domingo, 30 de março de 2014

Povo = gado


Do mesmo modo funciona a massa: obedece cegamente às regras do sistema.

Na música “Admirável Gado Novo” do cantor Zé Ramalho, observa-se uma profunda crítica ao sistema que faz o mundo funcionar: o capitalismo, com ênfase na desigualdade social. Na primeira estrofe, os versos mostram uma população que faz mais do que o necessário para receber em troca disso, algo insuficiente como, por exemplo, o precário sistema de saúde pública do nosso país que nem sempre atende às nossas necessidades.



A palavra “massa” indica a grande parte da população que sofre a pior consequência do capitalismo que tem como maior resultado a desigualdade social: os ricos ficando mais ricos e os pobres ficando mais pobres. Também se pode observar, no final da estrofe, que o capitalismo já está velho e obsoleto, o que sugere uma mudança radical no sistema para melhorar a vida dessas pessoas. Na segunda estrofe da música, observa-se a opressão, a ditadura, a censura. O sistema monitora tudo que será apresentado para a população para que a ela, ou “massa”, não tenha conhecimento dos podres, não crie um pensamento crítico, e, assim, não se manifeste contra o sistema.



A terceira estrofe mostra a reação do povo. A tentativa de fugir da ignorância, os sonhos tão impossíveis de serem alcançados e a esperança de um futuro melhor. Porém, há as barreiras impostas por quem tem mais condições financeiras. O trecho ”Contemplam essa vida, numa cela”, sugere o fato da grande parte da massa assistir a vida passar e não fazer nada para tentar melhorar essa situação, apenas esperando um evento grandioso como A Arca de Noé para poder ter uma chance de começar uma nova vida.

Por fim, tem-se o refrão, que nos faz refletir sobre a parte da população que vive na escravidão mental, que sabe apenas receber ordens, que não consegue dar um destino a própria vida e, por isso, é um povo marcado, porque um gado marcado é aquele que tem dono e que obrigatoriamente obedece ao dono, sem ter opção porque vive em cercados. Do mesmo modo funciona a massa: obedece cegamente às regras do sistema..
Abraço!

Fonte :  http://julearauju.blogspot.com.br/2014/03/do-mesmo-modo-funciona-massa-obedece.html

A música é de 1979 e mais atual é impossível.

Raciocinemos. Entra governo, sai governo e certas situações não mudam. Por que? Simples. Estamos errando no combate. Não estamos atacando os princípios que regem a vida de nossa nação e dos outros povos. São princípios anticristãos, como os princípios da Economia judaico-maçônicas relativistas. Se não é, o que é então ?

Mas deixa, as coisas vão melhorar porque tem novela nova, Copa e BBB para o ...

Abraços

9 comentários:

  1. Com uma forte crítica social, tendo em vista que o Brasil passava por um dos períodos mais negros da sua história que era a Ditadura Militar, década de 70 e com fortes críticas sobre a alienação do povo(massa), a luta de classes, a exploração do homem pelo homem e a religião essa música continuará refletindo a imagem de nossa sociedade enquanto permitirmos dominar pela minoria dominante. Reenvio o abraço!

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    1. Períodos mais negros a ditadura ?! Nunca o país cresceu e se desenvolveu tanto como neste período. Apanhou quem era ligado com o terrorismo comunista. Era um período que se podia passear pelas ruas e usar relógios sem ser assaltado como hoje nesta coisa chamada democracia.

      Ditadura ou democracia, tanto faz. O povo continua alienado.

      Foi o melhor governo que o Brasil já teve. Não perfeito, falei melhor.

      O governo militar criou o Banco Nacional da Habitação (BNH) com o objetivo de financiar casas populares para a população, milhares de famílias foram beneficiadas com financiamento com taxa de juros baixa e prazo estendido para pagar. O governo investiu muito em educação para formar mão de obra qualificada que atendesse a nova realidade econômica do país. Além disso, o governo fechou uma parceria com os Estados Unidos e criou o Mobral, um programa que tinha como objetivo diminuir o analfabetismo no país. Eram aulas destinadas a adultos que não tinham tido a oportunidade de aprender a ler e escrever, equivalente ao atual EJA. Criou-se o Fundo de Garantia sobre Tempo de Serviço (FGTS), que financia até hoje obras públicas de infra-estruturas. A legislação trabalhista criada por Vargas só atendia ao trabalhador urbano, foi com o Regime Militar que a legislação trabalhista foi estendida ao campo, além de uma proposta de reforma agrária (Estatuto da Terra) que só não foi aprovada pela resistência histórica que a elite agrária, infiltrada no Congresso Nacional, que sempre sabotou a proposta.

