terça-feira, 23 de agosto de 2016

A resistência do imigrante alemão

Sobre o drama do imigrante alemão

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Imigrantes alemães se instalando em São Leopoldo - RS.

“Tornamo-nos escravos do mundo. Em virtude do aperto desumano, somos obrigados à imigração, sofrendo como prejuízo consequente a perda de nossa identidade nacional ou étnica. Transformam os que recebem a nossa energia numa rapina sem tamanho ou igual.”

“Cem anos servimos para explorar a mata virgem e para o pagamento de impostos. Ninguém se importou com a nossa condição. Melhor fora, aliás, que se continuasse a nos esquecer. Ter-nos-íamos defendido por nós próprios. Porque quando por fim se lembraram de nós, foi para nos oprimir. Lembraram-se de nós, para proibir nossos jornais, destruir as nossas associações, fechar as nossas escolas, proscrever de vez os nossos cânticos, preces e língua. Ninguém acorreu em nossa defesa, menos ainda os representantes da Igreja. Todos desferiram sobre nós e nossas cabeças os seus golpes, desancando-nos, como se fôssemos criminosos desde nascença. A nossa identidade alemã autêntica tivemos que escondê-la, como se oculta algo vergonhoso. Talvez haja nisso mesmo um sentido mais profundo. Também os órgãos genitais encobre-os o homem, embora resida neles o futuro da humanidade. Nós somos os alemães no mundo. Seguimos o nosso caminho, como trilharam os nossos pais, e nossa será a vitória final.”

Solidão

“Quem não é capaz de ficar a sós durante um ou vários dias e lhe não bastar a solidão consigo, jamais e em parte alguma será uma pessoa rica por dentro.”

As citações acima foram retiradas do livro “Em busca da grande síntese”, de Balduíno Rambo, lançado pela editora Unisinos em 1994, na tradução do Pe. Bruno Rabuske, editado pelo Padre Arthur Rabuske.

Veja também "Conhece o Plano Hooton?":
https://desatracado.blogspot.com.br/2016/06/conhece-o-plano-hooton.html

"Dor e crimes contra os alemães no Brasil":
https://askatasunaren.blogspot.com.br/2014/11/dor-e-crimes-contra-os-alemaes-no-brasil.html

"Foi contra o povo alemão":
https://desatracado.blogspot.com.br/2016/05/foi-contra-o-povo-alemao.html

"'Os alemães devem ser exterminados', diz judeu":
https://desatracado.blogspot.com.br/2015/01/os-alemaes-devem-ser-exterminados-diz.html

"Aliados saquearam a Alemanha Nacional-Socialista":
https://desatracado.blogspot.com.br/2016/06/aliados-saquearam-alemanha-nacional.html

"Da série: A Alemanha saqueada":
https://desatracado.blogspot.com.br/2015/07/da-serie-alemanha-saqueada.html

Abraços

Diversidade, criação de Deus

Cristianismo e Raça 

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http://www.christianityandrace.org/p/christianity-race-2014.html

I. Somos realmente iguais?

Deus não criou as raças para viverem juntas em comunidade pessoal.  Ele tentou separá-las.

Em Gênesis 11, homens tentaram evitar essa verdade. Depois do dilúvio, a humanidade construiu uma torre enorme para evitar voltar a se dispersar e se dividir. Deus, porém, teve outros planos e dividiu as línguas da humanidade de forma que ficassem permanentemente fraturados em diferentes grupos.

Deus não atuou somente ali. Ele dividiu as raças geneticamente.

A dissimilar informação genética que faz as raças parecerem diferentes também produz efeitos que são mais do que a coloração da pele.

Uma dessas diferenças é a inteligência.

Apesar da concepção errônea comum, há muitas diferenças em inteligência média entre as raças. Na América, Negros têm um QI médio de somente 85 e Latinos de 89.  As médias para Brancos e Asiáticos são em torno de 100 [1].

A diferença entre negros e brancos existiu por pelo menos 50 anos sem significante alteração [2]. Em verdade, essa diferença persiste por todas as linhas sócio-econômicas.

Como um grupo, crianças brancas empobrecidas têm QI mais elevado do que crianças negras de classe média-alta [3]. Crianças negras adotadas em famílias brancas de classe média demonstraram-se regredir às médias de QI 85 de todos os negros americanos [4]. Até a adoção não tem qualquer efeito sobre inteligência adulta.

Peritos em inteligência quase universalmente concordam que essas diferenças sejam causadas por diferenças genéticas entre as raças.  Por volta de 70% da inteligência é herdada geneticamente [5]; assim mesmo que disparidades nutricionais e de renda sejam eliminadas, a diferença de QI entre negros e brancos permanecerá virtualmente inalterada [6].

A história confirma essas diferenças de inteligência. Nenhuma sociedade negra africana nem mesmo domesticou animais [7], inventou uma linguagem escrita, o arado ou a roda [8].

Na África negra, o QI médio é de somente 68 [9]. Esse número é 2 pontos menor do que percentual mínimo para retardamento mental (70) [10]. Esse baixo nível de inteligência explica a falta de habilidade dos africanos para saírem da pobreza. O QI mais elevado de 85 para negros americanos foi criado pela mistura das raças branca e negra no Novo Mundo.

Nenhuma quantidade de dinheiro ou recurso injetado na África fará qualquer diferença. Uma população com um QI médio menor do que o retardamento mental nunca será capaz de criar uma sociedade civilizada.

Lições similares podem ser aprendidas para a comunidade afro-americana. Há uma gigante diferença de inteligência entre americanos brancos e negros. Nenhuma fração de programas ou boas intenções será capaz de elevar a ‘área pobre’ de sua pobreza ou fechar a diferença de êxito.

Até que nós sejamos capazes de mudar de genes, seremos incapazes de mudar a posição econômica.

Tão politicamente incorreto quanto parece, há grandes diferenças entre as raças em inteligência média. Essas diferenças não estão indo embora e produzem diferenças em cultura, sucesso econômico, preocupações teológicas e perspectiva de vida que para sempre causarão maior conflito.

II. Qual é a perspectiva bíblica sobre raça? (Raça & Etnicidade como uma família estendida)

O livro de Gênesis nos dá um retrato claro de como grupos raciais e étnicos se desenvolveram.

A palavra grega traduzida ‘nação’ é a palavra ‘ethnos’ da qual deriva nosso termo étnico grupo [11].

Em Gênesis 10, descobrimos que cada etnia é uma família estendida (Versículo 5: "Destes saíram os povos dispersos nas ilhas das nações, em seus diversos países, cada um segundo sua língua e segundo suas famílias e suas nações.")

A nação/etnia de Israel foi unida pelo fato que seus membros eram geneticamente descendentes do homem físico Israel (Jacó).

Falando biblicamente, a etnia é simplesmente uma família estendida.

Famílias modernas possuem casas e propriedades reservadas para elas como lares privados. Da mesma forma, famílias estendidas, na forma de grupos étnicos, formaram países que servem como componentes de família reservados a seus membros.

Esse princípio é demonstrado mais claramente pela nação de Israel. Deus fala aos Israelitas a expulsar os estrangeiros de seu meio e criar um Estado-Nação homogêneo.

Se Deus apoiou a criação de países homogêneos etnicamente para seu povo no passado, por que então deveria Ele agora nos pedir para criar o exato oposto?

São Paulo diz em Colossenses 3: 11: "Aí não haverá mais grego nem judeu, nem bárbaro nem cita, nem escravo nem livre, mas somente Cristo, que será tudo em todos." O Senhor escolheu seu povo de todas as classes, geografias e etnias no planeta. Enquanto o povo escolhido de Deus é agora tomado de todas as nações ou etnias (em lugar apenas dos Judeus) isso não significa que eles deveriam todos ser representados da mesma congregação ou estado político.

Favorecer a própria família é algo bom.

Um pai que distribui seus salários igualmente a toda família pode vir a ser culpado de negligenciar a sua própria esposa e filhos.

São Paulo declara que se alguém não provê sua família estendida não pode chamar-se de Cristão: "Quem se descuida dos seus, e principalmente dos de sua própria família, é um renegado, pior que um infiel." (1ª Tm 5: 8).

Os pais favorecem seus filhos quase inteiramente por causa da conexão genética que eles compartilham com eles. Usando o mesmo princípio, Deus desenhou dois membros da mesma etnia em favor de outro baseado nas suas próprias similaridades genéticas.

Deus espera que Cristãos favoreçam sua própria raça e etnia. Ele desenhou a humanidade dessa maneira.

Numerosos estudos científicos concluíram que crianças com cerca de 15 meses experimentam preconceito racial [12]. Deus infundiu em toda pessoa um saudável desejo inato de proteger suas próprias estendidas famílias raciais. Isso é a perspectiva bíblica.

III. Pode um relacionamento ser construído numa mentira? (Multiculturalismo & Ressentimento)

Nenhum relacionamento pode ser erigido sobre uma mentira.

Mas o relacionamento entre as raças nos tempos modernos foi construído em vários enormes enganos.

Estão contando aos negros e latinos que seu fracasso econômico e social é o racismo dos brancos. Os brancos estão constantemente sendo responsáveis pelo fracasso das minorias.

Naturalmente, minorias acreditam que brancos os odeiam, e brancos se ressentem de serem responsáveis pelas situações que eles têm pouco controle.

Terminar com ressentimentos raciais requer que comecemos primeiro a falar a verdade.

Primeiro, seres humanos não foram criados por Deus para operarem em comunidades multi-étnicas.

Segundo, disparidades econômicas entre negros e brancos por todo o mundo são causados pelas diferenças genéticas criadas por Deus na inteligência média populacional.

Terceiro, a Bíblia não pede integração racial sobre o nível da comunidade.  Em verdade, Deus iniciou a divisão étnica na Torre de Babel.

Quarto, generalizações raciais são apoiadas na Bíblia. Deus não as condena como pecaminosas.

No interior da Bíblia, podemos encontrar várias exceções. De vez em quando, mulheres como Rahab trocaram grupos étnicos e integraram um novo povo. Essas exceções podem ser toleradas e endossadas. Mas são EXCEÇÕES porque elas rompem a regra geral. Integrar indivíduos não é o mesmo que integrar grupos raciais inteiros.

Desumanizar um grupo de pessoas é errado. Provocar ódio é errado. Sociedades multi-raciais são a causa de muito ódio, ressentimento e desumanização.

Esperançosamente, todos os cristãos acreditarão com a Bíblia que a humanidade foi criada de um homem feito à imagem de Deus. Mas a charada do multiculturalismo foi longe demais.

