das verbas que fossem entrando, os créditos feitos com o provimento de doze navios da armada. Na ocasião, era contratador, também, das rendas do Consulado.

Por sua vez, a cidade de Lisboa, centro principal do comércio português, costumava negociar os direitos de el-rei. Nos anos de 1603 a 1613 o empreendimento pertencia a Fernão Lopes Lopes, pelo valor de 76.100$000 réis. Vê-lo-emos, depois a explorar os tributos do Consulado, e a partir de 1626 os do pau-brasil. (Também conhecido como pau-judeu por conta deles monopolizarem seu comércio)

As terças, que, igualmente, constituíam valiosa fonte da receita, andavam trespassadas a judeus. Assim, em 1590, como a seguir. Em 1603 detinham-nas Luís Fernandes Monsanto e Francisco de Oliveira Paredes, à razão de 24.040$000 rs. por ano. Depois, arrendou-as em nova fase, Manuel Moreno Chaves, por 21.000$000.

O Consulado, instituído em 1592, com vistas à formação de um comboio de navios, sofreu o mesmo destino. Tomou o arrendamento, de 1600 a 1608, o já conhecido Manuel Gomes da Costa, por 55.000$000 rs. ao ano. Tiveram-no, depois, Pero de Baeça e outros.

O apresto para as naus da Índia também andou em arrendamento. Elas deviam ser entregues nos estaleiros em condições de singrar os oceanos. O ressarcimento ao contratador se processava em quotas, e às vezes sob a forma de “padrões de juros”. Fato semelhante se passou com Jorge Roiz Solis, o qual, para atender quele fim, se associou a Cosmo Dias. O compromisso abrangia os anos de 1604 a 1609. Sabe-se que, posteriormente, a Fazenda não encontrou facilidade para equipar as naus.

Cerca de 1619 surgem como fornecedores de pregaduras e âncoras à Coroa, os cristãos-novos Francisco Dias de Brito e Diogo Gomes da Costa.

No caso dos socorros ao Brasil usou-se o mesmo processo, sem excluir em tais emergências os donativos e os empréstimos.

Havia outras rendas no Reino, a exemplo das jazidas mineralógicas. As do estanho gozavam de evidência, devido ao seu emprego no fabrico de louças. De 1602 a 1606 o contrato pertenceu a Miguel Roiz de Leão, por 250$000 rs. ao ano.

Na verdade, eram tão numerosos os aprazamentos em poder dos hebreus sefardins no lustro de 1600, a ponto de causarem queixas em todo o Reino por parte das classes menos favorecidas, ao passo que, em contrapartida, a nobreza era beneficiada pela Casa Real através da redistribuição das verbas adentradas nos cofres da Nação. Alegava-se contra eles a exorbitância nos preços dos víveres, na taxação das sisas e nos tributos novos. O Santo Ofício, obviamente, referendava o clamor, de sorte que, dirigindo-se a S. Maj., solicitou-lhe rejeitasse os donativos dos referidos súditos “porque sendo eles os detentores de todo o comércio e dos contratos do Reino… fariam subir os preços para forrar o dinheiro oferecido”. Entretanto, em abril e junho de 1601 os súditos hebreus obtiveram dois alvarás permitindo-lhes sair do Reino com as famílias e bens para qualquer parte sem pedir licença e dar fianças. Pelo benefício ofertaram a el-rei 470.000 cruzados por intermédio de Jorge Rodrigues Lobo e de Rodrigo de Andrade.

Mas, fora da Metrópole, eles também dominavam os contratos da Fazenda Real, assim como o tráfico de mercadorias e de escravos. Senão, vejamos em resumo.

No mesmo qüinqüênio de 1600, auferiam os direitos dos seguintes monopólios: da África, o consórcio de Manuel Gomes d’Elvas (1599-1605); o provimento das forças em Ceuta e Tânger corria através de Jorge Roiz da Costa as rendas dos Açores estavam em mãos do contratador Gabriel Ribeiro por 40.000$000 ao ano, e depois sob as de Antônio Caldeira, filho do traficante negreiro Manuel Caldeira; as da Madeira, de 1602 a 1608, foram cedidas a Francisco Roiz Vitória, ao preço de 21.400$000 por ano; as de Barlavento a Simão Roiz Mantua, de 1602 a 1606.

