segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Eterno país do futuro

No Brasil, 38% dos universitários são analfabetos funcionais.

Pesquisa aponta que estudantes não conseguem interpretar e associar informações.


          

Entre os estudantes do ensino superior, 38% não dominam habilidades básicas de leitura e escrita, segundo o Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), divulgado nessa segunda-feira pelo Instituto Paulo Montenegro (IPM) e pela ONG Ação Educativa. O indicador reflete o expressivo crescimento de universidades de baixa qualidade. Criado em 2001, o Inaf é realizado por meio de entrevista e teste cognitivo aplicado em uma amostra nacional de 2 mil pessoas entre 15 e 64 anos. Elas respondem a 38 perguntas relacionadas ao cotidiano, como, por exemplo, sobre o itinerário de um ônibus ou o cálculo do desconto de um produto. O indicador classifica os avaliados em quatro níveis diferentes de alfabetização: plena, básica, rudimentar e analfabetismo.

Aqueles que não atingem o nível pleno são considerados analfabetos funcionais, ou seja, são capazes de ler e escrever, mas não conseguem interpretar e associar informações. Segundo a diretora executiva do IPM, Ana Lúcia Lima, os dados da pesquisa reforçam a necessidade de investimentos na qualidade do ensino, pois o aumento da escolarização não foi suficiente para assegurar aos alunos o domínio de habilidades básicas de leitura e escrita. "A primeira preocupação foi com a quantidade, com a inclusão de mais alunos nas escolas", diz. "Porém, o relatório mostra que já passou da hora de se investir em qualidade", afirma.

Fonte : http://www.correiodopovo.com.br/Noticias/?Noticia=444534

Me permitam uma pequena provocação para reflexão sobre esta temática da qualidade da educação e do aluno.

Se no meio universitário, que deveria ser a elite estudantil do país, está este nível alarmante, imagine nas faixas escolares anteriores.

Depois estes jovens param de estudar para entrar no mercado de trabalho. Com que qualidade ? Estando no mercado de trabalho e não mais estudando, a situação de analfabetismo funcional tende a piorar. Pois se quando são estudantes, em fase de aprendizagem, tem índice tão vergonhosamente expressivo, imagine quando não estiverem mais estudando. Penso que a situação deva se agravar ou na "melhor" das situações, estacionar.

Este povo todo saberia votar, já que não entendem o que leem e ouvem ?

E não é perda de tempo termos alunos assim nas escolas ?

Abraços

Um comentário:

  1. Infelizmente, meu caro, sim. É perda de tempo para nós, mas aos grandes corruptores, é uma obrigação e, cada vez que eles veem o resultado de seus "investimentos" no seu gado, eles abrem uma garrafa de vinho e se refestelam.

    Quando a sua claque anencéfala repete cega, estúpida e obedientemente seus "ensinamentos", sufocando a resistência que nada contra a maré do apedeutismo das massas (nós, p. ex.), aí, vira uma orgia.

    Triste (des) humanidade...
    Abraço.

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"Numa época de mentiras universais, dizer a verdade é um ato revolucionário."
George Orwell

"Até que os leões tenham seus próprios historiadores, as histórias de caçadas continuarão glorificando o caçador."
Eduardo Galeano

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