      No plano econômico o governo militar trouxe conquistas inegáveis para o Brasil, entre 1967 e 1973, a economia brasileira alcançou os mais altos índices de crescimento econômico, comparados hoje somente com os da China. Houve aumento das exportações, modernização do parque industrial brasileiro e aumento da oferta de emprego. Atualmente a maior empresa brasileira é a Petrobrás, poucos sabem que foi o governo militar que investiu pesado na empresa, tentando diminuir nossa dependência de petróleo importado. O programa do Proálcool, para também resolver uma deficiência energética, foi também obra do regime militar. Quase todos os carros que saem de fábrica no Brasil hoje são bicombustíveis, nossa dependência de importação de petróleo diminuiu muito. Mesmo após o esgotamento do modelo do Milagre Econômico, o governo Geisel reatou relações diplomáticas com a China, país socialista que dava início ao processo de abertura econômica e aparecia como perspectiva de um novo mercado. Hoje, a China é o maior parceiro comercial do Brasil, mas poucos se lembram que foi o governo do general Geisel que deu início a essa aproximação.

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    2. As 10 maiores usinas hidrelétricas foram construídas pelos militares. Qtas foram construídas de 1985 para cá ?

      O Brasil chegou a construir na época dos militares a 2ª maior malha ferroviaria do mundo. Qtos km temos hoje ? Aliás, a democracia proporcionou o maior espetáculo de ilusionismo do mundo : sumiram os trilhos, os vagões, as locomotivas e até estações ferroviárias.

      A transposição do Rio São Francisco está parada um tempão.

      Os militares ampliaram o MAR TERRITORIAL BRASILEIRO DE 12 MILHAS PARA 300 MILHAS. Com objetivo de não deixar o estrangeiro levar nosso petróleo e pescados. O governo atual está pronto para diminuir nossa extensão territorial entregando terras às nações indíginas e a FARC para que se crie um novo país dentro do Brasil. Nem vou falar sobre as ONGs estrangeiras.
      É A PRIMEIRA VEZ NA HISTÓRIA DO BRASIL, QUE UM PRESIDENTE DIMINUI O TAMANHO DO BRASIL ! TODOS OS OUTROS PRESIDENTES FIZERAM O CONTRÁRIO.

      Com os militares, chegamos a ter a MAIOR INDUSTRIA NAVAL DO MUNDO. Hoje, estamos tentando resgatar, mas sem competividade alguma. Os militares fabricaram as primeiras plataformas marítimas de exploração de petróleo.

      Angra 1 teve sua construção iniciada em 1972, tendo recebido licença para operação comercial da Comissão Nacional de Energia Nuclear - CNEN em dezembro de 1984. Em 85 começou a democracia.

      Quando do regime militar, éramos a 48ª economia do mundo em 1964 e em 1985 éramos a 8ª. O Brasil multiplicou 9 vezes a produção de energia elétrica em 21 anos, foi o 2º país que mais cresceu no mundo naquele período, atrás apenas do Japão, com crescimento médio de 7,5% ao ano, tendo o governo Médici atingido índices de 11,9% ao ano. Tínhamos pouco mais de 6.000 Km de estradas asfaltadas em 1964 e em 1985 já tínhamos mais de 57.000 Km de estradas asfaltadas. Foram criadas a EMBRAER e a EMBRAPA (duas instituições que podemos nos orgulhar), esta última responsável direta pelas super safras brasileiras, pois antes de 1964 o Brasil importava alimentos. Até a tão falada dívida não passa de uma mentira. Você verá que a relação dívida bruta/PIB, ao final do regime militar, era de 41,5%, ao final do governo FHC era de 66,8% e ao final do governo LULA era de 68,8%. Só que quase toda a infra estrutura atual brasileira como portos, metrôs, refinarias, hidrelétricas (ITAIPU, TUCURUÍ, URUBUPUNGÁ e outras, todas entre as maiores do mundo) são daquela época. As taxas de homicídios da década de 1970 eram 3 vezes menores do que as atuais. O analfabetismo foi reduzido de 50% em 1964 para 17% em 1985, estando hoje, 28 anos após o término do regime militar, ainda em 8,7%. A expectativa de vida do brasileiro passou de 50 anos em 1964 para 65 anos em 1985, o maior aumento de toda a nossa história.