O Brasil não escapou. O arrendamento dos dízimas foi sempre o mais cobiçado. Tomou-o, primeiro, Bento Dias de Santiago, seguido por Gabriel Ribeiro da Costa. E assim, durante todo o século XVII, correu quase sempre pelas mãos de indivíduos da estirpe hebréia.

O pau-brasil abrira o precedente. O tabaco deu continuidade à rotina, o qual, do uso terapêutico, converteu-se em vício, e participou largamente no escambo de escravos. O primeiro contrato valeu 40$000 por um ano, mas foi subindo sempre. Em 1640 passou a 10.000 cruzados. Em 1698 alcançou 1.600.000. Nesta mesma data os seus dízimos andavam em poder de Josef Gomes da Silva, residente no Rio de Janeiro. Os juros do “padrão” que possuía o cristão-novo Antônio da Gama Nunes eram-lhe pagos e aos herdeiros, depois, através desse monopólio.

Quanto, porém, às reclamações do povo acerca das carestias, devemos levar em conta que os judeus não eram culpados por tudo. A desenvoltura nos preços dependia de muitos fatores. Diversos contratos, ao invés de lucros, por isso mesmo, deram prejuízos aos rendeiros.

Um pouco mais, ou seja em 1612 e de novo em 1616, ordenava Filipe III à Mesa da Consciência e Ordens que não se concedessem por forma alguma os hábitos nobilitantes aos cristãos-novos, pois quantos os recebiam deixavam de ser contratadores, e isto constituía um mal para a Fazenda. De fato, a nação carecia deles e também dos restantes mercadores, conforme a decisão sugerida em 1627, pedindo o banimento dos hebreus, salvo os do referido grupo.

Duarte Gomes Solis aventurou ir mais longe, dizendo que o rei deveria favorecê-los com honrarias e imunidades. E o apologista tinha sobejas razões. Faltava gente para o trato; as negócios com a Índia declinavam; o perdão geral em 1627 possibilitara a fuga de bons elementos para as Províncias Unidas47. Se o Santo Oficio persistisse com as suas praxes, alegavam, outrossim, os da grei sefardita, o Reino iria de mal a pior.

Finda a vigência filipina com a ascensão ao trono, em 1640, do duque de Bragança, viu-se o novo governante em péssimas condições. Só os hebreus portugueses lhe poderiam dar ajuda, conforme os fatos demonstraram a seguir. Nas embaixadas ao estrangeiro, destacaram-se Jerônimo Nunes Santarém, Manuel da Gama de Pádua e Diogo Lopes Ulhoa; como representante da Coroa na França, Manuel Fernandes Vila Real, e na Inglaterra Manuel Rodrigues Lamego.

Agentes e financistas: na Holanda, Jerônimo Nunes da Costa e Baltazar Roiz de Matos; em Hamburgo, Duarte Nunes da Costa. Os do primeiro grupo lutaram a favor do reconhecimento da novel monarquia, ao passo que os do último adquiriram armas e navios para o Governo, o qual enfrentava os ataques de holandeses e de espanhóis. Os suprimentos de recursos ao Algarve e à Bahia de Salvador estiveram a cargo por mais de uma vez de Duarte da Silva e de outros congêneres.

Entre os financistas salientaram-se também Francisco Botelho Chacon e Manuel Garcia Franco. Como fornecedor de trigo lembramos o nome de Simão Mendes Chacon. Contratadores das terças, Diogo Fernandes Penso e Simão Locano. Fundidor da Casa da Moeda de prata, o rico negociante Gaspar Pacheco. O tesoureiro da alfândega de Lisboa foi então Luís Mendes d’Elvas. O estanco do vinho para o Brasil e a compra de munições para todo o Reino estava sob o cargo de Diogo Roiz de Lisboa. A lista se alonga sobretudo após as garantias obtidas a favor dos judeus pelo padre Antônio Vieira e a conseqüente formação da Companhia Geral de Comércio do Brasil, muito embora os esforços em contrário pelo Santo Ofício.