Uma compreensão básica da pesquisa científica sobre comunidade e inteligência levará a pessoa a desprezar os fantasticamente instáveis fundamentos do multiculturalismo.

Enquanto o multiculturalismo pode sustentar poder temporário na América e no Ocidente, a tendência está mudando.

As recentes eleições européias viam os cidadãos depositando suas fichas em partidos anti-multiculturais na Grã-Bretanha (UKIP), França (Front National), e por toda a Europa [13]. Essa ascensão em sentimento anti-imigrante etnocêntrico explica a falha da rebelião do multiculturalismo contra a organização étnica ordenada por Deus. O mundo está acordando.

Notas:

[1] Linda S. Gottfredson. "Mainstream Science on Intelligence: An Editorial With 52 Signatories, History, and Bibliography." University of Delaware. [Udel. edu].

[2] J. Philippe Rushton, Arthur R. Jensen. "The Rise and Fall of the Flynn Effect as a reason to expect the narrowing of Black-White IQ gap." Intelligence (Multi-Disciplinary Journal). [Psychology. uwo. ca].
Excerto: "Numa análise de pontuações matemáticas e de leitura a partir de testes tais como o NAEP e o Coleman Report pelos últimos 54 anos, demonstramos não haver qualquer estreitamento da diferença tanto em pontuações de QI quanto em realização educacional."

[3] "Family Income Differences Explain Only a Small Part of the SAT Racial Scoring Gap." Journal of Blacks in Higher Education (JBHE). [Jbeh. com].

[4] Gregary Clark (University of California). "Your Ancestors, Your Fate." New York Times. [Nytimes. com].
Excerto: "Nos EUA, por exemplo, o QI das crianças adotadas correlaciona-se com o dos pais adotivos quando eles são jovens, mas a correlação é próxima a zero na maioridade. Há uma pequena correlação entre os rendimentos e a realização educacional de crianças adotadas e aqueles de seus pais adotivos."

[5] Thomas J. Bouchard Jr. David T. Lykken, Matthew McGue, Nancy L. Segal, Auke Tellegen. "Sources of Human Psychological Differences: The Minnesota Study of Twins Reared Apart." Science (Journal). [Web.missouri. edu].
Excerto: "Como o anterior, estudos menores de gêmeos monozigóticos criados separados, cerca de 70% da variação em QI foi descoberta estar associada com variação genética."

[6] Linda S. Gottfredson. "Mainstream Science on Intelligence: An Editorial With 52 Signatories, History, and Bibliography." University of Delaware. [Udel. edu].
Excerto: "Se todos os ambientes tivessem que se tornar iguais para todos, hereditariedade subiria em 100% ..."

[7] Jared Diamond. "Guns, Germs, and Steal: The Fates of Human Societies." W.W. Norton & Company. Págs. 389-400.
Excerto: Animais domesticados: "Primeiro, com respeito aos animais domésticos, nós já vimos que aqueles da África Subsariana vieram da Eurásia, com a possível exceção de alguns do Norte da África. Como resultado, animais domésticos não chegaram à África Subsariana até milhares de anos depois que começaram a ser utilizados pelas civilizações emergentes Eurasianas. Isso é inicialmente surpreendente, porque pensamos a África como o continente de grandes mamíferos selvagens …"
Excerto: Escrevendo: "… escrever não aparece independentemente no resto da África, onde isso, em lugar, foi trazido de fora pelos Árabes e Europeus" [Depois de explicar que isso surgiu do Norte da África não-negra e importado da Arábia a Etiópia].

[8] Dinesh D’Souza. "The End of Racism." Free Press Paperbacks. Pág. 54. Books.google.com.
Excerto: Roda: "… sua invenção [da roda] é usualmente creditada à Mesopotâmia Antiga, onde há evidência de seu uso antes de 3500 a.C. Porém, mais do que 5.000 anos depois, a roda foi desconhecida em virtualmente toda África Negra."
Excerto: Arado: "Virtualmente nenhuma comunidade nas Américas nem África Negra conheciam o arado até os Europeus o introduzirem na era moderna."

[9] Richard Lynn (University of Ulster) Gerhard Meisenberg (Ross University). "O QI médio de Africanos Subsarianos: comentários de Wicherts, Dolan e van der Maas." Intelligence (A Multidisciplinary Journal). [reseachgate. net].
Excerto: "Os quatro dados agrupados podem ser medidos para fornecer um QI de 68 como a melhor leitura do QI na África Subsariana."

[10] "Diagnostic criteria for Mental Retardation." [BehaveNet.Behavenet. com].
Excerto: "Significantemente abaixo da média funciona um QI de aproximadamente 70 ou abaixo sobre um teste de QI administrado individualmente …"

[11] John Piper. "Bloodlines: Race, Cross, and the Christian." Crossway Publishing. Págs. 152-153.
Excerto: "Ele fez de um homem todas as nações [etnia Grega] da humanidade viverem em toda a face da Terra." Note duas coisas desse texto. Primeiro, Deus é o criador dos grupos étnicos ... Grupos étnicos não sucedem pela insignificante mutação genética aleatória. Elas ocorreram pelo desenho e propósito de Deus. O texto diz simplesmente, "Deus fez todas as etnias."

[12] Monica P. Burns, Jessica A. Sommersville. "I pick you: the impact of fairness and race on infants’ selection of social partners." Frontiers in Psychology (Journal). [Ncbi.nlm.nih. gov].
Excerto: "As seleções sociais de crianças caucasianas variavam como uma função da raça do receptor favorecido pelo injusto distribuidor. Especificamente, crianças eram mais prováveis selecionarem o distribuidor justo quando o receptor injusto favorecia os receptores asiáticos (versus os Caucasianos). Esses achados fornecem evidência que crianças selecionam parceiros sociais na base de prévio comportamento justo e que crianças também levam em conta a raça de distribuidores e receptores quando fazem suas seleções sociais."

[13] Ian Traynor. "Front National wins European parliament elections in France." The Guardian (UK). [Theguardian. com].

Fonte: https://judaismoemaconaria.blogspot.com.br/2016/06/cristianismo-e-raca.html

Multiculturalismo é senha para monoculturalismo, homogeneização da espécie humana. A diversidade vem de Deus, na mesma árvore, não se encontra uma única folha sequer igual a outra. Se Deus quisesse monoculturalidade, não teria criado tanta diversidade. 

Abraços

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Para reflexão

 

"O capitalismo é o ambiente perfeito para o homem moderno que compartilha os vícios dos escravos e a putrefação das sociedades burguesas."
- Nicolas Gómez Dávila

"Capitalism is the perfect environment for the modern man who shares the vices of the slaves and the putrefaction of bourgeois societies."
- Nicolás Gómez Dávila

Abraços

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Investigação ou complô?

POR QUE TANTO ÓDIO DE MORO À ODEBRECHT?

     MORO

Se observarmos a lista de empresas doadoras de campanhas eleitorais, veremos que a Odebrecht aparece em sétimo lugar e assim mesmo doando fração do que doaram as demais (OAS, UTC, ECOVIX, QUEIROZ GALVÂO, TOYO SETAL e ANDRADE GUTIERREZ, pela ordem, sendo que a OAS sozinha doou mais que todas as demais, juntas, a partir do sétimo lugar). O que justificaria então essa fome de destruir a Odebrecht, de Washington e Moro?

A Odebrecht é hoje uma das maiores e mais importantes empreiteiras do mundo, tocando obras em todos os continentes, em concorrência direta com as empreiteiras norte-americanas e européias.

Quando os Estados Unidos covardemente invadiu o Iraque, matando mais de 100.000 civis e destruindo o país, justificando-se nas calúnias de que Sadhan Houssein estava fabricando armas atômicas, químicas e biológicas (não encontraram sequer indícios disso) a Odebrecht era praticamente empreiteira única no Iraque, construindo gasodutos, refinarias de petróleo, estradas, conjuntos habitacionais … Dando emprego à mão de obra brasileira, levada para lá, para ter salários em petrodólares, e trazendo divisas para cá.

Destruído o país, com a Odebrecht fora, todas as obras da empreiteira brasileira foram herdadas pela empreiteira da família Bush, que está "reconstruindo o país", recebendo em petróleo.

Se este é um bom motivo para os norte-americanos desejarem o fim da Odebrecht, há outro, muito maior, o know how da empresa, o seu acervo de conhecimentos científicos e tecnológicos.

Em qualquer país do mundo em que se fale na construção de refinarias de petróleo a Odebrecht é imediatamente lembrada, não só como empreiteira, executora das obras, mas como planejadora.

Grande parte dos conhecimentos de prospecção e extração de petróleo em águas profundas, além da Petrobrás, está nas mãos da Odebrecht.

A Odebrecht é praticamente a única empresa não estatal, no mundo, que tem o domínio do ciclo completo do Urânio, desde a sua mineração, no subsolo, purificação, enriquecimento e uso, seja para fins pacíficos ou bélicos (é a Odebrecht que está construindo a Usina Nuclear de Angra III, é a Odebrecht que está construindo, junto com os franceses, o nosso primeiro submarino atômico, estando em condições de construir a bomba atômica, bastando o governo dar o sinal verde).

Destruir a Odebrecht é questão estratégica para os Estados Unidos.

O Juiz Sérgio Fernando Moro, da primeira instância, em Curitiba, o responsável pela chamada Operação Lava Jato, esteve na Câmara dos Deputados, ocasião em que repetiu Estados Unidos 38 vezes, colocando este país como modelo político, jurídico e constitucional para o Brasil.

Do outro lado, em delação premiada, Marcelo Odebrecht afirmou que deu vinte e três milhões de reais ao Ministro do Exterior, José Serra, dez milhões de reais ao Presidente interino, Michel Temer, e cinco milhões ao Ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, em espécie, dinheiro vivo.

Mais disse, que José Serra lidera uma quadrilha internacional que age contra os interesses brasileiros, o que era desnecessário dizer, basta ler o livro “A Privataria Tucana”, do jornalista Amaury Júnior, contendo reprodução de documentos capazes de colocar Serra na cadeia por algumas décadas, por alta traição ao país.

A acusação de Marcelo bate com outras, principalmente a feita por Fernando Baiano, lobista do PMDB, de que todo o dinheiro saído da Petrobras passou por Madrid, sob a coordenação do marido de uma cunhada de Serra, segundo Baiano, um testa de Ferro de Serra.

Aliás, este é o país dos Fernandos: Collor, Henrique Cardoso, Baiano, Beira Mar e Moro.