      Resumindo : 28 anos de democracia fizeram muito menos pelo povo e nação que 21 anos de ditadura.

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    3. Alguns links pra vc fazer pesquisas e não ser mais enganada :
      http://ternuma.com.br/

      http://www.averdadesufocada.com/index.php/incio-mainmenu-1

      http://conspiratio3.blogspot.com.br/

      http://www1.folha.uol.com.br/livrariadafolha/2014/01/1401697-historiador-defende-que-a-ditadura-brasileira-durou-11-anos.shtml

      Clamor Popular contra o comunismo e a corrupção que foi o pontapé inicial para as Forças Armadas tomarem o poder, instituindo o Regime Militar que durou 21 Anos. Qualquer semelhança com o que vivemos atualmente não será mera coincidência.
      https://www.youtube.com/watch?v=wEi8N2nKyXA

      O Contragolpe 1964 - A Verdade Sufocada
      https://www.youtube.com/watch?v=nMiELBPvLgI

      Rompendo o Silêncio
      http://www.hlage.com.br/E-Books-Livros-PPS/RompendoSilencio.pdf

      A Verdade Sufocada
      http://www.averdadesufocada.com/images/orvil/orvil_completo.pdf

      A corrupção é inerente à democracia
      http://desatracado.blogspot.com.br/2014/03/a-corrupcao-e-gerada-pela-propria.html

      Entre outros, abraços.

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    4. PARTE 1/3

      Às Forças Armadas cabe zelar para a manutenção da lei, da ordem, e evitar o caos. Não tínhamos que defender o governo; tínhamos que defender a nação.

      A deposição de João Goulart e a luta contra o terror comunista no Brasil envolveram realidades muito diferentes das que hoje são difundidas pela propaganda esquerdista na mídia e salas de aula.

      No dia 31 de março próximo faz quarenta anos que foi deposto o Presidente da República, João Goulart. Uns chamam esse acontecimento de golpe militar, outros de tomada do poder, alguns outros de Revolução de 1964. Eu prefiro considerá-lo como a Contra-Revolução de 31 de março de 1964.

      Vou lhes explicar o meu ponto de vista ao longo deste artigo. Espero que ao final vocês tenham dados suficientes para julgar se estou certo. Vocês foram cansativamente informados por seus professores, jornais, rádios, TV e partidos políticos de que:

      - os militares tomaram o poder dos civis para impedir que reformas moralizantes fossem feitas;

      - para combater os “generais que usurparam o poder” os jovens da época uniram-se e lutaram contra a ditadura militar e que muitos deles morreram, foram mutilados, presos e torturados na luta pela “redemocratização” do país;

      - os militares assim agiram a mando dos Estados Unidos, que temiam o comunismo instalado no Brasil;

      - jovens estudantes, idealistas, embrenharam-se nas matas do Araguaia para lutar contra a ditadura e pela redemocratização do país.

      Com quantas inverdades fizeram a cabeça de vocês! E por que essas mentiras são repetidas até hoje? Foi a maneira que eles encontraram para tentar justificar a sua luta para implantar um regime do modelo soviético, cubano ou chinês no Brasil.

      Por intermédio da mentira, eles deturparam a História e conseguiram o seu intento. Vocês, que não viveram essa época, acreditam piamente no que eles dizem e se revoltam contra os militares.

      Vamos aos fatos, pois eu vivi e participei dessa época.

      Em março de 1964 eu era capitão e comandava uma bateria de canhões anti-aéreos do 1º Grupo de Artilharia Anti-Aérea, em Deodoro, no Rio de Janeiro.

      A maioria dos oficiais que serviam no 1º Grupo de Artilharia AAe, entre eles eu, teve uma atitude firme para que o Grupo aderisse à Contra-Revolução.

      Eu era um jovem com 31 anos. O país vivia no caos. Greves políticas paralisavam tudo: transportes, escolas, bancos, colégios. Filas eram feitas para as compras de alimentos. A indisciplina nas Forças Armadas era incentivada pelo governo. Revolta dos marinheiros no Rio; revolta dos sargentos em Brasília. Na minha bateria de artilharia havia um sargento que se ausentava do quartel para fazer propaganda do Partido Comunista, numa kombi, na Central do Brasil.

      Isso tudo ocorria porque o governo João Goulart queria implantar as suas “reformas de base” à revelia do Congresso Nacional. Pensava, por meio de um ato de força, fechar o Congresso Nacional com o apoio dos militares “legalistas”.