Os inconformados católicos, obviamente, reagiram sem nada conseguir enquanto viveu o monarca. A situação só se altera a partir da Regência de D. Luísa de Gusmão. Todavia os hebreus ainda dispõem de influências na Corte. Empréstimos, “padrões de juros” e contratos de arrendamento por gente sua figuram nos livros da Fazenda Real e nos das Chancelarias até fins do século XVII. Numerosos possuíam créditos nas tesourarias da Coroa. Uma decisão em 1672 fora inócua em pretender vedar-lhes o acesso aos contratos, assim como, anteriormente (1668), querer expulsá-los do País.

Os Cristãos-Novos e o Escravismo Africano

Ora! Se os hebreus portugueses haviam dominado os arrendamentos nas duas últimas centúrias, que razão teriam para se desinteressar dos alusivos ao tráfico de escravos? Nenhuma! Basta lembrar que a instituição servil vicejou no Mundo Antigo e se manteve durante o Império Romano. A Igreja Cristã aceitou-a como fato normal. Os germanos e os árabes também a praticavam. Durante a reconquista ibérica fizeram-se escravos de ambos os lados.

Este momento histórico coincide com o avanço dos portugueses rumo à África Ocidental. Sucedera antes a tomada de Arzila por Afonso V, quando 250 judeus foram levados a Portugal como escravos. Na verdade, em 1444 chegaram os primeiros escravos negros, com os quais se iniciou o tráfico. Em 1472 já se resgatavam para fora do Reino.

De 1486 a 1493 entraram 3.589 da Coroa, sem enumerar os de particulares. Milhares ficaram retidos no Pais, dada a carência de braços para a agricultura e demais afazeres. Outros mais foram destinados s Ilhas. Aos poucos Lisboa se transformou em mercado exportador de “peças” para a Espanha e Antilhas. Depois sucedeu a indústria açucareira no Brasil.

Portugal, evidentemente, não inventou o escravismo, mas é inegável que lhe deu vigoroso impulso, por se assenhorear das fontes supridoras e por se haver entregue ao colonialismo mercantilista.

A instituição juguladora acabou triunfando! Raríssimas pessoas a condenaram. Ela já estava prescrita no Direito Romano e no Código Visigótico. Entrou, a seguir, nas Ordenações do Reino. A Igreja fez-lhe vistas largas. O clero passou a depender do sistema. A Ordem de Cristo, por seu turno, tinha o direito de receber a vintena dos escravos procedentes da Guiné, conforme autorização subscrita por D. Manuel a 22 de fevereiro de 1502.

Os judeus ibéricos nenhum motivo acharam para menosprezar o escravismo face ao ambiente e à mentalidade em vigência na época. Os próprios ancestrais viveram sob sujeição em diversas épocas. Ainda ao tempo de D. João II e de D. Manuel muitos o foram. Além do mais, o tráfico negreiro era um negócio como outro qualquer, e que, evidentemente, também deviam abraçar. Acrescente-se, por fim, que o comércio do açúcar corria por suas mãos em grande parte.

Mas, sem escravos, como se fariam canaviais ou trabalhariam os engenhos? Quanto maior fosse a conjugação de ambos, maior soma haveria de negócios e maiores os lucros.

Os sefardins, por conseguinte, aliaram-se ao tráfico negreiro e o monopolizaram durante o ciclo do açúcar brasileiro, conjugando-o outrossim com a mineração hispano-americana.

Vale a pena esclarecer que o governo português correu ao encontro das aspirações alimentadas por aqueles mercadores. Entregando-lhes os contratos, mantinha abertas as rotas para o Atlântico Sul e para o Oriente, conservava as fontes supridoras de escravaria para o Reino e Colônias e de tudo obteria vantagens.

Em última análise: o escravismo era um negócio de natureza capitalista, ao alcance da burguesia sefardita. E daí, só interessar sob a forma de monopólio. Diga-se também que ele se ligava estritamente ao sistema latifundiário, representado pela sesmaria e o seu respectivo engenho de açúcar.

O ultramar estava proibido aos estrangeiros, salvo exceções consentidas pelos monarcas. Os Filipes fecharam-no mesmo de todo aos alienígenas. Mas os cristãos-novos, por virtude do batismo e da sua condição de súditos legítimos, podiam adentrá-lo, sobretudo se fossem detentores dos contratos.

Os riscos a enfrentar no oceano e nas praças européias, tanto quanto nas áreas do escambo, eram de vulto. Podiam os rendeiros ganhar muito ou arruinar-se.