É sintomático que a Lava Jato não se debruce sobre o mercado financeiro, fonte de corrupção maior que a da Petrobras; sobre a mídia, corrupta, corruptora e sonegadora, ficando na Petrobras e nas Usinas Atômicas, anunciando que avançará sobre o setor elétrico, limitada ao setor energético, a espinha dorsal de qualquer país.

Na Câmara dos Deputados, recebido de pé e sob aplausos, pelos corruptos que tem isentado na Lava Jato, Moro, depois de cantar loas aos Estados Unidos, diante da pergunta do deputado Paulo Pimenta, do que aconteceria nos Estados Unidos se um juiz de primeira instância, sem ordem judicial, gravasse conversa telefônica entre o ex-presidente Bill Clinton e o presidente Barak Obama, como aqui foi feito em telefonema entre o ex-presidente Lula e a presidente Dilma, o farsante pediu licença, avisou que o tempo estava esgotado, e como rato diante de gato, fugiu, abandonando o recinto.

Isto explica o poder que ele, junto com Gilmar Mendes, têm sobre o STF.

A Lava Jato é um posto avançado dos Estados Unidos e Moro o seu comandante, fiel aos princípios e interesses dos seus chefes.

Quanto às propinas pagas a Serra, Temer e Padilha, entre outros, isso não vem ao caso, não considerar faz parte da doutrina jurídica praticada por Moro, e que será o mote do próximo artigo.

Francisco Costa
Rio, 08/08/2016.

Fonte: http://www.patrialatina.com.br/porque-tanto-odio-de-moro-a-odebrecht/

Interessante é notar que essa operação de "combate a corrupção" apenas investiga estatais e empreiteiras nacionais, que são geradoras de emprego, renda e tecnologias ao Brasil. As empreiteiras estrangeiras não são investigadas, nem os bancos que também fazem vultosas doações para campanhas quase todos os políticos e partidos. Dinheiro de empreiteiro é corrupção, de bancos é caixinha de igreja? Por que não investigam as doações dos bancos?

Enquanto isso, os casos de corrupção envolvendo o PSDB ainda não foram analisados, nem iniciados. Só rindo mesmo. Uns pequenos esclarecimentos, o Mensalão Tucano ocorreu bem antes do Mensalão Petista, tucanos compraram a reeleição junto ao Congresso durante o governo de Fernando Henrique Cardoso para "se perpetuarem" no poder, fizeram também Caixa 2, eram e ainda são mais aliados do PMDB que Dilma ou o PT, promoveram verdadeira liquidação de balaio em diversas estatais estratégicas como Vale do Rio Doce, de 50% da Petrobras, de todo o sistema telefônico e o único satélite que o Brasil tinha, caso do helicóptero de cocaína dos Perella, apartamentos em Paris, etc etc e etc ... mas como são fatos envolvendo o PSDB ainda não foi analisado e como vemos  ... não vem ao caso. E tem bobinho que realmente acredita que tudo isso é somente "combate a corrupção".

O que diferencia o Caso Banestado da Operação Lava Jato? Leia em
http://www.cartacapital.com.br/revista/874/a-semente-dos-escandalos-9478.html

Nesse vídeo, testemunhamos que o juiz Sérgio Moro literalmente foge de audiência após deputado federal Paulo Pimenta criticar a seletividade do Judiciário e pedir punição a juízes corruptos:


Em audiência na Comissão Especial que analisa o projeto de lei 4850/2016, que "estabelece medidas contra a corrupção", o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) criticou seletividade do Judiciário no Brasil, como no Caso Banestado; e a falta de medidas de combate à corrupção contra juízes e procuradores que vendem sentenças. Durante o debate, ocorrido na manhã de quinta-feira, 4 de agosto de 2016, que contou com a presença do juiz federal Sérgio Moro, Pimenta apontou a ausência de mecanismos de combate à corrupção que abranja também o Poder Judiciário. "Quero ver juiz e procurador defender cassação para juízes e procuradores que vendem sentença. Hoje a pena para um juiz que vende sentença é aposentadoria com manutenção de salário integral", protestou Pimenta. Durante a audiência, ao defender a aplicação de leis americanas pelos juízes brasileiros, Sérgio Moro foi rebatido por Pimenta: "Quando se fala da legislação americana, imagine se um juiz de primeira instância nos Estados Unidos captasse de maneira ilegal uma conversa entre Bill Clinton, ex-presidente norte-americano, e Barack Obama e jogasse nas redes de televisão, qual teria sido a atitude da justiça americana? E então por que nós não pegamos esses exemplos para serem adotados no Brasil?", questionou Pimenta. Ao final, Sérgio Moro se recusou a comentar os questionamentos feitos pelo deputado federal Paulo Pimenta, e alegando falta de tempo se retirou da audiência, pedindo "escusas" aos parlamentares.

Neste outro vídeo, cientista político desconstrói os supostos heroísmo e imparcialidade de Sérgio Moro em programa na Rádio CBN:


Desvios de R$ 500 milhões na Prefeitura de Maringá implicam o PSDB e Sérgio Moro:
https://brasilcorrupto.wordpress.com/2015/08/19/desvios-de-r500-milhoes-na-prefeitura-de-maringa-implicam-moro-e-o-psdb/

Moro engaveta há 3 anos denúncia de corrupção contra golpista tucano:
http://www.ocafezinho.com/2015/07/16/moro-engaveta-ha-3-anos-denuncia-de-corrupcao-contra-golpista-tucano/

A Operação Lava Jato, deflagrada pela Polícia Federal, continua a produzir surpresas. Mais de 60 políticos dos mais variados partidos estão implicados pelas investigações que apontam rede de corrupção e tráfico de influência das maiores empreiteiras do Brasil em contratos com a Petrobrás. Mas, além dos investigados, as denuncias agora põe em suspeição acusadores, policiais federais e o próprio magistrado da causa, o juiz federal Sérgio Moro.

Reportagem publicada conta que Moro trabalhou para advogado do PSDB, que atuou na defesa do ex-prefeito Jairo Gianoto (PSDB-PR), que governou Maringá entre os anos de 1997 a 2000, condenado por gestão fraudulenta pelo desvio de R$ 49 milhões (R$ 500 milhões em valores atualizados). Mais: a esposa de Moro, Rosângela Wolff de Quadros Moro, é assessora jurídica de Flávio José Arns, vice do governador do Paraná, Beto Richa (PSDB). E como se não bastasse as ligações próximas com o PSDB, o escritório em que trabalhou Moro também já atuou em outra ação em que estava envolvido com um dos principais delatores da Lava Jato, o doleiro Ricardo Youssef.
http://www.marcusvinicius.blog.br/blog/aecio-e-moro-sob-suspeita/

Com João Dória, em evento do PSDB: conflito de interesses?
Com João Dória, em evento do PSDB: conflito de interesses?

Jornalista vasculha vida de Sérgio Moro e conta trajetória do juiz: Andou de ônibus pela primeira vez aos 18, até quase 30 não sabia o que era um pobre, idolatrava o pai, um professor apoiador da ditadura e militante do PSDB. A maioria das pessoas próximas dele estava preparada para manter silêncio até sobre informações banais como o resultado do teste do pezinho – a mãe não queria comentar nem se ele nasceu de parto natural ou cesárea. ... Moro diz que costuma falar nos autos, isto é, através das sentenças. Outra razão pela qual ele não fala pode ser explicada pela mãe. Dona Odete disse que “ele tem uns amigos jornalistas na Folha, na Veja e no Globo para quem dá entrevistas quando quer” – argumento que ela usou para desencorajar minha equipe de tentar falar com ele.
http://www.revistanordeste.com.br/noticia/brasil/perfil+jornalista+vasculha+vida+de+sergio+moro+e+conta+trajetoria+do+juiz-14268

Qualquer semelhança com a vida real será mera coincidência:


Corrupção se combate com ética, imparcialidade, patriotismo, verdade, lisura, presunção de inocência, com provas robustas, respeito devido ao processo legal, sem assassinatos de reputação, sem espetacularização, e sendo exemplo. Não se pode sair por aí atropelando tudo, ainda mais com insuficiência nem robustez de provas ou fazendo disso uma novelização e autopromoção. Existem ritos, procedimentos, leis, que todos que compõem o cenário jurídico, midiático e político juraram obedecer e que agora mais que nunca, deveriam respeitar.

Justiça não é massacrar alguém até que essa pessoa confesse algo enquanto afaga outros apanhados em flagrante.

Abraços

domingo, 7 de agosto de 2016

Por que não dizem a verdade?

         

"Você deve entender. Os líderes bolcheviques que tomaram a Rússia não eram russos. Eles odiavam os russos. Impulsionados pelo ódio étnico torturaram e mataram milhões de russos sem um pingo de remorso humano. A Revolução de Outubro não era o que se chama na América de "Revolução Russa." Foi uma invasão e conquista sobre o povo russo. Mais de meus compatriotas sofreram crimes terríveis em suas mãos manchadas de sangue do que qualquer povo ou nação já sofreu na totalidade da história humana. Ele não pode ser subestimado. Bolchevismo foi o maior abate humana de todos os tempos. O fato de que a maioria do mundo é ignorante desta realidade é a prova de que a própria mídia global está nas mãos dos criminosos."
- Aleksandr Solzhenitsyn (11/12/1918 - 03/08/2008), romancista, dramaturgo e historiador russo sobrevivente dos gulags soviéticos.

“You must understand. The leading Bolsheviks who took over Russia were not Russians. They hated Russians. Driven by ethnic hatred they tortured and slaughtered millions of Russians without a shred of human remorse. The October Revolution was not what you call in America the “Russian Revolution.” It was an invasion and conquest over the Russian people. More of my countrymen suffered horrific crimes at their bloodstained hands than any people or nation ever suffered in the entirety of human history. It cannot be understated. Bolshevism was the greatest human slaughter of all time. The fact that most of the world is ignorant of this reality is proof that the global media itself is in the hands of the perpetrators.”
- Aleksandr Solzhenitsyn (11/12/1918 - 03/08/2008), novelist, playwright and Russian historian survivor of the Soviet gulags.

A quem interessa a continuidade da mentira?

Abraços

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Alguns vídeos esclarecedores

Convido aos leitores internautas a assistirem a todos esses breves, porém esclarecedores vídeos para compreendermos com mais profundidade o atual cenário político nacional:

"Povo distraiu no escândalo", diz Ciro sobre a siono-anglo-maçônica Operação Lava Jato:


O "nacionalista" neoliberal anglo-sionista Bolsonaro confirma sua conexão com Israel e EUA e promete lhes entregar a Base de Alcântara:


"Birrinha", sr. Bolsonaro?