      Vocês devem estar imaginando que estou exagerando para lhes mostrar que a Contra-Revolução era imperativa naqueles dias. Para não me alongar, vou citar o que dizem dois conhecidos comunistas:

      Depoimento de Pedro Lobo de Oliveira no livro A Esquerda Armada no Brasil: “Muito antes de 1964 já participava na luta revolucionária no Brasil na medida de minhas forças. Creio que desde 1957. Ou melhor, desde 1955… Naquela altura o povo começava a contar com a orientação do Partido Comunista.”

      (CONTINUA)

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    5. PARTE 2/3
      Jacob Gorender, do PCBR, escreveu no seu livro Combate nas Trevas: “Nos primeiros meses de 1964, esboçou-se uma situação pré-revolucionária e o golpe direitista se definiu, por isso mesmo, pelo caráter contra-revolucionário preventivo. A classe dominante e o imperialismo tinham sobradas razões para agir antes que o caldo entornasse.”

      Diariamente eu lia os jornais da época: O Dia, O Globo, Jornal do Brasil, Tribuna da Imprensa, Diário de Notícias, etc… Todos eram unânimes em condenar o governo João Goulart e pediam a sua saída, em nome da manutenção da democracia. Apelavam para o bom senso dos militares e até imploravam a sua intervenção, para que o Brasil não se tornasse mais uma nação comunista.

      Eu assistia a tudo aquilo com apreensão. Seria correto agirmos para a queda do governo? Comprei uma Constituição do Brasil e a lia seguidamente. A minha conclusão foi de que os militares estavam certos ao se antecipar ao golpe de Jango.

      Às Forças Armadas cabe zelar para a manutenção da lei, da ordem, e evitar o caos. Não tinhamos que defender o governo; tinhamos que defender a nação.

      O povo foi às ruas com as Marchas da Família com Deus pela Liberdade, no Rio, São Paulo e outras cidades do país. Todos pedindo o fim do governo João Goulart, antes que fosse tarde demais.

      E, assim, aconteceu em 31 de março de 1964 a nossa Contra-Revolução.

      Os jornais da época (O Estado de S. Paulo, O Globo, Jornal do Brasil; Tribuna da Imprensa e outros ) publicaram, no dia 31 e nos dias seguintes, editoriais e mais editoriais exaltando a atitude dos militares. Os mesmos jornais que hoje combatem a nossa Contra- Revolução.

      Os comunistas que pleiteavam a tomada do poder não desanimaram e passaram a insuflar os jovens, para que entrassem numa luta fraticida, pensando que lutavam contra a ditadura. E mentiram tão bem que muitos acreditam nisso até hoje. Na verdade, tudo já estava se organizando. Em 1961, em pleno governo Jânio Quadros, Jover Telles, Francisco Julião e Clodomir dos Santos Morais estavam em Cuba acertando cursos de guerrilha e o envio de armas para o Brasil. Logo depois, alguns jovens eram indicados para cursos na China e em Cuba. Bem antes de 1964 a área do Araguaia já estava escolhida pelo PC do B para implantar a guerrilha rural.

      Em 1961 estávamos em plena democracia. Então para que eles estavam se organizando? Julião já treinava na época as suas Ligas Camponesas, que eram muito semelhantes ao MST de hoje, só que sem a organização, o preparo, os recursos, a formação de quadros.

      E foi com essa propaganda mentirosa que eles iludiram muitos jovens e os cooptaram para as suas organizações terroristas.

      Então, começou a luta armada.

      Foram vários atos terroristas: o atentado ao aeroporto de Guararapes, em Recife, em 1966; a bomba no Quartel General do Exército em São Paulo, em 1968; o atentado contra o consulado americano; o assassinato do industrial Albert Boilesen e do capitão do Exército dos Estados Unidos Charles Rodney Chandler; seqüestros de embaixadores estrangeiros no Brasil .

      A violência revolucionária se instalou. Assassinatos, ataques a quartéis e a policiais aconteciam com freqüência.

      Nessa época, eles introduziram no Brasil a tática de obter dinheiro com assaltos a bancos, a carros fortes e a estabelecimentos comerciais. Foram eles os mestres que ensinaram tais táticas aos bandidos de hoje.Tudo treinado nos cursos de guerrilha em Cuba e na China.

      As polícias civil e militar sofriam pesadas baixas e não conseguiam , sozinhas, impor a lei e a ordem.