Mas estavam dispostos a aceitá-los. O trato exigia vocação, e eles a possuíam.

Que os detentores do comércio escravista pertenciam à etnia hebréia, não resta a menor dúvida, conforme veremos ao examinar os contratos firmados com a Fazenda Real. A sua testa surgirão nomes como os de Fernão de Noronha no século XVI, e o de Diogo da Fonseca Henriques, no fim do XVII.

Tomaremos por base, então, o texto dos referidos documentos, mal conhecidos até agora. Isto, quiçá, em razão de andarem dispersos em arquivos de Portugal e Espanha. Felizmente coube-nos a oportunidade de encontrar quase todas essas valiosas relíquias.

José Gonçalves Salvador

Fonte: www.libreopinion.com

Magnatas do Tráfico Negreiro e Quem Lucrava com Tudo Isso?

Todos os historiadores que tratam do assunto ressaltam que um dos principais motivos de se procurar por todas as formas justificar a liceidade ou a moralidade da escravidão foram os enormes lucros que o tráfico de escravos gerava para seus organizadores.

Gorender comenta que esse interesse econômico chegou mesmo a forjar o “estereótipo do índio incapaz”, uma vez que o índio estava mais ou menos protegido por diversas leis.

O que gerava esses lucros tão grandes?

Gorender explica que era, o fato de que “o escravo negro não tinha valor na África, ao contrário do que sucedia do outro lado do Atlântico”.

A despesa do traficante era praticamente a do transporte, de tal forma que a sua venda nos mercados da América trazia lucros que esse historiador não hesita em chamar “fabulosos”.

As Justificativas da Escravidão

Como justificar a escravidão que renascia? “A validade moral do cativeiro constituiu uma perturbadora questão no período moderno. O cristianismo […] pregava que a humanidade provinha de origens comuns, com seres feitos à imagem e semelhança de Deus; a Europa extinguia a servidão feudal e caminhava para uma crescente devoção à liberdade. Como conciliar tal quadro com a sujeição imposta por essa mesma Europa aos africanos? A necessidade de justificá-la levou, então, à construção da ideologia da escravidão, definida como um conjunto sistemático de ideias, crenças e valores desenvolvido em princípios racionais que se transformam em representações coletivas e universais”.

Um dos argumentos dessa “ideologia” foi o de que a escravidão era um mal, mas um mal necessário, uma vez que sem escravos não teria sido possível a colonização. Na citadíssima frase de Antonil, “os escravos são as mãos e os pés do senhor de engenho (só esqueceu de dizer quem era esse senhor), porque sem eles no Brasil não é possível conservar e aumentar fazendas, nem ter engenho corrente”. O padre Hoornaert, em seus comentários críticos à escravidão no Brasil, conclui: “Os escravos, além de constituírem a moeda corrente entre Angola e o Brasil, são a base do edifício social, pois «sem escravos, não há Brasil». A escravidão não se constitui numa opção dentro do Brasil, mas num imperativo do sistema implantado no país com a colonização portuguesa”.

Outro argumento foi o de que a escravidão era uma condição natural de alguns homens. O Direito Romano pensava assim, e dessa forma considerava a escravidão perfeitamente legal. Tanto Platão como Aristóteles admitiam a inferioridade intelectual como base natural da escravidão. E se o Direito Romano justificava a escravidão, como um humanista do Renascimento iria contestá-la? Para os homens da época, não era justo atacar uma instituição aprovada pelos ilustres autores da Antigüidade, que eles tanto admiravam.

Argumentou-se também, e bastante, que a “evidente inferioridade racial dos negros e dos índios” justificaria por si só a escravidão.

Outro argumento escravagista foi o de que todos os africanos traficados já eram escravos em seus países de origem. Um historiador senegalês, depois de lembrar que “o tráfico negreiro constituiu uma atividade muito antiga na África”, comenta que “os corretores africanos preferiam os homens e mulheres nascidos na escravatura aos homens livres reduzidos à servidão. Isto porque, habituados à fome e à fadiga, os primeiros suportavam melhor os sofrimentos das viagens longas”.

Fonte: dicionario.sensagent.com

Fonte: https://www.portalsaofrancisco.com.br/historia-do-brasil/magnatas-do-trafico-negreiro

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Quem vive da mentira, teme a verdade e a chama de discurso de ódio. 

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