Mais "birrinha" neste vídeo de parte de palestra sobre os embargos dos EUA contra o desenvolvimento do Brasil nas áreas de tecnologia aeronáutica, espacial e defesa:


Impecável explanação da Senadora por Tocantins, sra. Kátia Abreu, desmascarando o golpe de cassação da Presidente Dilma:


Comentário de política de Bob Fernandes do Jornal da Gazeta, sobre a espionagem dos EUA contra o Brasil, que teve como um dos alvos o Pré-Sal avaliado em RS$ 20 trilhões ou mais:


Outro irrespondível comentário de Bob Fernandes:


"Nenhuma delação contra os partidos que estão a favor da venda do Pré-Sal foi levada adiante" pela  Operação Lava Jato:


Cui bono a cassação da Presidente Dilma? Cui bono o maçom golpista Michel Temer de presidente interino? Cui bono Bolsonaro de presidente do Brasil?

     

E ainda, como se já não bastasse, temos aqueles que acreditam que Maduro e Evo Morales vão invadir o Brasil.

Todo golpe de bilhete premiado, por exemplo, para dar certo, precisa de algum trouxa ou desavisado. O mesmo vale para todo golpe de Estado, sempre precisam de trouxas e desavisados.

Abraços

Para reflexão



"Uma nação é uma comunidade de valores; e o nacionalismo é a consciência dos valores."
- Arthur Moeller van den Bruck (23/04/1876 - 30/05/1925), historiador cultural e filósofo alemão.

"A nation is a community of values; and nationalism is a consciousness of values."
- Arthur Moeller van den Bruck (23/04/1876 - 30/05/1925), was a German philosopher and cultural historian.

Abraços

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Para reflexão

     
Só em 2014 foram pagos 1,356 trilhão de reais de juros de uma duvidosa dívida pública que ninguém audita, segundo a Auditoria Cidadã da Dívida. 

"A democracia é a contagem de cabeças, não o que está nelas."
- Padraig Deignan

"Democracy is the counting of heads, not what’s in them."
- Padraig Deignan

Abraços

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Pódio vs Marxismo



"Os seres humanos nascem com capacidades diferentes, se eles são livres, eles não são iguais. E se eles forem iguais, eles não são livres. "
- Aleksandr Solzhenitsyn

Até nas mesmas capacidades, temos diferentes.

“Human beings are born with different capacities, if they are free, they are not equal. And if they are equal, they are not free.”
- Aleksandr Solzhenitsyn

Even in the same capacities, we have different.

Abraços

sábado, 16 de julho de 2016

Entenda o Brasil no mundo

O vídeo anexo refere-se ao seminário "Uma Estratégia para o Brasil, um Plano para a Petrobrás" promovido pela AEPET - Associação dos Engenheiros da Petrobrás realizado em 2015, tendo como palestrante o Professor Raphael Padula da UFRJ que em pouco mais de 100 minutos, brilhantemente explana sobre o tema "A Geopolítica do Petróleo e a Conjuntura Internacional" , narrando a importância geopolítica do Brasil, como as ameaças atuais e futuras, cobiça e sabotagens sofridas e porvir, tecnologias, soberania e independência, a Doutrina Monroe, chantagens e interferências americanas, espionagens, relação PT/EUA, reativação da 4ª Frota, etc. Enfim, uma palestra com temas que todos os brasileiros deveriam estar perfeitamente inteirados.


Outra entrevista imperdível está na primeira parte do vídeo abaixo até os 38 min. com o General Durval Nery, que faz revelações surpreendentes da ações de mercenários americanos, dos interesses dos Rothschild e outros gravíssimos acontecimentos na Amazônia que a Imprensa siono-maçônica, para não perder o costume, nada noticia:


O canal no YouTube da AEPET (https://www.youtube.com/user/AEPETRJ/videos), possui outras inúmeras palestras muito interessantes e elucidativas. Todos estão convidados a explorá-lo.

Abraços

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Hoje como ontem

         

"Nenhuma pessoa saudável é marxista."
Adolf Hitler, em entrevista editada por George Sylvester Viereck ocorrida em 1923, e republicado na revista Liberty em julho de 1932.

"No healthy man is a Marxian."
Adolf Hitler, in edited interview by George Sylvester Viereck took place in 1923. It was republished in Liberty magazine in July 1932.

Abraços

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Brasil sob ataque da agiotagem

BRASIL: A INEXISTÊNCIA DE SOBERANIA SERVE AO SISTEMA FINANCEIRO.

“O Brasil tem uma economia sólida, é um pais produtivo, mas sofreu um ataque do sistema financeiro. Não há economia que aguente”. Entrevista especial com Ladislau Dowbor.



Brasil: Ataque do sistema financeiro.

“Os crediários para artigos do lar têm juros de 104% no Brasil, o que é um escândalo; na Europa a taxa é de algo em torno de 10%. Na realidade, as famílias estão pagando mais que o dobro quando compram a prazo”, constata o economista.

Entrevista de Leslie Chaves e edição de Patricia Fachin – (IHU On-Line)

A crise econômica brasileira, que registra “redução do PIB”, uma “situação recessiva”, alta inflação e “perdas de emprego”, pode ser compreendida, especialmente, pelo processo de “financeirização da economia”, diz Ladislau Dowbor à IHU On-Line.

Para ele, a principal consequência da financeirização (Bolsa de valores, a usura, juros sobre juros, papéis em lugar de trabalho) no Brasil é a paralisação do consumo das famílias, que era visto como o principal motor da economia. “Quando se junta a isso a taxa Selic, percebe-se que 500 bilhões de reais poderiam ser revertidos em estradas, ferrovias, saúde, educação etc., mas estão indo para bancos que, por sua vez, colocam esse dinheiro em paraísos fiscais”, afirma.

Na entrevista a seguir, concedida por telefone à IHU On-Line, Dowbor analisa os demais fatores que geraram a atual crise econômica e pontua que o rentista “se tornou o principal chupador de riquezas do país, aquele que trava a economia e coloca a culpa nas costas do governo”. Contudo, frisa, “desde que o governo Dilma tentou reduzir esse dreno da economia, reduzindo as taxas de juros, começou a guerra, e de 2014 para cá ela não teve um dia para governar. É um boicote à economia que pode ter um desfecho trágico”.

Ladislau Dowbor é doutor em Ciências Econômicas pela Escola Central de Planejamento e Estatística de Varsóvia, professor titular da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP e da Universidade Metodista de São Paulo – Umesp. Além disso, é consultor de diversas agências das Nações Unidas.

Confira a entrevista.

IHU On-Line – De que maneira o senhor avalia a situação econômica do Brasil hoje? Quais os principais problemas econômicos do país neste contexto de instabilidade política que ele vem enfrentando?

Ladislau Dowbor – A situação geral é de que há uma redução do PIB, praticamente uma situação recessiva, uma situação de inflação mais alta do que de costume, e perdas de emprego. O curioso, nesse processo, é que apesar dessa travada da economia, o lucro do Itaú nos últimos 12 meses teve um aumento de 30,2% e o lucro do Bradesco teve um aumento de 25,9%. Ou seja, há um imenso enriquecimento de todos os que trabalham com movimentação financeira (só papelada, especulação e agiotagem "lícita", sem produzir uma camiseta que seja), ao mesmo tempo que há um travamento econômico. Isso nos leva ao núcleo da crise, que começa com uma tentativa de redução dos juros no governo Dilma, entre 2013 e 2014.

A redução de juros da taxa Selic, que chegou a 7,5%, e dos juros nos bancos públicos - cobrados de pessoas físicas e jurídicas -, que baixaram fortemente, levaram a uma redução dos lucros do sistema financeiro e isso desencadeou a guerra. É preciso lembrar que um pacto semi declarado dos governos populares Lula e Dilma era o de respeitar os intermediários financeiros. Eu estive presente na ocasião em que foi lida a carta de junho de 2002, quando Lula declarou que o fazia porque queria ser eleito presidente, e se comprometia a respeitar os contratos financeiros. (Isso sim deveria ser motivo de cassação política eterna para qualquer político.)

Motores econômicos.

Para explicar a guerra iniciada no governo Dilma, vou explicar como funciona a economia, a qual é impulsionada por quatro motores. O primeiro motor, relativamente menor no caso brasileiro, são as exportações, porque quando se exporta, são gerados empregos, gerando atividades econômicas e criando capacidade de importação.

Ocorre que todas as commodities das quais somos grandes exportadores tiveram quedas radicais. Só o minério de ferro perdeu, em 12 meses, 45% do seu valor no mercado internacional; é o caso também da soja, do suco de laranja e das diversas exportações primárias.

O Brasil continua a exportar os mesmos volumes, mas o rendimento das exportações foi cortado pela metade por conta da queda dos preços das commodities no mercado internacional (Sim?! Cadê aquela máxima da Economia sobre "oferta vs procura"?). Então, o motor econômico da exportação travou por razões internacionais, e não por razões internas.

O segundo motor que impulsiona a economia é a demanda das famílias. Esse é de longe o principal motor da economia brasileira. A demanda das famílias foi travada por sistemas de juros para a pessoa física, e esses juros vão impactar no endividamento das famílias. Então a situação é a seguinte: em março de 2005, 19,3% da renda familiar era destinada para o pagamento de dívidas; em março de 2015, portanto 10 anos depois, 46,5% da renda familiar era para pagar dívidas. As famílias se endividaram de maneira muito impressionante, e quando se endividam com juros muito elevados, se travam suas demandas.

Quando quase metade da renda das famílias é usada para pagar dívidas, elas não conseguem comprar coisas novas. Para compreender essa situação, fui estudar qual é o sistema de juros que gerou esse endividamento das famílias. Verifiquei que os crediários para artigos do lar, por exemplo, têm juros de 104% no Brasil, o que é um escândalo; na Europa a taxa é de algo em torno de 10%. Na realidade, as famílias estão pagando mais que o dobro quando compram a prazo.

Muitas famílias se endividaram além da capacidade do seu pagamento e com isso entraram no cheque especial, que tem taxa de juros média de 238%, segundo os dados do Banco Central. Apenas para compararmos, no Banco Santander da Espanha essa taxa é de 0% até seis meses para o valor de até 5 mil Euros. No Brasil, se estourarem o cheque especial e entrarem no rotativo do cartão de crédito, as pessoas passam a pagar em média 447% de juros, conforme o Banco Central. O Banco Santander cobra, no rotativo do cartão, 633,21%. (Cadê os "revoltadinhos on line" da vida? Aplicando na Bolsa de Valores.)