      (CONTINUA)

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    6. PARTE 3/3
      Acuado, perdendo o controle da situação, o governo decretou o AI-5, pelo qual várias liberdades individuais foram suspensas. Foi um ato arbitário mas necessário. A tênue democracia que vivíamos não se podia deixar destruir.

      Para combater o terrorismo, o governo criou uma estrutura com a participação dos Centros de Informações da Marinha (CENIMAR), do Exército (CIE) e da Aeronáutica (CISA). Todos atuavam em conjunto, tanto na guerrilha rural quanto na urbana. O Exército, em algumas capitais, criou o seu braço operacional, os Destacamentos de Operações de Informações ( DOI). Para trabalharem nos diversos DOI do Brasil, o Exército seleciononou do seu efetivo alguns majores, capitães e sargentos. Eram, no máximo, 350 militares, entre os 150 mil homens da Exército.

      Eu era major, estagiário da Escola de Estado Maior. Tinha na época 37 anos e servia no II Exército, em São Paulo. Num determinado dia do ano de 1970, fui chamado ao gabinete do comandante do II Exército, general José Canavarro Pereira, que me deu a seguinte ordem: “Major, o senhor foi designado para comandar o DOI/CODI/II Ex. Vá, assuma e comande com dignidade”.

      A partir desse dia minha vida mudou. O DOI de São Paulo era o maior do país e era nesse Estado que as organizações terroristas estavam mais atuantes. O seu efetivo em pessoal era de 400 homens. Destes, 40 eram do Exército, sendo 10 oficiais, 25 sargentos e 5 cabos. No restante, eram excelentes policiais civis e militares do Estado de São Paulo. Esses foram dias terríveis! Nós recebíamos ameaças freqüentemente.

      Minha mulher foi de uma coragem e de uma abnegação total. Quando minha filha mais velha completou 3 anos de idade, ela foi para o jardim da infância, sempre acompanhada de seguranças. Minha mulher não tinha coragem de permanecer em casa, enquanto nossa filha estudava. Ela ficava dentro de um carro, na porta da escola, com um revólver na bolsa.

      Não somente nós passamos por isso! Essa foi a vida dos militares que foram designados para combater o terrorismo e para que o restante do nosso Exército trabalhasse tranqüilo e em paz.

      Apreendemos em “aparelhos” os estatutos de, praticamente, todas as organizações terroristas e em todos eles estava escrito, de maneira bem clara, que o objetivo da luta armada urbana e rural era a implantação de um regime comunista em nosso país.

      Aos poucos o nosso trabalho foi se tornando eficaz e as organizações terroristas foram praticamente extintas, por volta de 1975.

      Todos os terroristas quando eram interrogados na Justiça alegavam que nada tinham feito e só haviam confessado os seus crimes por terem sido torturados. Tal alegação lhes valia a absolvição no Superior Tribunal Militar. Então, nós passamos a ser os “torturadores”.

      Hoje, como participar de seqüestros, de assaltos e de atos de terrorismo passou a contar pontos positivos para os seus currículos, eles, posando de heróis, defensores da democracia, admitem ter participado das ações. Quase todos continuam dizendo que foram torturados e perseguidos politicamente. Com isso recebem indenizações milionárias e ocupam elevados cargos públicos. Nós continuamos a ser seus ” torturadores” e somos os verdadeiros perseguidos politicos. As vítimas do terrorismo até hoje não foram indenizadas.

      Houve 120 mortos identificados, que foram assassinados por terroristas (estima-se que existam mais cerca de 80 que não foram identificados). 43 eram civis que estavam em seus locais de trabalho; 34, policiais militares; 12, guardas de segurança; 8, militares do Exército; 3 agentes da Polícia Federal; 3 mateiros do Araguaia; 2 militares da Marinha; 2 militares da Aeronáutica; um major do Exército da Alemanha; um capitão do Exército dos Estados Unidos; um marinheiro da Marinha Real da Inglaterra.

      (CONTINUA)

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    7. PARTE SEMI-FINAL
      A mídia fala sempre em “anos de chumbo”, luta sangrenta, noticiando inclusive que , só no cemitério de Perus, em São Paulo, existiriam milhares de ossadas de desaparecidos políticos. No entanto o Grupo Tortura Nunca Mais reclama um total de 284 mortos e desaparecidos que integravam as organizações terroristas. Portanto, o Brasil, com sua população e com todo o seu tamanho, teve na luta armada, que durou aproximadamente 10 anos, ao todo 404 mortos, dos dois lados.