Acrescente a isso que quando se paga à vista para não entrar no crediário, mas se paga com cartão, o caixa pergunta se a pessoa vai pagar no crédito ou no débito. Se a pessoa paga no crédito, o banco vai cobrar 5% do valor de toda a compra, ou seja, se a pessoa fez uma compra na papelaria de R$ 100,00, a papelaria vai receber R$ 95,00. O custo para o gestor do cartão – o banco – é cerca de dez centavos por operação. Lembra que para o pagamento da CPMF, que era 0,38%, fez-se um escândalo?

Mas se a pessoa optar pela compra em débito, o banco cobra entre 2 e 2,5%, o que também é um valor gigantesco, porque é um valor cobrado sobre milhões de operações diárias. Se fizer a transferência do dinheiro através da internet, por exemplo, no caso de alguém comprar um livro de R$ 30,00, a empresa que o vende pagará R$ 38,00, porque R$ 8,00 é o custo da transferência do próprio banco, quando na verdade o custo dele é praticamente nulo, pois o cliente é quem faz toda a operação pelo seu computador.

O terceiro motor da economia é o investimento e a produção empresarial. E por que esse motor travou? Quando se tem a crise da demanda, as empresas que já tinham estoques grandes, não vão investir novamente e aumentar a produção. Portanto, trava-se também a atividade das empresas. Outro detalhe é que, se para passar por esse momento difícil a empresa acaba tendo de recorrer ao banco, ela vai acabar pagando 20 ou 30% de juros. Não há condições de tocar uma empresa pagando juros desse montante – esses juros, na Europa ou nos Estados Unidos, são da ordem de 2%.

Portanto, como não há demanda, as empresas tendem a parar de produzir. Como a taxa de juros é imensa para a pessoa jurídica, as empresas acabam “se enforcando”. Um terceiro aspecto que trava o investimento das empresas é o fato de elas verem a alternativa de aplicarem o seu dinheiro na taxa Selic, rendendo 14,25% com liquidez total e risco zero. Assim, temos esses três freios da atividade empresarial.

O quarto motor da economia é o investimento do governo, tanto em infraestrutura (que a Operação Lava Jato está frustrando), como em políticas sociais – saúde, educação, cultura, segurança. O que aconteceu nesse último caso? Normalmente, a taxa Selic, que é quanto o governo paga sobre a dívida pública em termos de juros, está em 14,25%. Quando se tem um estoque de dívida elevado como o que o Brasil tem, e se pagam juros de 14,25%, estão sendo transferidos dos nossos impostos, para os bancos e intermediários financeiros, cerca de 500 bilhões de reais. O PIB do Brasil é 5,5 trilhões, 10% são 550 bilhões, 1% é 55 bilhões. Então, cada vez que se fala em 55 bilhões, é 1% do PIB que poderia estar sendo utilizado para fomentar o desenvolvimento, mas está parado.


E desse sistema perverso da usura e da especulação de papéis que surge a legião de pessoas que posteriormente ingressarão em programas sociais como o Bolsa Família. 

Financeirização.

O Brasil não está estruturalmente ruim, a economia é sólida, é um país produtivo, teve avanços extremamente significativos, mas sofreu um ataque do sistema financeiro, que travou o sistema econômico, e não tem economia que consiga aguentar isso.

Além do mais, quando vemos o aumento do lucro dos bancos, nos perguntamos o que está acontecendo com todo esse dinheiro. Em parte, eles reaplicam na taxa Selic, que está muito rentável e, em parte, estão colocando o dinheiro em paraísos fiscais. Saíram recentemente os dados do Panama Papers, mas nós já tínhamos os dados de Luxemburgo, do Itaú, do Bradesco, do HSBC, das empresas brasileiras que estão em paraísos fiscais em Genebra.

O resultado prático de aplicação financeira é que os bancos não criam atividades produtivas (Prova de que não precisamos de bancos privados); eles reinvestem o dinheiro e sequer pagam impostos (E o rombo nacional é a Previdência?), porque fogem para paraísos fiscais. Então, quando se tem um dreno desse tipo, a economia trava. Mecanismos semelhantes a esses foram os que quebraram a Argentina, com os assim chamados fundos abutres. É o que chamamos de financeirização da economia. As últimas reuniões do G20 estão todas centradas nesse problema, incluindo os paraísos fiscais. Só as exportações fraudulentas estão custando ao Brasil 35 bilhões de dólares, 2,5% do PIB.

IHU On-Line – Em um de seus livros, o senhor afirma que “a economia se ‘financeirizou’ de forma generalizada”. Qual é o significado desse fenômeno para a vida econômica e social do Brasil?

Ladislau Dowbor – O resultado é que se travou o consumo das famílias e esse é o principal motor da economia. Então, quando não há demanda, a economia não funciona, porque os empresários não vão produzir se não têm para quem vender. Quando se junta a isso a taxa Selic, percebe-se que 500 bilhões de reais poderiam ser revertidos em estradas, ferrovias, saúde, educação etc., mas estão indo para bancos que, por sua vez, colocam esse dinheiro em paraísos fiscais. (Mas a culpa pelo caos econômico do Brasil é a Petrobras)

Os bancos não investem, porque investimento é diferente de aplicação financeira. Investimento significa construção de estradas, fábricas etc. Aplicação financeira é quando se compram papéis sem produzir um sapato a mais no país. Hoje o rentista (Nome bonito para sanguessuga) se tornou o principal chupador de riquezas do país, aquele que trava a economia e coloca a culpa nas costas do governo. Mas desde que o governo Dilma tentou reduzir esse dreno da economia, reduzindo as taxas de juros, começou a guerra, e de 2014 para cá ela não teve um dia para governar. É um boicote à economia que pode ter um desfecho trágico.

IHU On-Line – De que modo as políticas de ajuste fiscal do Brasil incidem sobre o mundo do trabalho?

Ladislau Dowbor – Quando se faz um ajuste fiscal, copiando o que já foi feito em muitos países, a chamada política de austeridade, se diz que o problema foi gerado porque o governo ajudou os pobres com os nossos impostos, e que isso foi irresponsável, gerou um déficit do governo e está travando a economia. Isso é uma bobagem radical, porque quando se aumenta a demanda da população, se gera crescimento econômico e dinamiza toda a economia. Tanto é que isso funcionou nas duas gestões do governo Lula e na primeira gestão do governo Dilma. Quando a presidente, depois de reeleita, aplicou as políticas exigidas pelos intermediários financeiros de elevar as taxas de juros e reduzir financiamentos de políticas sociais, travou o consumo das famílias e aprofundou o processo, porque isso levou os empresários a parar de produzir e manteve a taxa Selic.

Foi estarrecedor ouvir o Copom (Comitê de Política Monetária) (Comandado por um grupo de banqueiros privados nacionais e estrangeiros. Pode uma coisa assim?) dizer que manteria a taxa elevada porque a inflação poderia aumentar, mas não existe nenhuma relação entre o aumento da Selic, a inflação e a dívida do governo (Claro que existe! Que absurdo!). Trata-se de uma enganação. Quando se entra na recessão, se usa o Estado para expandir o crédito, a demanda, porque a crise reduz os estoques das empresas, que vão voltar a produzir; voltando a produzir, gerarão mais emprego, e esse processo reanima o motor econômico. Apolítica de austeridade não deu certo em lugar nenhum.

IHU On-Line – De acordo com dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – PNAD, pela primeira vez desde 1992, simultaneamente a renda do trabalho dos brasileiros diminuiu e a desigualdade aumentou. O que a combinação desses dados significa para o contexto econômico do país?

Ladislau Dowbor – Toda a fase dos modelos populares foi justamente de um aumento da capacidade de compra da população, aumento do emprego formal, aumento da renda que se traduziu em mais demanda, que gerou mais emprego formal e que permitiu um conjunto de políticas sociais. Todo esse processo, na realidade, aumentou a renda das famílias e dinamizou a economia. Mas quando se trava a economia, tem-se um impacto básico de tirar os recursos financeiros das atividades produtivas, transferindo-os para rendas financeiras, ou seja, o que havia de investimentos hoje se transformou em aplicações financeiras.

Assim, com todos os investimentos murchando e tendo em vista a queda do preço das commodities, tem-se um processo recessivo, que reduz o nível de renda das famílias e aumenta a desigualdade. Então, se estamos numa recessão e o Itaú aumentou o lucro em 30,2% e o Bradesco em 25,9%, é claro que as famílias ricas estão ganhando muito mais dinheiro. Mas o travamento das atividades produtivas, ao mesmo tempo que aumenta o lucro financeiro, beneficia os ricos e não os trabalhadores. Aí temos uma diferenciação radical. O mecanismo é explicitado no livro do Piketty: uma família que tem uma renda, gasta o dinheiro que tem para pagar os serviços que utiliza ao longo do mês, mas o rendimento financeiro do rico ultrapassa o valor que precisa pagar com os serviços e permite que ele faça aplicações financeiras.

Um homem bilionário, que aplica seu dinheiro a 5% ao ano, que é uma aplicação conservadora, está ganhando 137 mil reais a mais por dia. Então, o sistema financeiro faz com que a pessoa ganhe muito dinheiro sem ter de estar gastando e produzindo algo. Esse tipo de rendimento não gera novas riquezas. Para o Brasil isso é catastrófico, porque aumenta a desigualdade. Todo esse procedimento da direita de travar os processos redistributivos é uma burrice, no longo prazo, porque aumentar a capacidade de consumo das famílias é a melhor coisa para as atividades produtivas empresariais (Caso certos empresários queiram trabalhar, porque os juros sobre papel timbrado lhes rendem mais sem terem de trabalhar. Acaso a FIESP não era uma das que encabeçaram o impeachment?). Agora, quem está mandando nas atividades produtivas é o sistema financeiro.

Fonte: http://port.pravda.ru/cplp/brasil/06-05-2016/40909-brasil_ataque-0/

Outra imperdível palestra da sra. Maria Lucia Fattorelli:



Ao contrário do texto, nenhum governo recente ou passado é inocente sobre estes fatos, nem o Congresso Nacional nem o Senado Federal do país. 

         

         

Abraços

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Carta aberta aos bancos

Senhores Diretores,

Gostaria de saber se os senhores aceitariam pagar uma taxa, uma pequena taxa mensal, pela existência da padaria na esquina de sua rua, ou pela existência do posto de gasolina ou da farmácia ou da feira, ou de qualquer outro desses serviços indispensáveis ao nosso dia-a-dia.



Funcionaria assim: todo mês os senhores, e todos os usuários, pagariam uma pequena taxa para a manutenção dos serviços (padaria, feira, mecânico, costureira, farmácia etc). Uma taxa que não garantiria nenhum direito extraordinário ao pagante. Existiria apenas para enriquecer os proprietários sob a alegação de que serviria para manter um serviço de alta qualidade.

Pois, ontem saí de seu Banco com a certeza que os senhores concordariam com tais taxas. Por uma questão de equidade e de honestidade.

Minha certeza deriva de um raciocínio simples. Vamos imaginar a seguinte cena: eu vou à padaria para comprar um pãozinho. O padeiro me atende muito gentilmente. Vende o pãozinho. Cobra o embrulhar do pão, assim como, todo e qualquer serviço. Além disso, me impõe taxas. Uma "taxa de acesso ao pãozinho", outra "taxa por guardar pão quentinho" e ainda uma "taxa de abertura da padaria". Tudo com muita cordialidade e muito profissionalismo, claro.

Fazendo uma comparação que talvez os padeiros não concordem, foi o que ocorreu comigo em seu Banco. Financiei um carro. Ou seja, comprei um produto de seu negócio. Os senhores me cobraram preços de mercado. Assim como o padeiro me cobra o preço de mercado pelo pãozinho.

Entretanto, diferentemente do padeiro, os senhores não se satisfazem me cobrando apenas pelo produto que adquiri.

Para ter acesso ao produto de seu negócio, os senhores me cobraram uma "taxa de abertura de crédito" - equivalente àquela hipotética "taxa de acesso ao pãozinho", que os senhores certamente achariam um absurdo e se negariam a pagar.

Não satisfeitos, para ter acesso ao pãozinho, digo, ao financiamento, fui obrigado a abrir uma conta corrente em seu Banco. Para que isso fosse possível, os senhores me cobraram uma "taxa de abertura de conta". Como só é possível fazer negócios com os senhores depois de abrir uma conta, essa "taxa de abertura de conta" se assemelharia a uma "taxa de abertura da padaria", pois, só é possível fazer negócios com o padeiro depois de abrir a padaria.

Antigamente, os empréstimos bancários eram popularmente conhecidos como "Papagaios". Para liberar o "papagaio", alguns gerentes inescrupulosos cobravam um "por fora", que era devidamente embolsado. Fiquei com a impressão que o Banco resolveu se antecipar aos gerentes inescrupulosos, e agora, ao invés de um "por fora" temos muitos "por dentro".

Tirei um extrato de minha conta - um único extrato no mês - os senhores me cobraram uma taxa de R$ 5,00.

Olhando o extrato, descobri uma outra taxa de R$ 7,90 "para a manutenção da conta" - semelhante àquela "taxa pela existência da padaria na esquina da rua".

A surpresa não acabou: descobri outra taxa de R$ 22,00 a cada trimestre - uma taxa para manter um limite especial que não me dá nenhum direito. Se eu utilizar o limite especial vou pagar os juros (preços) mais altos do mundo. Semelhante àquela "taxa por guardar o pão quentinho".

Mas, os senhores são insaciáveis. A gentil funcionária que me atendeu, me entregou um caderninho onde sou informado que me cobrarão taxas por toda e qualquer movimentação que eu fizer.

Cordialmente, retribuindo tanta gentileza, gostaria de alertá-los que os senhores esqueceram de me cobrar o ar que respirei enquanto estive nas instalações de seu Banco.

Depois que eu pagar as taxas correspondentes, talvez os senhores me respondam informando, muito cordial e profissionalmente, que um serviço bancário é muito diferente de uma padaria. Que sua responsabilidade é muito grande, que existem inúmeras exigências governamentais, que os riscos do negócio são muito elevados etc e tal.

E, ademais, tudo o que estão cobrando está devidamente coberto por lei, regulamentado e autorizado pelo Banco Central. Sei disso.

Como sei, também, que existem seguros e garantias legais que protegem seu negócio de todo e qualquer risco. Presumo que os riscos de uma padaria, que não conta com o poder de influência dos senhores, talvez sejam muito mais elevados. Sei que são legais.

Mas, também sei que são imorais. Por mais que estejam garantidas em lei, tais taxas são uma imoralidade.

Por favor, me esclareçam uma dúvida sobre algo que até agora ainda não entendi: comprei um financiamento ou vendi a alma?

Ass: Um Brasileiro ...

Fonte: http://www.samamultimidia.com.br/artigo-detalhes.php?id=409

Jornalista falar a verdade, é caso raríssimo, em extinção; e quando acontece, sutilmente é demitido.


Reportagem de 2008, o Código de Defesa do Consumidor Bancário, que viria a substituir o Código de Defesa do Consumidor para os bancos, escamoteava, na verdade, a verdadeira intenção dos bancos: escapar à fiscalização dos Procons.


Interessante observar que a Operação Lava Jato apenas investiga empresas estatais e empreiteiras nacionais - geradoras de emprego; e bancos - que sempre estão a diminuir os seus quadros de funcionários, que também fazem doações vultosas e repetidas para campanhas de políticos e partidos, são simplesmente ignorados. Então, empresas que geram emprego quando doam para políticos é corrupção, e bancos quando fazem o mesmo, é caridade?

Outra imperdível e pedagógica palestra da sra. Maria Lucia Fattorelli:


Abraços

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Maçons apoiando a Lava Jato

O juiz federal Sérgio Fernando Moro recebeu, segunda-feira passada (6 junho/2016) a Comenda no Grau de Grã-Cruz, instituída pela Confederação Maçônica do Brasil - COMAB.

        

Trata-se da mais alta condecoração concedida pela Maçonaria a pessoas físicas e jurídicas que, de alguma forma, tenham desenvolvido projetos ou ações que contribuíram para conscientização e/ou erradicação da corrupção e para a conscientização da ética e da moralidade.

Moro recebeu, em seu gabinete, a comitiva da COMAB, representada pelos Irmãos João Krainski Neto (Presidente da COMAB), Cristian Flores, Jürgen Pfitzner e Roberto Fonseca (Grandes Secretários do Grande Oriente do Paraná), Ivo Moreira de Araújo, Rogério da Cruz Carvalho e Claudio  Wiegratz Tavares (representando o movimento “Cidadão Alerta”).

        

A Comitiva ainda fez chegar às mãos do juiz Sérgio Moro uma grande quantidade de moções de apoio, oriundas das Lojas jurisdicionadas ao Grande Oriente de Minas Gerais e uma Comenda outorgada pelo Grande Oriente Independente do Rio de Janeiro.

Veja também "Pré-Sal vs Lava Jato":
https://desatracado.blogspot.com.br/2016/06/pre-sal-vs-lava-jato.html

"Maçonaria faz manifestação contra Dilma":
https://desatracado.blogspot.com.br/2014/04/maconaria-faz-manifestacao-contra-dilma.html

"‘GRANDE MÍDIA É A CAIXA DE RESSONÂNCIA DO GOLPE, MAS JUDICIÁRIO É O ATOR PRINCIPAL’, DIZ SOCIÓLOGO DA UNICAMP":
http://www.marchaverde.com.br/2016/06/grande-midia-e-caixa-de-ressonancia-do.html

"A repetitiva Maçonaria":
https://desatracado.blogspot.com.br/2015/08/a-repetitiva-maconaria.html

"Maçonaria com telhado de vidro":
https://desatracado.blogspot.com.br/2014/10/maconaria-com-telhado-de-vidro.html

Não vem ao caso.

Abraços

terça-feira, 28 de junho de 2016

Diálogo judaico-cristão?!



Ovadia Yosef (23/98/1920, Bagdá, Iraque - 07/10/2013, Jerusalém, Israel) era considerado uma das mais altas autoridades judaicas em Israel, assim como no seio do judaísmo internacional, além de profundo estudioso do Talmud. Seu partido – Shas – está representado atualmente no parlamento. Afirmou no seu sermão semanal no "sabbat":

“Com os gentios, será como com qualquer outra pessoa: eles precisam morrer, mas Deus lhes dará longevidade. Por quê? Imagine que o burro de alguém morra, seu proprietário iria perder dinheiro. Este é seu servo. É por isso que ele vive bastante, para trabalhar para seu judeu” ... “Os Gentios (não judeus) nasceram unicamente para nos servir. Sem isso, eles não têm qualquer lugar no mundo; apenas para servir o povo de Israel”, afirmou ... “Por que os gentios são necessários? Eles vão trabalhar, irão arar, colher. Nós sentaremos como um efêndi e comeremos”, disse ele rindo ... Yosef, líder espiritual do partido Shas e ex-chefe dos rabinos sefarditas de Israel, também disse que a vida de não-judeus é preservada para evitar maiores perdas financeiras aos judeus ...
   
Fonte: http://www.haaretz.com/jewish/adl-slams-shas-spiritual-leader-for-saying-non-jews-were-born-to-serve-jews-1.320235

"Retaliação de Deus", enfatizou o rabino Yosef, deve-se não apenas aos negros, mas também a Jesus, o "um detestável", e a todos os cristãos. Tais são "idólatras" e enquanto Israel ainda não é poderoso o suficiente para fazer guerra a todos os cristãos, é apenas uma questão de tempo. Devemos, fisou, destruir totalmente suas igrejas "que são definitivamente locais de idolatria e práticas de culto."

"Estamos ordenados pelo nosso direito de destruir toda a idolatria e os seus agentes", disse o rabino. Devemos, portanto, erradicar os cristãos e suas igrejas "de todas as áreas que formos capazes de conquistar."

Na sua morte, o Papa em Roma e muitos outros líderes religiosos mundiais enviaram condolências, elogiando Yosef por sua contribuição ao "entendimento inter-religioso" e "harmonia religiosa" ... Shimon Perez afirmou que quando estava ao lado do rabino durante suas últimas horas, "quando eu beijei a sua cabeça, era como se eu tivesse beijado a própria grandeza de Israel." 

Fonte: http://www.texemarrs.com/122013/hello_donkeys.htm

Cultura comum judaico-cristã?! Sei. Imagine se tais ideias estivessem escritas em "Mein Kampf".

Algumas imagens do seu concorrido funeral em Israel dão a dimensão de seu prestígio:



Israelis mourn the passing of Rabbi Yosef



10º Mandamento: “Não deseje a casa do seu próximo. Não deseje a esposa do seu próximo, nem seu escravo, nem sua escrava, nem seu touro, nem seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao seu próximo.” (Êxodo 20: 17)

Ou seja, não é pecado ter escravos; pecado é cobiçar escravos dos outros. Aleluia, irmãos! É a "cultura comum judaico-cristã."

Abraços

Deus salve a Europa



O historiador israelense e professor Martin Van Creveld, afirmou que "Israel será forçado a destruir o continente europeu, no caso de estar ameaçado de colapso total ..."