      Na Argentina as mortes ultrapassarm 30.000 pessoas; no Chile foram mais de 4.000 e no Uruguai outras 3.000. A Colômbia, que resolveu não endurecer o seu regime democrático, luta até hoje contra o terrorismo. Ela já perdeu mais de 45.000 pessoas e tem um terço do seu território dominado pelas FARC.

      Os comunistas brasileiros são tão capazes quanto os seus irmãos latinos. Por que essa disparidade? Porque no Brasil dotamos o país de leis que permitiram atuar contra o terrorismo e também porque centralizamos nas Forças Armadas o combate à luta armada. Fomos eficientes e isso tem que ser reconhecido. Com a nossa ação impedimos que milhares de pessoas morressem e que esta luta se prorrogasse como no Peru e na Colômbia.

      No entanto, algumas pessoas que jamais viram um terrorista, mesmo de longe, ou preso, que jamais arriscaram as suas vidas, nem as de suas famílias, criticam nosso trabalho. O mesmo grupo que só conheceu a luta armada por documentos lidos em salas atapetadas e climatizadas afirma que a maneira como trabalhamos foi um erro, pois a vitória poderia ser alcançada de outras formas.

      Já se declarou, inclusive, que: “a ação militar naquele período não foi institucional. Alguns militares participaram, não as Forças Armadas. Foi uma ação paralela”.

      Alguns também nos condenam afirmando que, como os chefes daquela época não estavam acostumados com esse tipo de guerra irregular, não possuíam nenhuma experiência. Assim, nossos chefes, no lugar de nos darem ordens, estavam aprendendo conosco, que estávamos envolvidos no combate. Segundo eles, nós nos aproveitávamos dessa situação para conduzir as ações do nosso modo e que, no afã da vitória, exorbitávamos .

      Mas as coisas não se passavam assim. Nós, que fomos mandados para a frente de combate nos DOI, assim como os generais que nos chefiavam, também não tínhamos experiência nenhuma. Tudo o que os DOI faziam ou deixavam de fazer era do conhecimento dos seus chefes. Os erros existiram, devido à nossa inexperiência, mas os nossos chefes eram tão responsáveis como nós.

      (CONTINUA)

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    8. PARTE FINAL

      Acontece que o nosso Exército fazia muito tempo que não era empregado em ação. Estava desacostumado com a conduta do combate, onde as pessoas em operações têm que tomar decisões, e decisões rápidas, porque a vida de seus subordinados ou a vida de algum cidadão pode estar em perigo.

      Sempre procurei comandar liderando os meus subordinados. Comandei com firmeza e com humanidade, não deixando que excessos fossem cometidos. Procurei respeitar os direitos humanos, mas sempre respeitando, em primeiro lugar, os direitos humanos das vítimas e, depois, os dos bandidos. Como escrevi em meu livro “Rompendo o Silêncio”, terrorismo não se combate com flores. A nossa maneira de agir mostrou que estávamos certos, porque evitou o sacrifício de milhares de vítimas, que aconteceu nos países vizinhos. Só quem estava lá, frente a frente com o terroristas, dia e noite, de arma na mão, pode nos julgar.

      Finalmente, quero lhes afirmar que a nossa luta foi para preservar a democracia. Se o regime implantado pela Contra -Revolução durou mais tempo do que se esperava, deve-se, principalmente, aos atos insanos dos terroristas. Creio que, em parte, esse longo período de exceção deveu-se ao fato de que era preciso manter a ordem no país.

      Se não tivéssemos vencido a luta armada, hoje estaríamos vivendo sob o tacão de um ditador vitalício como Fidel Castro e milhares de brasileiros teriam sido fuzilados no “paredón” ( em Miami em fevereiro, foi inaugurado, por exilados cubanos, um Memorial para 30.000 vítimas da ditadura de Fidel Castro).

      Hoje temos no poder muitas pessoas que combatemos e que lá chegaram pelo voto popular. Esperamos que eles esqueçam os seus propósitos de quarenta anos passados e preservem a democracia pela qual tanto lutamos.

      por Carlos Alberto Brilhante Ustra.

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"Numa época de mentiras universais, dizer a verdade é um ato revolucionário."
George Orwell

"Até que os leões tenham seus próprios historiadores, as histórias de caçadas continuarão glorificando o caçador."
Eduardo Galeano

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