Tradução: "Nós (os judeus) possuímos várias centenas de ogivas atômicas e mísseis e podemos lançá-los em alvos em todas as direções, talvez até mesmo em Roma. A maioria das capitais europeias são alvos de nossa Força Aérea."

Os dizeres acima não estão escritos no livro de Adolf Hitler, "Mein Kamp", nem foram ditas pelo persa muçulmano Mahmoud Ahmadinejad. Imagine se fossem.

As declarações acima não são caso isolado nem devaneios isolados, trata-se de programa governamental. Existem estudos e planos militares de Israel para tais ações de destruição em massa, pesquisem sobre a Opção Sansão, "Samson Option" em inglês.

Abraços

O que é Liberalismo?

      

Tradução: "O grito do liberalismo por liberdade é uma hipocrisia só; tudo o que ele significa é a liberdade dos capitalistas e comerciantes de espremer o máximo que podem pela força e fraude sobre o ganho dos assalariados."
- George Lacy, 1888.

Abraços

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Miscigenação arquitetônica

 

"Cada nação tem suas próprias tradições arquitetônicas. O Modernismo é um estilo internacional; ele é construído em todos os lugares, mas diz respeito a lugar nenhum."
- Architecture MMXII

"Every nation has its own architectural traditions. Modernism is an international style; It’s built everywhere but belongs nowhere."
- Architecture MMXII

Hoje se fazem edifícios feios, sem identidade alguma, sombrios ou mortos até, mais parecendo caixões de concreto e vidro.

"Empire Of Angels", música do norueguês Thomas Bergersen; com texto e imagens do impressionante projeto internacional "The Atlas of Beauty" da fotógrafa romena Mihaela Noroc:


Abraços

sábado, 25 de junho de 2016

Pré-Sal vs Lava Jato

Lava Jato: por trás de Moro e da grande mídia se escondem alguns dos ’donos do mundo’

          

O juiz Sérgio Moro, que conduz as investigações da Lava Jato é um herói para a revista Veja, divulga, a seu bel-prazer, pedaços das delações premiadas e outros aspectos da investigação. A grande mídia do país recebe os pedaços das informações, os guarda e usa como quer. A transparência e a verdade para conhecimento de todos os brasileiros, neste que é o maior caso de corrupção conhecido na história do país, são a última das preocupações, tanto de Moro, como do STF, como da mídia burguesa. Publicamos a seguir alguns dos primeiros resultados a partir da leitura dos textos das delações e não somente o que a mídia burguesa ou petista nos permitem saber.

Muitos aspectos da Lava Jato geram suspeitas, a começar pelo juiz Sérgio Moro. Como alguns blogs divulgaram, e este mesmo Esquerda Diário noticiou (veja mais aqui), ele já foi advogado para o PSDB e é vinculado à imperialista Shell. Sua esposa é nada mais nada menos que advogada desta multinacional. Não lhe faltam interesses para enfraquecer a Petrobras e o PT.

Veja, Istoé, Estadão, Folha de São Paulo, Globo e consortes sentam-se em cima das informações e publicam quando lhes convém. Frequentemente articulam uma capa e “matéria exclusiva” de uma delação que já tem mais de um ano e que consta em arquivos online deles mesmos há meses. E, via de regra, filtram os depoimentos somente para atingir o PT. Não temos a menor intenção de defender o PT neste artigo. Não faltam evidências de corrupção como não faltam iniciativas privatizadoras, ataques aos direitos dos trabalhadores. Petistas que fabriquem histórias para dormirem com menos peso na consciência.

Em defesa do PT, seus blogs amigos publicam somente trechos da Lava Jato que atingem Cunha ou Aécio. Num estapafúrdio argumento do seguinte tipo: "olha eles também fazem"... o que não deixa de ser verdade, combina com a percepção geral de que nenhum dos partidos do regime se salva. A Lava Jato escancara os podres poderes da democracia burguesa brasileira, ou como diz o delator e doleiro Youssef em seu depoimento número 2, não há cargo político no país, sobretudo nas estatais, que não envolva estas trocas de favores e dinheiro em todo e qualquer governo, não importa se tucano ou petista. A própria composição dentro dos partidos passa por propinas, como é relatado no caso do arqui-corrupto PP de Maluf e Bolsonaro, onde, segundo Youssef, não há eleição de líder sem envolver uns 4 milhões de reais para distribuir ao menos a cerca de 20 deputados.

Na própria mídia burguesa não faltam, para quem procurar, depoimentos e provas contra Aécio, Cunha e outros paladinos do impeachment. A Folha de São Paulo, por exemplo, nunca destacou mas tem em seu site um vídeo onde um dos delatores afirma como Aécio era o político “mais chato para cobrar propinas”. E Youssef tão utilizado pela grande mídia por atingir em alguns depoimentos a Zé Dirceu, Lula, Dilma, tem um depoimento ignorado onde mostra propinas a Aécio em Furnas.

Para fugir do que a mídia oferece, o que Moro disponibiliza e os pedacinhos de denúncias “generalizantes” do petismo o Esquerda Diário procurou ler todas delações que pode encontrar na Internet e conduzir sua própria “investigação”. Publicamos a seguir alguns dos primeiros resultados de nossa investigação que seguirá e se expressará em outros artigos. Evidentemente a verdade só poderia ser conhecida plenamente a partir de uma comissão independente conduzida por sindicatos, intelectuais, e não das mãos de uma “justiça” comprometida com interesses do imperialismo e da oposição tucana ou do petismo.

Com os resultados desta primeira investigação buscaremos mostrar que não só o que é divulgado atende a interesses como a própria investigação freia onde deveria avançar: escancarar os interesses de alguns dos “donos do mundo” nesta operação.

O que se investiga o que não se investiga na Lava Jato

Toda a investigação se concentra na Petrobras apesar de vultuosas denúncias envolvendo diversas estatais e governos que não do PT, mas inclusive do PSDB. Há um interesse em minar esta empresa ou no mínimo abrir a promissora província do pré-sal ao capital imperialista. As credenciais de Moro apontam neste sentido. O wikileaks já apontava a ligação de Serra e outros tucanos em formular projetos de lei que abririam o pré-sal. A revista especializada em política externa norte-americana a Foreign Affairs criticou extensamente a lei da partilha brasileira que aumenta a renda do Estado nacional sobre o pré-sal e coloca a Petrobras como operadora exclusiva veja mais aqui.

Esta tese é reforçada pelos elementos políticos dos últimos meses quando toda a ênfase nestas leis de entrega dos recursos nacionais sumiu do noticiário. O imperialismo e aqueles que são os mais propensos a servir seus interesses imediatos, os tucanos, parecem satisfeitos com o que a própria Petrobras está fazendo a mando de Dilma. Abrindo mão do pré-sal, preparando-se para uma privatização parcial como ficou claro no anúncio do dia de hoje.

Porém esta ênfase na maior empresa do Brasil e nos recursos que a ela estão confiados não explica toda a operação, por que ela também atinge opositores, porque ela atinge alguns dos maiores bilionários do pais? Como e por que o prestigiado banqueiro bilionário André Esteves foi atingido? Fora algum ingênuo que confie no senso de justiça de um juiz de primeira instância (Moro) ligado à Shell, para desafiar a Odebrecht e o banco BTG Pactual o que não é nosso caso, há de se desconfiar de poderosos interesses por trás da Lava Jato.

Interesses estes que se revelam no que é investigado inclusive dentro da Petrobras e na operação e pode ser observado em algumas delações.

A operação Lava Jato está concentrada em três diretorias da Petrobras, porém são quatro diretorias que movimentam muitos recursos. A mais estratégica ficou blindada.

A Lava Jato revelou extensos esquemas de corrupção na área internacional comandada por Cerveró, indicado pelo PMDB e por Delcídio do Amaral ele mesmo um petista ex-tucano vinculado a esquemas privatistas na Petrobras. Também foram extensas as denúncias envolvendo a diretoria de Engenharia e Serviços que encomendava as obras, esta área era comandada por Renato Duque, ligado ao PT. Como desprendimento destas denúncias todas as maiores empreiteiras nacionais foram atingidas, algumas empreiteiras internacionais que operam no país, citadas e com denúncias comprovadas no esquema como a sueca Skanska (oitava maior do mundo) e a francesa Technip (sexta maior) saíram, até o momento, ilesas. Já a antes intocável Odebrecht (13ª maior do mundo), tem seu presidente detrás das grades.

A terceira área de investigação, a diretoria de Abastecimento, comandada por Paulo Roberto Costa, ligado ao PP, é a diretoria das refinarias e da logística que movimentou importantes esquemas de corrupção nas obras das refinarias, atingindo novamente as empreiteiras, e nos contratos de aluguel e construção de navios.

A mais rentável área da Petrobrás, a de Exploração e Produção, a que opera plataformas, “curiosamente” não tem uma só investigação anunciada, uma só denúncia em nenhuma delação. Como que seria possível que a mais rica das áreas de uma empresa carcomida por interesses políticos e imperialistas em sua cúpula tenha conseguido blindar justamente onde há mais dinheiro?

Não parece que seja o caso mas que justamente esta área tenha sido “blindada” porque os esquemas envolvendo a Petrobras e as empresas terceirizadas nas plataformas são os interesses que a Lava Jato blinda. As terceirizadas das plataformas, as gigantes Halliburton, Schlumberg, Transocean, entre outras são algumas das maiores ganhadoras na operação. Vejamos como.

O gerente dos cem milhões de dólares e os indícios que Moro não quis investigar

Pedro Barusco chocou um país acostumado com a corrupção dos políticos. Tinha cem milhões de dólares para devolver. E ele era somente um gerente geral de serviços. Em um de seus primeiros depoimentos de delação premiada afirma que no esquema de construção de navios-sonda a Petrobras havia ajudado a criar um cartel junto com as empreiteiras, fundos de pensão, o banco BTG Pactual (do André Esteves), Bradesco e Santander que furava um cartel internacional de navios-sonda.

Um cartel que gerava recursos para corrupção e caixa-dois para furar outro só que internacional. Os investigadores não se deram o trabalho de perguntar qual cartel. O Esquerda Diário investigou e descobriu que o mercado de navios-sonda é altamente monopolizado no mundo, todas empresas de petróleo devem recorrer a poucas empresas que detém esta tecnologia e navios para realizar a perfuração (“abertura”, simplificando) dos poços. Elas são em ordem de faturamento: Schlumberg sediada no paraíso fiscal caribenho de Curaçao, a Halliburton do Texas, Baker Hughes do Texas, Fluor do Texas (que por sua vez é também a 12ª maior empreiteira do mundo), a Weatherford da Irlanda, a Saipem da Itália, e a Transocean da Suíça.

Um pouco sobre as sondas e uma “genealogia” dos “donos do mundo” na Lava Jato

Antes do estouro da Lava Jato o esquema de corrupção que ganhava o noticiário era da holandesa SBM de FPSOs. OS FPSOs são um tipo de navio que podem incluir sondas (para perfurar) e ao mesmo tempo podem diretamente ficar lá produzindo e armazenando produto. Uma tecnologia que “corre em paralelo” a de navios-sonda primeiro e depois instalação de plataformas permanentes ou FPSOs sem sondas. Os envolvidos da Petrobras no esquema da SBM eram Renato Duque e Barusco, isto consta na quinta delação de Barusco.

Em outra delação de Barusco, a número 8 ele declara que abriu sua conta na Suíça e o esquema iniciou-se em 1997 justamente para receber dinheiro da SBM. Interessados em atingir FHC os sites petistas divulgam como o esquema tinha começado com os tucanos. Contentes com poder mostrar "foi a FHC que criou o PT só continuou", os petistas omitem os poderosos interesses imperialistas que tanto eles como os tucanos beneficiaram e em troca receberam propinas.

Estourado o esquema da SBM a Petrobras começou a recorrer à contratação de navios-sonda (primeiro o Petrobras 10.000 da Transocean no esquema que envolveu Fernando Baiano e envolveu propina para Cunha como pode ser ver no seguinte vídeo, porém nunca foi investigada...) e posteriormente construção de seus próprios navios-sonda constituindo a empresa Sete Brasil.

A Sete Brasil seria uma empresa administrada pelo BTG Pactual contando com ações de vários dos fundos de pensão das estatais (Funcef, Previ, Petros) e um pouco de capital do Bradesco e Santander. A Sete Brasil tinha a maior encomenda do mundo de navios-sonda, 29. Todos seriam inicialmente alugados para a Petrobras. A empresa então contrataria os estaleiros, onde há extensa participação das empreiteiras brasileiras para construir estes navios-sonda que a Sete Brasil alugaria à Petrobras. Este esquema permitiu fluir rios de dinheiro de corrupção e criava um cartel para furar outro como disse Barusco em sua delação.

Não só de pré-sal parece ser o interesse imperialista mas também de sustar o desenvolvimento de uma empresa que desafiasse o mercado monopolista de SBM, Schlumberg, Haliburton,Transocean, etc. Esta sim seria uma verdadeira “global player” brasileira que permitiria a André Esteves oferecer sondas a outros países furando o domínio monopolista. Talvez por isto um banqueiro bilionário foi parar atrás das grades.

Voltando à SBM, os donos da SBM se confundem com os donos das sondas prejudicados pela criação da Sete Brasil.

Os maiores acionistas da SBM são: Hal Trust da Holanda ligado à Philips e o maior fundo de investimentos do mundo, o norte-americano Blackrock. A Blackrock sozinha tem ativos de 4,3 trilhões de dólares, mais ou menos o equivalente ao PIB do Japão, ou dois Brasis. A Blackrock, gigantesca como é por sua vez é a maior acionista das seguintes empresas segundo a inglesa Economist: Shell e Exxon (altamente interessadas no petróleo brasileiro), do banco JP Morgan, da gigante General Electric, da Apple e da Google, só isto.

Este “pequeno” interesse tem motivos na Lava Jato. Quem tem dinheiro investido no fundo gigante?

O fundo soberano da Noruega (um dos maiores produtores de petróleo não associados à OPEP) detém 7% dos ativos e diversos fundos soberanos de países do Golfo (também produtores de petróleo). Estes países também tem interesse que a Petrobras não se desenvolva.

Investigando um pouco mais a partir de informações das bolsas de valores os maiores acionistas da Blackrock (não quem coloca dinheiro no fundo, mas quem é dono das ações) são o banco americano PNC e os seguintes fundos de investimento: Wellington,Vanguard Group, FMR e State Street.

Estes fundos por sua vez são todos associados em ser donos das gigantes de produção, afretamento e aluguel dos navios-sonda. A maior empresa, a Schlumberg, que tem vários contratos terceirizados com a Petrobras na área de Exploração e Produção (que a Lava Jato não toca) é controlado pelos seguintes fundos segundo o site da bolsa americana NASDAQ: Vanguard Group, Dodge & Cox, State Street Corp e Blackrock.

Sua maior “concorrente” a Halliburton que também tem contratos com a Petrobrás na mesma área de plataformas, e administra para a Agência Nacional de Petróleo do Brasil os registros geológicos de nosso país, é controlada segundo o mesmo site pela mesma Vanguard Group seguido da State Street e outros fundos.

A terceira “concorrente”, segundo a mesma fonte, também tem como seu maior acionista o mesmo Vanguard Group e tem a State Street como quarto acionista, a Baker & Hughes outra “concorrente” é uma associação onde o maior acionista é a Dodge & Cox seguido da Vanguard e State Street como quarto acionista ...a Fluor também “concorrente” tem a Vanguard como segundo acionista ...

Pelo controle da tecnologia, do pré-sal, por contratos bilionários com o Estado brasileiro se move o imperialismo

Já havíamos afirmado em artigos anteriores neste Esquerda Diário que os interesses imperialistas poderiam confluir imediatamente com o interesse “destituinte” do PSDB e outros setores opositores como Cunha. Porém o andar da carruagem das investigações atinge até mesmo aqueles que eram agentes desta "destituição" no primeiro momento, como Cunha e o próprio Aécio. Isto aponta interesses maiores que meramente tirar o PT, ou meramente abrir o pré-sal.

Onde a Lava Jato foca e onde ela omite que se revela os interesses de alguns dos "donos do mundo" interessados na operação. Daniel Matos, em artigo para a revista Estratégia Internacional, que brevemente será publicada em português, argumenta:

“Os escândalos de corrupção não necessariamente obedecem aos planos da oposição, já que respondem a setores do capital imperialista interessados em deslocar competidores internacionais e nativos para comprar ativos desvalorizados ou estabelecer novos contratos com o Estado. Nestas operações, ainda que o capital imperialista busque aliados internos oposicionistas, o envolvimento da própria oposição nos esquemas de corrupção faz com que todos os partidos dominantes estejam golpeados."

O artigo continua afirmando: "a prisão de presidentes e executivos das maiores construtoras e fundos de investimento do Brasil – e maiores financiadores de campanhas do PT e do PSDB – no escândalo da Petrobras tem por trás o modus operandi do capital imperialista para atingir seus interesses. Escândalos como este – mas também outros como as privatizações dos anos 90 ou o esquema atual de sobrefaturamento no sistema metro-ferroviário do estado de São Paulo sob o governo do PSDB – são parte estrutural do mecanismo de domínio e competição entre os distintos setores do capital financeiro, recorrendo inclusive a complexos sistemas de contra-espionagem corporativas para debilitar (remover) certas redes de empresários “amigos” a favor de outras."

Analisando algo que Youssef diz textualmente em delação que citamos neste artigo, Daniel Matos argumenta: "mudam os governos, mudam os partidos, mudam as empresas, fica o assalto permanente aos cofres públicos e aos recursos naturais do país. Esta é uma fonte de instabilidade política que pode fazer mais grave a crise de representatividade atual que cruza o país, já que utiliza o poder judiciário como árbitro, desgastando o conjunto das instituições.”

Esta primeira investigação inédita que conduzimos neste artigo joga luz sobre alguns dos poderosos interesses envolvidos na Lava Jato e ao contrário de teses simplistas focadas unicamente na destituição do PT ou meramente no pré-sal, parecem indicar interesses mais complexos ainda do que os que já havíamos indicado e constam no artigo citado. A Lava Jato além de atacar o PT, além de debilitar a Petrobras, além de facilitar o acesso ao pré-sal, além de tender a abrir o bilionário mercado de contratos de construção civil pesada no país também parece estar voltada a impedir que um banqueiro brasileiro associado a empreiteiras brasileiras desafiasse interesses monopolistas em um mercado altamente cartelizado dos navios-sonda. Um desafio tecnológico que o imperialismo pareceu não aceitar.

A profunda corrupção da Petrobras sob controle do PT e os poderosos interesses privatistas seja os desenvolvidos pelas mãos do próprio governo, dos tucanos, ou os interesses ocultos que parecem mover a Lava Jato, mostram como as vastas riquezas controlada por esta grande empresa brasileira não pode ser presa nem do "mercado" nem dos cargos comissionados e interesses políticos de um regime político corrupto e verdadeiramente democrático só com os poderosos.

É necessário que os trabalhadores controlem as empresas estatais eliminando todos cargos comissionados,divulgando e publicizando a todos cada contrato, cada operação. Sob o escrutínio de toda a população e controle dos operários estas empresas poderão verdadeiramente e não só na demagogia atender os interesses da população brasileira, como saúde, transporte, moradia, educação. A luta por uma Petrobras segura para trabalhar, livre da corrupção e da privatização é parte de uma luta anti-imperialista que também passa por livrar-nos de um regime político cheio de privilegiados, altos salários para deputados, juízes, funcionários políticos, foros especiais e toda uma série de privilégios funcionais à perpetuação da exploração capitalista pelos "donos do Brasil e do mundo" enquanto o povo padece de epidemias como a de Zika e as consequências da crise.

Fonte: http://www.esquerdadiario.com.br/Lava-Jato-por-tras-de-Moro-e-da-grande-midia-se-escondem-alguns-dos-donos-do-mundo

Maçons apoiando a Lava Jato:
http://desatracado.blogspot.com/2016/06/macons-apoiando-lava-jato.html

O que é o Pré-sal e sua importância para o Brasil:


Espionagem da NSA: "Pré-Sal do Brasil vale R$ 20 trilhões":



Fernando Siqueira, vice-presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobras (AEPET), comenta os prejuízos da entrega do Pré-Sal:



Palestra imperdível e muito lúcida do sr. Fernando Siqueira na sede do Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista, em Santos, em 21 de agosto de 2015:


"Quanto vale a soberania nacional em energia?", pergunta o ex-diretor da Petrobras, sr. Guilherme Estrella:


Pré-Sal: tecnologias pioneiras:


A descoberta do Pré-Sal feriu interesses internacionais:


"Petrobras - Interesses Ocultos da Lava Jato", partes 1 e 2:



"Petrobras - Privatização ou soberania?", partes 1 e 2:



"Vai bater panela, coxinha?":


Perceberam que a Imprensa e os vários blogueiros e vlogueiros que tanto exigiam a renúncia da presidente Dilma nada, absolutamente nada falam sobre isso? Por quê?!

Abraços